quarta-feira, 5 de junho de 2013

"Burrocracias" da vida!

Parece que esta semana é semana de me deparar com os "impeçilhos" burocráticos onde estamos metidos... :/

Hoje tive de ir à segurança social. Já lá tinha ido há uma semana e dirigi-me ao segurança da entrada a explicar o que precisava. Ele quase sem palavras foi buscar o impresso e deu-mo dizendo que depois teria de voltar. E pronto, não me disse nada mais!

Hoje volto lá, com o impresso e com a papelada solicitada. Felizmente moro perto da segurança social e por isso, não tive de estar nas filas desde as 8 da manhã. Mas adiante. 

Fui então atendida e o funcionário desata-se a rir em tom irónico dizendo: "Terá de entregar mais documentos que esses não são suficientes." Eu olho para ele um pouco admirada e disse-lhe: "Mas então, estou a entregar todos os documentos que o impresso refere." Diz-me ele: "Pois, mas faltam aí documentos. O impresso está desactualizado." Eu olho para ele, ainda mais admirada e digo: "Pois, mas o segurança deu-me este impresso e não referiu que era preciso mais documentos além dos mencionados." Ele responde-me novamente com a "maior lata do mundo": "Sim, mas o segurança, fez-lhe o FAVOR de entregar o impresso. Ele trabalha numa empresa externa e não tem de dar essas informações. Já lhe fez muito de entregar o impresso. Se a senhora quisesse saber mais, deveria ter marcado antes comigo para eu lhe explicar."

Pára tudoooooooooooooooooooooo... Passei-me um bocado!!!! Até compreendo que o segurança e tal é de uma empresa externa... Mas já não posso compreender que o impresso esteja desactualizado e que nada seja dito... :(

Melhor, não posso muito compreender que o segurança não pudesse dar essa informação. Bem sei que não é a função dele... mas enfim... o senhor passa o dia todo parado e quieto a ver se se passa alguma coisa... quando não se passa nada... acredito que dar uns impressos e umas informações seja a distracção mais interessante do seu dia de trabalho, não?! 

Fico mesmo passada... "possuída" mesmo!!!! Mais uma vez, como uma simples ajuda melhoraria e facilitaria tudo, não!?

...

Além disso, se nunca vos disse, tenho de vos dizer... há profissões que realmente são mesmo "desnecessárias". E sim... estou a falar dos seguranças, mas também dos revisores dos bilhetes do comboio, e dos polícias, e dos funcionários das portagens e dos funcionários da EMEL... E mais mil coisas... Mas a verdade, verdadinha é que todas estas profissões só existem por culpa "nossa", porque queremos que nos controlem... queremos que o vizinho do lado tenha o bilhete do comboio, porque eu também o comprei... Queremos ter um lugar à frente do ginásio, mesmo que o percurso de casa para o ginásio compensasse a mensalidade do ginásio e do dito bilhete da EMEL... e ah, é claro da gasolina! E quando nos vimos alguém que está a ser agredido ou roubado, queremos que haja alguém com o "poder" para lá ir tratar do assunto, porque na verdade, nós até finjimos que não vimos. 

E é assim a vida... meio mundo a controlar o outro meio mundo... E nós também a controlarmos o vizinho do lado... e o colega do escritório e mais a mãe e a filha e tudo e tudo... E nós...?!!? Sim, nós também nos controlamos a nós próprios... e à nossa mente, ao nosso coração, à nossa alma... nem que mais não seja, para nos deixarmos estar e não sermos nós próprios no meio da liberdade profunda que anseia sair cá para fora!!!

Soluções!?!??! Apenas e só mais consciência!!! Consciência profunda para perceber que metade da realidade que vivemos não é mesmo nada de nada importante e que as nossas vidas estão controladas até ao mais ínfimo pormenor... por nós!!! E porque nós assim o exigimos! 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Dar (às vezes) é tão complicado!

Hoje fui à loja social da minha freguesia! Uma vez tinha lá ido, para me oferecer para fazer uma feira de trocas aqui na minha freguesia e fui visitar a loja social. Explicaram-me que a loja era só para pessoas carenciadas e que tinham de ser entrevistadas pela assistente social da freguesia. Até aqui tudo bem.

Depois disseram-me que esta entrevista era só para a ajuda de alimentos, uma vez que a roupa podia ser dada a todas as pessoas, porque há roupa a mais! Fiquei contente e triste! Por um lado, pensei que se precisa-se um dia de roupa, poderia lá ir e aí fiquei feliz! Por outro lado, fiquei triste, porque no meio desta crise, ninguém pára de comprar roupa e por isso, há excesso de roupa... Mas adiante!

