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sábado, 17 de junho de 2017

Aceitar que se vive no Cacém! (Ups, Agualva!)


Hoje em dia, viver nos subúrbios e aceitar isso, não é fácil! Frequentemente tenho amigos que dizem que vivo longe, que o lugar é feio, que as pessoas são feias e que tudo está sujo e desarranjado. Têm medo da violência, de andar de comboio e de serem assaltados. 

Demorei muito tempo a conseguir dizer publicamente que vivia no Cacém e não em Sintra, quando alguém me perguntava onde morava. De qualquer forma também não vivo no Cacém. Vivo em Agualva, que é do outro lado da linha do comboio, do outro lado da ribeira. Basta conhecer a Avenida dos Bons Amigos (que lindo nome!) e a única coisa que têm de saber para virem a minha casa, é que é só virar à esquerda, como quem vai para o lado do coração. Vivo aqui porque há 40 anos (e há 40 anos viver aqui era bem bom) o Cacém era perto de Lisboa, era calmo e ainda tinha muitas vivendinhas bem bonitas. Foi a escolha dos meus avós, comprar aqui a casa. 

Vivo aqui há uma vida... já saí e já voltei e é sempre para esta casa que regresso. Vivo num rés-do-chão, não tenho grades nas janelas, ponho flores ao sol e sempre que estendo roupa, nunca nenhuma peça me desapareceu. Nunca me aconteceu nada... Esta é uma casa com história, passado, memórias... com partes boas e más.

Sempre quis viver noutro sítio... a minha escolha seria o Chiado (claro!) ou uma praça que há perto de Alcântara, que me faz sempre sonhar quando olho para um prédio com águas furtadas.

Lisboa é o centro de tudo. Hoje em dia é quase o centro da Europa, de tão na moda que está. E foi aqui que comecei a pensar se quereria mesmo mudar para Lisboa, logo agora que há mais turistas que "pessoas".

Depois de muito tempo, consegui fazer algumas obras e redecorações na minha casa. Hoje ela é mais minha. Está prática e funcional e um T1 chega-me perfeitamente, nem que seja para limitar o número de coisas que tenho. Tornei-me mais simples, com menos e mesmo assim, acho sempre que tenho demais.

Hoje sinto-me bem na minha casa. Ainda mudava algumas coisas, mas nada de preocupante. Frequentemente apetece-me levantá-la do chão e colocá-la num terreno relvado onde pudesse ter uma corda para estender a roupa ao sol e onde a minha cadela pudesse correr... mas isso não é possível. Possível é gostar de aqui viver. Gostar que os meus vizinhos (que conheço desde bebé) parem na minha janela para me cumprimentarem (ainda hoje isto aconteceu!). Gostar de ter SEMPRE lugar para estacionar o meu carro, na minha praceta a todas as horas do dia. Gostar de colocar coisas pesadas na janela da sala, para entrarem em casa, sem ter de entrar pelo prédio. Gostar que uma vizinha do prédio do lado, que nem sei bem quem é, grite do último andar e me pergunte: "Oh menina já anda sem muletas, está melhor?!". Gostar das laranjas que o meu vizinho traz da aldeia. E é assim que vou gostando de tanta coisa.

Todos os dias ouço os passarinhos aqui nas árvores da minha praceta. Às vezes oiço o amolador e outras vezes até há um senhor que toca acordeão no meio das pracetas para nos animar.

Esta semana tenho acordado cedo e aproveitado para fazer caminhadas matinais, no percurso pedestre junto à ribeira... Está lindo e bem cuidado! E fico maravilhada com as flores violetas, com as heras, com os patos reais, com os pombos, com a manutenção do jardim e com o equipamento desportivo que há, mas também com a quantidade de gente bonita que corre de manhã e também a quantidade de gente simpática que passeia com cães lindos de morrer!


Hoje já gosto de viver no Cacém (ups), Agualva... A Junta de Freguesia tem-se esforçado muito por melhorá-la. Há graffitis gírissimos autorizados, há caixinhas em algumas pracetas para abrigar os gatos, há um senhor arrumador de rua que tenta manter o chão limpinho e finalmente o jardim da minha praceta que tinha sempre lixo, tem flores brancas bem bonitas.