Hoje voltei lá... Decidi que já que não compro roupa, poderia ir às "compras" na loja social, para mudar um bocadinho o meu guarda-roupa. E então lá fui eu! Apresentei-me e disse que como me haviam dito, a roupa era dada e por isso, queria dar uma vista de olhos para ver se levava alguma coisa. Estavam duas senhoras a atender... Não estavam a fazer nada, apenas a tomar conta da loja e uma respondeu-me: "Mas para levar roupa, tem de ter marcação." E eu respondi: "Mas eu não quero ser atendida pela assistente social, quero mesmo só levar a roupa ou calçado, como me havia dito ser possível."  A senhora voltou a responder-me: "Mas mesmo assim, tem de ter marcação."

Fiquei impávida... ora, com tanta roupa e sapatos e sei lá mais o quê que ali há... com duas pessoas a atender que não estavam a fazer nada, apenas e só a atender, para que era preciso marcação!?! E ainda por cima não havia ninguém na loja!!!!

Fui dar uma vista de olhos à roupa e aos sapatos, mas perdi a vontade e para dizer a verdade não havia nada do meu género... mas fiquei a pensar nisto... em como o nosso país entrou nesta onda das marcações, entrevistas e reuniões, de burocracias e procedimentos que nos impedem a todos de lidar e de ser simples e simplificados. 

Até para dar... temos de percorrer um caminho longo... cheio de métodos e esquemas, reuniões e entrevistas e sei lá mais o quê!

Fiquei a pensar neste "dar burocrático" e também fiquei a pensar em todo o "dar" que dia-a-dia utilizamos. Como cada vez é mais díficil, dar um abraço, ou um elogio, ou um agrado sincero. Em como mesmo nos relacionamentos, temos de ter sempre esquemas e burocracias e jogos e métodos, de saber se se dá o suficiente e tendo sempre o cuidado de não dar mais da conta, porque não podemos "mostrar o jogo". 

Eu não sou assim! Eu dou e dou... ponto final! Quando quero dar, quer seja roupa, sapatos ou amor... é para dar e acabou... não há cá meias medidas... jogos e troca-tintas e coisas complicadas que só fazem o ser humano cada vez ser mais mecanizado e anti-social. E dou e volto a dar... 

Só que quem muito dá, muito espera receber... e quem muito dá é exigente na retribuição... Ora bolas... ainda não sou assim tão altruísta como pensava ser.... raios!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Prazeres... A própria vida!

Ultimamente tenho pensado muito em como tenho mudado. Chame-se de transformação, transmutação, mudança ou alteração... o que é facto é que já nem me conheço. Se por um lado isso tem um sentido lindo da vida, de que a vida não pára e devemos estar sempre em constante movimento, por outro lado é assustador quando nos lembramos de quem éramos, do que gostávamos, de quem queríamos ser... e de uma hora para a outra tudo muda!

Hoje, estive com um médico que me disse, no seu ar de entediado pela vida: "Sabe a vida é uma doença e só há um medicamento para ela: a morte!" Fiquei deveras arrepiada! Se por um lado compreendo a comparação feita, por outro lado, não me parece nada que queira morrer para tratar esta minha doença de uma vez por todas. 

E esta frase ressoou-me cá dentro... dentro de mim, do meu coração, ou alma, ou mente, ou o que queiram chamar... ressoou-me forte e pus-me a pensar quem sou eu, porque estou aqui, para que serve a vida e tudo isto a que chamamos estar, ser e existir. Mais uma vez, perguntei dentro de mim, se a vida só serve para trabalharmos, muitas vezes em algo que nem gostamos, para depois ter dinheiro, para depois comprar coisas e para depois dormirmos a pensar na quantidade que temos de fazer. Não me parece que seja para isso que se vive! Por outro lado, também não acho que a vida seja para viver ao "Deus dará" tendo prazeres sem fim para ocuparmos ou preenchermos o vazio dentro de nós e fazer com que um dia passe depois do outro e por aí fora. Não cheguei a grandes conclusões neste meu pensamento, mas cheguei a uma: estamos todos aqui, para mantermos a vida o melhor possível, uns para os outros. Estamos aqui, para nos evoluirmos e dar-mos as condições mínimas/médias de vida para vivermos e pelo menos, para vivermos a sorrir. Por isso, estamos aqui, para dar, doar, servir... porque quando servimos ao outro, servimo-nos a nós mesmos.

Todos estes meus pensamentos seriam muito lindos e maravilhosos, se eu estivesse totalmente preenchida e enriquecida com a vida, o que nem por isso é verdade! Já não trabalho o dia inteiro em algo que não me motivava e por isso, não tenho dinheiro e não faço compras. Sendo que na minha anterior vida, fazer compras era sem dúvida a minha principal fonte de prazer. Antigamente tinha como minhas fontes de prazer: comprar, comer e trabalhar. Sendo que neste momento, não compro... como menos (porque estou a fazer dieta e por isso, a não ingerir açúcar) e não trabalho propriamente... surjo neste momento com inquietações do género: "Afinal o que é que me dá prazer?" 