Se gosto mais de viver aqui?! Gosto! Se gostava de viver em Lisboa? Gostava! Contudo, aprendi a aceitar e a gostar do que tenho e tem sido mesmo uma agradável surpresa!

A única coisa que sinto mesmo falta... é de gente perto. Gente, que é a minha gente... Mas para essa gente, eu estou sempre longe... nem que o longe seja 30 minutos de comboio: "Epah ir ao Cacém... nãaaaaaaaaaaa..."

sábado, 18 de junho de 2016

Offline (por vezes) é o melhor estado do mundo!!!!

Offline Portugal, Aljezur

Depois de tantos anos ONLINE... nas redes sociais, na televisão, na rádio, nos jornais... tenho a dizer-vos que me cansei um pouco de ter a minha vida tão exposta e partilhada. Também me cansei de conhecer pessoas em catadupa... parecia que já não tinha mais espaço na minha memória para decorar mais um nome e mais uma cara. Podem não acreditar, mas foi isso que se passou.

Passado quase 1 ano de finalizar a minha vida trocas em exclusivo, senti-me cansada e esgotada energeticamente de tanta gente que conheci, de tantos trabalhos que tive, de tantas preocupações que tinha diariamente (quer fosse para me alimentar, para me transportar, ou simplesmente viver sem dinheiro).

Necessitei de uma pausa, uma pausa OFFLINE, apesar de continuar pontualmente nas redes sociais, no facebook, no instagram e até no pinterest. Mas era um continuar diferente, onde de forma ordeira e calma vou participando nas redes sociais, mas sem a pressão de colocar conteúdos todos os dias, de promover marcas e pessoas, de fazer trocas, de escrever no blog mostrando as minhas atividades diárias. Ou seja, utilizar as redes sociais apenas como uma "comum mortal"!

Mas depois de tanto tempo... precisei (e ainda preciso) de um tempo verdadeiramente OFFLINE. Para colocar a cabeça e o coração no lugar e perceber para onde quero caminhar. A experiência de viver de trocas, foi muito maior do que algum dia poderia pensar ou prever. Além de uma alteração total ao meu estilo de vida, foi também redescobrir e aproximar-me um pouco mais do meu verdadeiro eu. Mas um eu, que ainda anda um pouco confuso e até cansado, de tanta troca! Sim, as trocas cansam!!!

E pronto... estar OFFLINE não só das redes sociais, mas estar ONLINE connosco e com quem nos rodeia, de forma coesa, humana e limpa. Simples. Foi desta forma que experimentei um conceito de uma amiga: o OFFLINE PORTUGAL. O OFFLINE PORTUGAL nada mais é do que um sítio brutal para passar férias de forma OFF do mundo virtual. Ou seja, um mundo sem computador, sem internet, sem telemóvel, sem tablet. Em OFF mas muito ON. Eu explico...

A primeira coisa que se faz, no momento do Check-in é entregar os nossos aparelhos com ligação à net, quer sejam telemóveis, computadores ou tablets. Vão para dentro destas gavetinhas, mas ficamos sempre com a chave da gaveta onde os nossos aparelhos estão. E pronto, agora é só "gozar" a nossa estadia sem esta ligação "doentia" com o mundo virtual.

Desenganem-se que o dia-a-dia no OFFLINE PORTUGAL é uma seca, parado, sem coisas para fazer e com a noção que temos de estar OFF (tipo amorfos, quietos e quase mortos). Nada disso, ali estamos ON, mas ON no dia-a-dia, connosco, com os outros. Criamos uma família temporária com os hóspedes e com os voluntários e partilhamos quase todos os momentos do dia, em conjunto: nas refeições, nas idas à praia, nas caminhadas, nas aulas de yoga e surf, na piscina... E depois de jantar, em vez de ficarmos agarrados à televisão ou ao computador, estamos juntos de novo, conversamos, cantamos, dançamos, tocamos instrumentos e relaxamos.

No fundo estar OFF é verdadeiramente ON! :) "Disconnet to reconnet", é o lema do OFFLINE PORTUGAL!