Há algo que me dá muito prazer... pegar no carro sem destino e levar a minha cadela, para a praia, para o campo, a visitar a família ou sei lá! Mais um prazer que me ficou cortado, pois neste momento para pagar a prestação do carro, emprestei-o a um amigo e como não tenho dinheiro (e ainda não fiz trocas com uma gasolineira) para o gasóleo, mais um prazer que ficou fechado numa caixinha.

... Eu era muito vaidosa... e se algo não estava bem ou me precisava de sentir melhor, lá ia eu para o shopping, comprar maquilhagem, roupa, vernizes... nem que fosse para preencher aquele vazio momentâneo... Mais um prazer que se foi à vida...

E por isso, agora ando a descobrir novos prazeres... e essa descoberta é uma coisa tão cá de dentro, que por vezes tem amarras tão fortes e que não me deixam perceber afinal onde está o prazer da vida... Bem sei, que é nos abraços, na música, nos sentimentos, nos amigos, nos mimos, nos meus animais de estimação, no céu estrelado... eu sei lá! Sei tudo isso... mas acontece que me sinto a voltar às origens, por opção própria bem sei, mas de uma forma mais rápida e acelerada do que tinha alguma vez imaginado... 

Não está fácil... não é fácil... mas como costumo dizer: "Hoje estou melhor que ontem e amanhã estarei melhor que hoje."

terça-feira, 28 de maio de 2013

... o meu frigorífico está verde!

Ah pois é... afinal mudei de cor... agora já nem tudo na minha vida é azul... agora é verde também! Azul e verde... pelo menos por enquanto, até chegar às cores todas do arco-íris.

E isto porquê? Porque comecei hoje a dieta detox da Iswari... Lembram-se que aqui à dias tinha feito a troca dos super-alimentos?! Pois bem... comecei hoje a dieta dos 3, 10 ou 21 dias. Estou a apontar para os 10 dias, vamos lá ver se aguento... claro que chegar aos 21 dias era lindo e maravilhoso... mas vejamos, dia-a-dia a minha disposição.

Esta dieta serve mais do que para emagrecer, para limpar. Pode-se emagrecer em 10 dias à volta de 3 a 7 kilos, consoante a porcaria que se tem acumulada... A dieta é toda verdinha, com muitos legumes e frutas, só mesmo maçãs ou pêras... por isso, tudo verde!

Tal decisão de fazer este tipo de dieta, teve a ver com o facto de começar a tomar consciência que para continuar neste projecto de vida, tenho mesmo de cuidar da minha saúde, e por isso, da minha alimentação... porque a alimentação é que gere a nossa saúde. 

Custou-me imenso decidir iniciar a dieta... percebo que será algo que não tem volta atrás... não posso prever o futuro, mas quero muito ter consciência de tudo isto, e me tornar mais saudável, além da mulher poupada que me tornei. Quero perceber a importância de uma alimentação baseada no vegetarianismo. Sei que é um caminho longo... e não quero ter ilusões de que será fácil, mas quero pelo menos tentar... Se não mudar nada, nunca a vida pode ser diferente, certo?

Hoje o dia foi à base de: shots e sumos de superalimentos, com espinafres, pepino, maçã, gengibre e sei lá mais quê... tudo verde verdinho... o sabor não era dos melhores, mas também sabe melhor do que as batatas fritas do McDonalds... ehehehe... (que raio de comparação... lolool) Pelo menos é comida verdadeira. Ao almoço, comi uma salada de beterraba e cenoura com legumes salteados, onde coloquei em demasia a pimenta caena que estava recomendada... bebi água até mais não! Sim, porque tem de se beber 2 litros de água por dia!... :)

Meditei bastante... passeei junto ao rio... deitei-me no chão ao som de uma música relaxante e da luz de uma vela... e observei o meu comportamento e toda eu... e fiz as pazes comigo mesma, nas burrices alimentares que fiz ao longo da vida... Bem, não fiz as pazes todas, porque fiz mesmo muitas burrices... E hoje, tive saudades de uma bela salada com tudo e mais um par de botas ou de um prato vegetariano cheio de cores... cores, que ainda não posso comer nesta dieta... mas lá chegarei!

A meio do dia senti o cheiro de frango assado, da janela da vizinha... epah, nem queiram saber o esquisito que foi... livra!!! Frango não é verde... logo não entra na lista da comida permitida do meu frigorífico!!! LooooL....