Estive 2 dias neste maravilhoso estado... e para vos dizer a verdade, mal senti a falta do contato com o mundo virtual. Não posso negar que algumas vezes me perguntava porque não tinha o telemóvel na minha mala e especificamente ao deitar me lembrava de ir ver se tinha alguma mensagem no facebook ou um novo like no Instagram... Mas isso foi passando com o tempo! Repetia a experiência por pelo menos 11 dias. Será que conseguia?!

...

Boas temporadas OFF's para vocês. Aproveitem o Verão para menos fotos: aos pés na areia, ao pôr-de-sol laranja, aos pratos de caracóis, ao novo biquini... e mais: para olharem nos olhos das pessoas que vos acompanham nessas experiências.

Bem haja Rita e Bárbara por esta experiência. Valeu a pena estar muito ON... mas ON MESMO! :)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Nutri chef de cozinha à troca!


Hoje comecei o dia em beleza! Digo, em saúde! Conheci aqui há uns tempos, o Duarte, que se intitula "Personal Nutri Chef", pois dedica-se à cozinha com consciência alimentar! :) Muito à frente, hém!?!?
Fiquei interessada no tema, pois como sabem, ando sempre com as minhas ideias de emagrecer e tal e tal... e ao falar com o Duarte, ele disse-me coisas muito interessantes, tais como:
"Alimenta-mo-nos pela emoção, ou pela razão. Que é como quem diz: pelo ego ou pela consciência. É uma escolha nossa. Saber nutrir o nosso corpo." Pois, descobri que sou mesmo uma insconsciente... De qualquer das formas, passei no teste da "despensa"! Mas vou explicar desde o ínicio!
Depois de conhecer o Duarte, achei super interessante o tipo de abordagem que ele tinha sobre a comida e a alimentação e propus a uma amiga minha que tem um espaço de eventos, que organizasse com o Duarte um jantar temático! E assim aconteceu! Eu ajudei a organizar o jantar, ao nível da confecção mas também da organização do evento e em troca, o Duarte, ofereceu-me a sessão do "Your personal nutri chef" (ver mais em https://www.facebook.com/pages/Your-Personal-Nutri-Chef/427238067342826?fref=ts). Da parte da minha amiga, ela que é artista plástica, fez os cenários do meu programa de tv. Não acham que foi uma boa troca?
Quanto ao Duarte, hoje foi o dia da sessão, que demorou cerca de 4 horas. :)
A primeira parte, é feita uma abordagem pessoal, sobre os hábitos alimentares, sobre os desejos relativamente à saúde e ao corpo... etc etc... Bem, aqui falei que me desunhei! :/
A segunda parte, é averiguar a despensa e o frigorífico. Passa no teste, quem tem alimentos locais, sazonais, biológicos, de boa qualidade e saudáveis... e tem um bónus quem tem super alimentos, como eu! :) Ehehehe... Esta parte, estou a brincar, hém?! Contudo, não é muito normal as pessoas terem tantos superalimentos como eu, uma vez que de vez enquando faço trocas com a Iswari, que tem óptimos superalimentos. (ver mais em http://pt.iswari.net/). Resumindo e concluíndo, eu tenho mesmo todas as ferramentas para uma alimentação saudável, ou como o Duarte diz, alimentação de consciência alimentar... A minha questão é que não tenho horários para comer e sou um bocado preguiçosa para cozinhar! :(
A terceira parte, fomos para a cozinha e fizemos um batido bombástico em saúde com fruta e superalimentos e depois uma refeição para o nosso almoço, à base de legumes, tofu, ervas aromáticas e também alguns superalimentos, neste caso, a chia!
E por fim, a quarta parte é saborear esta maravilha, pedir uns conselhos finais e também umas novas receitas! Verdadeiramente, delicioso!!!
Não acham que devíamos ter sempre um "personal nutri chef" em nossas casas?! :) Tenho de fazer mais trocas!

Vejam mais fotos em:
https://www.facebook.com/andrezuska.salgueirix/media_set?set=a.605089116226833.1073741827.100001772507755&type=1

A minha cozinha, hoje teve vida própria!!! :) http://www.youtube.com/watch?v=D-ityBg2b5A


domingo, 19 de janeiro de 2014

Belivar é desentupir os canos, com a ajuda do outro!

Acordei... entupimentos na casa-de-banho! E como um não chega, dois não serve, o ideal é três! Três entupimentos: lavatório, banheira e sanita! Água... muita água por muito lado... muita mesmo......... e tudo entupido! Primeiro pensamento: "Onde é que vou arranjar dinheiro para me virem desentupir os canos?" (da última vez à 3 anos foi 100€) Segundo pensamento: "Onde é que vou arranjar à troca um canalizador?" Terceiro pensamento: "Vou fazer isto sozinha!"
Nestes 3 pensamentos, podem ver a evolução do grau de um belivador! Primeiro pensamento: nada belivador. Segundo pensamento: belivador prático/económico. Terceiro pensamento: belivador prático/económico/sustentável. E pronto, belivador a 111% era esperar 11 minutos e a coisa resolver-se, como eu costumo dizer, pelo "Divino e Espírito Santo"! Mas pronto, esse nível de belivamento ainda não é para cá chamado!
Assim começou o meu dia de hoje! O que se pode chamar de um dia: "Entupido", "Chuvoso", "Lua cheia" e de "Um fim-de-semana que agoirava ser: terrivelmente desconfortável"! Nada disso... ao invés dito tudo, foi mesmo muito "calmante"! Eu explico!
Depois da minha consulta de Feng Shui com a minha amiga, tudo na minha casa é visto de uma forma muito mais descontraída, mas também mais interpretativa.. Ora, se tudo na casa, é a nossa identificação... a bem dizer, rápido e depressa: "Ando entupida"! Bem, isto levar-nos-ia a uma data de conversa, que sendo mais do foro pessoal e não das trocas, quem me está a ler, não tem propriamente a ver com isto... Bem adiante, estava eu a dizer, que se a casa é o reflexo da pessoa que nela vive, é também a pessoa que nela vive que tem de resolver a casa, pois assim, resolve-se a si também. A isto se chama (e peço desculpa aos entendidos do assunto) o Feng Shui Intuitivo! E foi assim que o intui, por isso... adiante!
Mas estava eu a dizer, que por tudo isto e porque não queria nem arranjar ninguém à troca, nem porque não queria gastar dinheiro, decidi resolver a situação sozinha! "100€ nem pensar... não há-de ser assim tão difícil, pois já vi como se faz."
Assim, decidida e armada (galochas, sacos plásticos, luvas e desentupidor de canos) lá fui eu à luta!!! 
Abri o sifão... tirei o que não era para lá estar, coisitas que se acumulam... desentupi a banheira... desentupi o lavatório... e voilá! Dois problemas resolvidos!!! E a sanita!?!? Não dava com o desentupidor de canos... inventei uns instrumentos: arames e ferros dobradiços para desentupir... eu sei lá... nada!!! Solução: desatarrachar os parafusos da sanita, tirar a sanita e desentupi-la com as minhas mãos! E a ferramenta?!!? Não tinha! Solução: pedir ao vizinho de cima, quando acontece de não se ter em casa, a ferramenta indicada! 
Subi! Como sempre o meu vizinho é simpático e pronto a ajudar! Contei a situação! Emprestou-me a ferramenta, mas disse: "Andresa, se fizer o mesmo que faz com o desentupidor de canos, mas com uma esfregona molhada, resulta na mesma! Não precisa de tirar a sanita! Experimente!"
Desci... fiz o que me disse... 1... 2... 3... 4... 5... eu sei lá... devo ter chegado às 11 vezes! E voilá!!! Conseguido! Tudo desentupido! Tudo lindo e maravilhoso! Sem tirar parafusos! Sem pagar 100€! Sem dramas de não usar a casa-de-banho durante um fim-de-semana! Sem pedir trocas! Sem nada... excepto: da ajuda do vizinho... da sua sabedoria... da sua amizade... da sua prestatividade! :)
É isto, isto é o Believe: desentupir canos, com a ajuda do outro!