E pronto... hoje foi o dia 1... Se alguma vez na vida, eu sabia que quando me pus com esta "macacada" de viver de trocas, chegaria a isto... a pensar em como mudar toda uma alimentação, toda uma vivência em prole de um projecto, em prole de uma vida, que quero que seja o mais longa possível, se possível imortal!... Se alguma vez imaginava que ia mudar tudo isto, quando fui tão educadinha para as belas das gominhas, o bife com ovo estrelado e batatas fritas e dois gelados por dia?! Enfim... um dia de cada vez na luta para um corpo saudável... que é mais importante do que um corpo magro... mas muito importante também, claro!!! :)

domingo, 26 de maio de 2013

Trocar de vida... trocar de corpo!

... aos poucos, devagarinho e de mansinho começo a despertar desta sociedade e desta vida que nos dizem que é vida, mas de vida nada tem. Apenas sobrevivência!

Estou muito pensativa... fazendo analogias da vida e de tudo o que me envolve e cheguei, não a conclusões, mas a factos que de alguma forma tenho de posicionar na minha vida e que nada mais nada menos é do que: o meu corpo.

O que é o nosso corpo e para que serve? Ora o meu corpo é o motor que me faz fazer um projecto de trocas, por exemplo. Se estiver saudável e tal, posso fazer muitas trocas. Se não estiver saudável, terei de fazer mais trocas, por exemplo no dentista ou no médico. Ora se a ideia é que o facto de trocar de vida foi sobretudo, para ter mais tempo e lazer, se tratar mal do meu corpo, as trocas terão de ser mais que muitas no futuro, certo? Eu explico...

Ora se eu comer muitos doces... vou precisar de ir ao dentista. Preciso de trocas para os doces e de trocas para o dentista! Se eu estiver gorda e anafada, preciso de trocas para ir ao ginásio, para fazer dieta, ou para fazer massagens. Caso esteja magra e saudável nada precisarei e serei aquilo que ando para aqui a desejar à 500 mil anos, que é ser sustentável. 

E o que é ser sustentável? Parece-me que é fazer escolhas acertadas, começando elas na alimentação. Assim sendo, está na hora de acordar... que as trocas alimentares não podem ser baseadas nos restos da escola, ou na comida fora do prazo ou em hidratos de carbono ou em comida plastificada, que sem dúvida é a mais fácil de conseguir. Está na hora de perceber que se continuar a comer doces, vou ter mesmo de ir ao dentista (porque os dentes já se começam a queixar). Está na hora de perceber que se continuo com a alimentação que tenho, em breve vou ter sérios problemas de saúde e que me vão impossibilitar de continuar a viver de trocas, ou partilhas, porque vou precisar do sistema de saúde tradicional para me tratar... 

Agora ainda é hora de fazer tudo diferente... cuidar de mim, do meu corpo... prevenir as doenças que sei que se continuar assim, terei... 

Há uns tempos se me perguntassem algo sobre esta questão de estar gorda ou não ser saudável, seria muito fácil responder. Diria: "sim, ok, logo se vê. Depois tenho dinheiro poderei pagar tratamentos e dietas." O dinheiro parece comprar tudo, não é mesmo? 

Ando a pensar tudo isto, porque nos últimos 3 meses, torci 4 vezes o meu pé esquerdo. Na sequência de tudo quanto já partilhei por aqui, pûs-me a pensar, qual é a razão de ter torcido tantas vezes o mesmo pé. Os mais racionais diriam: "Ora, porque não o curaste bem da primeira vez". Os mais zens diriam: "Porque não sabes qual o caminho e por isso, vais torcer até te encontrares a ti própria." Os mais médicos: "Porque estás com um peso acima da média e tens uma diferença no comprimento da tua perna." Os psicológos "porque emocionalmente não andas equilibrada." E por aí fora...

Ora o que quero dizer, é que vendo tudo isto de uma forma holística... a razão de torcer o pé são todas estas e mais outras... De uma forma belivadora, eu diria que torci o pé: "porque a minha vida não anda fluída e o pé é o sintoma de que ando agarrada a algo que não é para andar. E por isso, tenho de parar."

Contudo, o que quero mesmo dizer... é que de uma vez por todas, tenho de tomar tino... em mim, no meu corpo... e sentir-me sagrada por o ter... e por só ter torcido o pé e ainda não o ter partido, ou ter um acidente ou sei lá... Torcer o pé é coisa pouca... requer apenas: descanso, gelo, creme e muito mimo! Requer também que comece a cuidar de mim, do meu corpo... a emagrecer, não só por emagrecer e ficar linda e maravilhosa, mas sim, porque quero viver muitos anos (se possível ser imortal) e quero guiar o meu corpo como se um ferrari se tratasse. 

... de todas as coisas na vida... de tanta coragem que eu tenho para tanta coisa... a minha grande dificuldade é respeitar o meu corpo e senti-lo como sagrado... De tantas coisas que faço e empreendo, só no meu corpo não consigo empreender...