E pronto, a música que me lembro com isto tudo, é esta! Ahahahah http://www.youtube.com/watch?v=qqXUpe3jlkA

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

... a tornar-me vegetariana (no fundo... no fundo)

Nos últimos dois anos, comecei a tomar percepção do que é comer carne... e peixe... bem, com as trocas, raramente conseguia carne e peixe... a não ser pessoas que tinham hortas e que me trocavam frango... ou uma possibilidade que um dia tive, de trocar com um amigo de uma ex-aluna minha, peixe, porque ele era pescador! Mas como ele morava em Setúbal, nunca efectivei a troca!!! O que é certo é que carne e peixe é algo mais difícil de ser trocado, do que legumes e frutas.

Bem, a bem dizer nunca fui daquelas apreciadoras de carne, que não vivem sem um bom bife com ovo estrelado e batatas fritas... Eu sou mais: ovo e batatas fritas... muitas!!!! :) Mas há coisas que sempre gostei: um hamburguer com "carne verdadeira", bacon, chouriço, pepperoni, bife de frango ou peito... e pouco mais... Vaca e porco é algo que há muito tempo não comia, excepto o bacon e o chouriço... lololol... 

Mas também vos digo que fui deixando de comer carne, mais porque não a tinha, do que propriamente por convicção ética. Contudo, ao longo do tempo, e já lá vão quase 2 anos, acho que me fui desabituando da carne.. e do leite de vaca, por exemplo. Claro que não resisto a um bom mozzarela ou um iogurte (então se for grego... ui... não resisto mesmo), mas o que é facto é que o meu paladar se foi modificando e é engraçado que não fui notando... até começarem a acontecer alguns pormenores, que passo a citar:

. O facto da minha cadela ter matado duas galinhas na Quinta do Luzio... Impressionou-me muito! Não pela questão de as matar, mas porque no caso da segunda galinha, que não morreu logo... vi nos olhos dela, muito aflita, quase como que um ser humano a pedir ajuda. Tive uma sensação de que a galinha tinha sentimentos... de compaixão... de perdão... eu sei lá!!!! Naquele momento, quase que fiz uma jura a mim mesma, ali ao pé da galinha que não comeria mais "bichinhos"... contudo... passadas umas semanas comi frango assado.
. Quando estava a comer o belo do frango assado, comecei a tomar noção do que estava a fazer... sem mais nem menos, a comer um cadáver... um tal animal parecido com a tal galinha... por outro lado, ao ir comendo a galinha só pensava numa frase que outrora um amigo que havia dito acerca da sua razão para ser vegetariano: "todos os animais que comemos são sempre filhos de alguém"... Bem, esta frase põe-nos com um certo nó na barriga, né?
. Ontem alguém levou para um seminário, uma dita tarte de legumes, feita por um supermercado. Fiquei contente: "Uau, quiche de legumes"... mas ao colocar alguns pedaços da fatia na boca, senti um certo sabor a carne... algo entre o rançoso e o "não natural"... e digo-vos que a tarte não estava nem de longe nem de perto estragada... sou eu mesmo que me desabituei do sabor.
. No supermercado biológico onde faço trocas, tenho comprado à troca, leite de arroz... sim, porque o leite de soja sabe-me a cereais e eu não aprecio e porque também já ouvi um cem número de coisas acerca da soja trangénica (já não se pode confiar em nada... livra)... Assim, apesar de mais caro, "compro" o dito leite de arroz e adoro.. só que outro dia, fui a casa de um familiar e só havia leite de vaca e lá fui eu beber........ Uiiiiiiiiiiii que sabor a gordura!!! Definitivamente, não consigo beber mais leite!!!

Por estes e outros factos, parece-me que cheguei ao ponto de dizer que estou em breve, definitivamente vegetariana... não, porque assim o decidi, mas porque o meu organismo começa a não aceitar este tipo de alimentos... e digo-vos deixa-me mesmo muito feliz! Sei que tenho de compensar as proteinas e tal... mas com a minha companheira de casa, que estuda naturopatia, é mais fácil do que parece... porque ela dá-me cada aulaaaaaaaaaaaa... ui... nem imaginam!! Ela é mesmo boa!!! :) Eu é que não tenho coragem (ou ainda não me caiu a ficha) de fazer tudo o que ela me diz!!! Mas que ela é saudável e bem constituída, lá isso é!!!

Acho que estou definitivamente num percurso sem volta... não que nunca mais volte a comer carne... e penso que mesmo assim, o peixe vou continuar a comer... mas pelo menos, é-me mais fácil entender a necessidade e a razão da não introdução da carne na nossa dieta alimentar... não só pelas razões de saúde, mas também pelas razões ambientais... e por fim as razões éticas!

Pronto, só mesmo para partilhar isto convosco... e dizer-vos que me sinto feliz por isto que ando a sentir... Agora só desejo com muita força que tal situação me aconteça face aos bolos, doces, gomas, gelados, chocolates e demais iguarias............... acham que chegam uns 22 anos para me cair a ficha e deixar de gostar do sabor doce na boca?! LooooL... 

Não percam este vídeo... uma verdadeira lição de vida, de uma criança que "nasceu" com consciência de vegetariana... Novo mundo? http://www.youtube.com/watch?v=8WBMhndyJ-w

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Já tenho/temos horta!!!! :)

Ora bem, chegou o tão "chegado" momento... o momento em que tenho um pedaço de terra para plantar a minha própria comidinha e me tornar mais sustentável e saudável!

Tudo começou quando saí no Jornal "O Público" dia 1 de Janeiro! Um senhor padre dos Missionários da Consolata, da Quinta do Castelo, perto do Cacém, contactou comigo porque gostou muito da minha vivência em trocas a propôs-me uma troca: um terreno com 90 m2 para eu cultivar, em troca de dinamizar eventos e/ou loja de trocas, na quinta! Fiquei super feliz e aceitei de agrado!

A Quinta da Consolata, é uma quinta pedagógica com muitos animais (avestruzes, égua, galinhas, patos, ovelhas, etc) e com uma área de terreno agrícola e também uma floresta! Muito bonita! Neste momento, apesar de pertencer à comunidade dos Missionários da Consolata, a quinta não é destinada a padres, mas sim à comunidade, sendo que se alugam quartos a estudantes e não só (quartos com wc privativa, a 120€ com água, luz e gás) e também se disponibilizam pedaços de terra para hortas comunitárias (julgo que é à volta de 15€/mês com água incluída, num fantástico sistema gota-a-gota). (ver mais em http://www.consolata.pt/ e pesquisar "Cacém", cacem@consolata.pt 214260279)

Bem... adiante... isto tudo para vos dizer que estou mesmo muito contente de ter um pedacinho de terra e tão perto da minha casa... contudo, acontece que apesar da minha vivência em comunidades, não tenho conhecimento suficiente para gerir uma horta e por isso, decidi partilhá-la com dois amigos, que moram perto de mim e que conheci na sequência do projecto! :) 

Um é um perito em permacultura e a outra em agricultura biológica... e eu perita em connects!!! :) E assim vamos nós iniciar esta aventura! Bem, a bem dizer a aventura já iniciou há 15 dias com a primeira sessão de formação sobre agricultura biológica facultada pelos Missionários da Consolata... e no sábado passado fomos pela primeira vez, trabalhar a terra! Bem, a bem dizer, eu só tirei as ervas daninhas durante umas 2 horitas e achei que era coisa simples e tal... e até parece simples, acontece é que estou com uma dor de pernas desde sábado que nem me aguento... Pior que ir ao ginásio!!!

Eu que julgava que cultivar a terra era só deitar umas sementes e regar, deparo-me com a necessidade de fazer compostor, o design do terreno, a escolha das sementes, a escolha do tipo de camas elevadas (com troncos, sem troncos, com palha sem palha, com papel sem papel... eu sei lá), etc etc... isto de agricultar não é nada de nada fácil... mas ainda bem que tenho amigos... e ainda bem que partilhei o terreno... Vai ser mesmo bom! 

Afinal, a partilhar é que se fica a ganhar! :) https://www.youtube.com/watch?v=VUPzr2MGKMs


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dietas, amigas e legumes!

Mudei de companheira de casa! É oficial e já lá vai mais de 1 mês! Aprendi muito com a minha outra companheira de casa... muito, mas muito! E foi transformador, mais ao nível da nossa vivência e convivência, por sermos pessoas realmente diferentes, com hábitos diferentes, formas de viver diferentes, mas com uma semelhança: no fundo, no fundo somos as duas iguais: boas pessoas, com um coração grande! :)

Aprendi muito... e mesmo assim, acho que não aprendi a lição toda... Talvez precisasse de mais tempo, mais calma, mais paciência, para aceitar a pessoa que ela é e que me lembrava sem dúvida, de mim própria antes de começar o projecto! Viver com uma antiga Andresa não foi pêra fácil!!! :) Mas somos amigas e por isso, tudo valeu a pena!!!

Com ela aprendi, a humildade, o perdão, o aceitar os outros, o estar no seu canto e só opiniar quando tinha total a certeza das coisas e também, a ser o mais assertiva e objectiva possível. Foi bom! Foi um ano enriquecedor de aprendizagens e "despertares" constantes!

...

Agora tenho outra companheira de casa... e que é mais parecida com a Andresa de agora. A Andresa que quer ser ecológica, sustentável, saudável e económica... A Andresa que quer, mas que no fundo, no fundo ainda não é mais do que ser mais económica porque só faz trocas, um pouco mais saudável, um nadica de nada mais ecológica e a iniciar o processo da sustentabilidade. Contudo, a minha companheira de casa, no que toca à saúde está a anos luz de mim. Como estudante de medicina natural, tem muito cuidado com a alimentação e com o corpo e com os produtos de higiene ecológicos e tal... E isso é bom! Veio despertar em mim, este acordar de que tenho de me mexer mais, para cumprir com os meus objectivos.

Por isso, ao final de um mês, eis as mudanças ocorridas na minha casa:
. frigorífico abundantemente VERDE
. comida crúa ou levemente cozinhada para não perder as vitaminas
. nada de congelar comida ou alimentos
. nada de utilizar o microondas
. beber abundantemente sumos de fruta a toda a hora e minuto
. não ter processados (pão, bolos, açúcar branco, farinha branca, sal refinado e todos os alimentos que vêm empacotados e necessitam de fabrico)
. meditação a duas

Avizinham-se muitas mais mudanças... nomeadamente a poupança do papel higiénico cá em casa... e mais não digo! LooooL... *

E cá vai a escolha musical dela: http://www.youtube.com/watch?v=KxzyQNzlkH0

domingo, 26 de maio de 2013

Trocar de vida... trocar de corpo!

... aos poucos, devagarinho e de mansinho começo a despertar desta sociedade e desta vida que nos dizem que é vida, mas de vida nada tem. Apenas sobrevivência!

Estou muito pensativa... fazendo analogias da vida e de tudo o que me envolve e cheguei, não a conclusões, mas a factos que de alguma forma tenho de posicionar na minha vida e que nada mais nada menos é do que: o meu corpo.

O que é o nosso corpo e para que serve? Ora o meu corpo é o motor que me faz fazer um projecto de trocas, por exemplo. Se estiver saudável e tal, posso fazer muitas trocas. Se não estiver saudável, terei de fazer mais trocas, por exemplo no dentista ou no médico. Ora se a ideia é que o facto de trocar de vida foi sobretudo, para ter mais tempo e lazer, se tratar mal do meu corpo, as trocas terão de ser mais que muitas no futuro, certo? Eu explico...

Ora se eu comer muitos doces... vou precisar de ir ao dentista. Preciso de trocas para os doces e de trocas para o dentista! Se eu estiver gorda e anafada, preciso de trocas para ir ao ginásio, para fazer dieta, ou para fazer massagens. Caso esteja magra e saudável nada precisarei e serei aquilo que ando para aqui a desejar à 500 mil anos, que é ser sustentável. 

E o que é ser sustentável? Parece-me que é fazer escolhas acertadas, começando elas na alimentação. Assim sendo, está na hora de acordar... que as trocas alimentares não podem ser baseadas nos restos da escola, ou na comida fora do prazo ou em hidratos de carbono ou em comida plastificada, que sem dúvida é a mais fácil de conseguir. Está na hora de perceber que se continuar a comer doces, vou ter mesmo de ir ao dentista (porque os dentes já se começam a queixar). Está na hora de perceber que se continuo com a alimentação que tenho, em breve vou ter sérios problemas de saúde e que me vão impossibilitar de continuar a viver de trocas, ou partilhas, porque vou precisar do sistema de saúde tradicional para me tratar... 

Agora ainda é hora de fazer tudo diferente... cuidar de mim, do meu corpo... prevenir as doenças que sei que se continuar assim, terei... 

Há uns tempos se me perguntassem algo sobre esta questão de estar gorda ou não ser saudável, seria muito fácil responder. Diria: "sim, ok, logo se vê. Depois tenho dinheiro poderei pagar tratamentos e dietas." O dinheiro parece comprar tudo, não é mesmo? 

Ando a pensar tudo isto, porque nos últimos 3 meses, torci 4 vezes o meu pé esquerdo. Na sequência de tudo quanto já partilhei por aqui, pûs-me a pensar, qual é a razão de ter torcido tantas vezes o mesmo pé. Os mais racionais diriam: "Ora, porque não o curaste bem da primeira vez". Os mais zens diriam: "Porque não sabes qual o caminho e por isso, vais torcer até te encontrares a ti própria." Os mais médicos: "Porque estás com um peso acima da média e tens uma diferença no comprimento da tua perna." Os psicológos "porque emocionalmente não andas equilibrada." E por aí fora...

Ora o que quero dizer, é que vendo tudo isto de uma forma holística... a razão de torcer o pé são todas estas e mais outras... De uma forma belivadora, eu diria que torci o pé: "porque a minha vida não anda fluída e o pé é o sintoma de que ando agarrada a algo que não é para andar. E por isso, tenho de parar."

Contudo, o que quero mesmo dizer... é que de uma vez por todas, tenho de tomar tino... em mim, no meu corpo... e sentir-me sagrada por o ter... e por só ter torcido o pé e ainda não o ter partido, ou ter um acidente ou sei lá... Torcer o pé é coisa pouca... requer apenas: descanso, gelo, creme e muito mimo! Requer também que comece a cuidar de mim, do meu corpo... a emagrecer, não só por emagrecer e ficar linda e maravilhosa, mas sim, porque quero viver muitos anos (se possível ser imortal) e quero guiar o meu corpo como se um ferrari se tratasse. 

... de todas as coisas na vida... de tanta coragem que eu tenho para tanta coisa... a minha grande dificuldade é respeitar o meu corpo e senti-lo como sagrado... De tantas coisas que faço e empreendo, só no meu corpo não consigo empreender... 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Iswarices

(a foto não está muito nítida, mas é o que temos... eheheheh)

Iswari significa Deusa em Sânscrito. A Deusa está associada à Mãe Terra que nutre e nos dá tudo aquilo que precisamos para suster a nossa vida. Mas neste caso, Iswari é a empresa onde estive a fazer umas troquinhas. 

A Iswari é uma empresa de super alimentos. E o que são superalimentos? São alimentos super concentrados energética e nutricionalmente, fornecendo ao nosso organismo uma dose extra de aminoácidos, vitaminas, minerais e outros nutrientes, de uma forma 100% natural, equilibrada e totalmente assimilável pelo corpo, o que não acontece com os complexos vitamínicos e minerais sintéticos. Alguns devem conhecer, como as bagas gogi ou as sementes de chia. 

E pronto, aí fui eu colar etiquetas por troca de uns produtos jeitosos, mas mais importante ainda, em troca de um kit de detox para me desintoxicar e para ficar linda e maravilhosa, cada vez mais natural e ecológica! (ver mais em http://pt.iswari.net/PROGRAMAS/DietaDetoxIswari.aspx). Agora só falta mesmo marcar o dia D, do início da desintoxicação do corpo e da mente... e também desintoxicar a casa, a alma e tudo o que me rodeia... Sabem, há momentos que precisamos mesmo disto. :)

Esta fase que estou a passar desde que o projecto acabou, tem sido algo "entoxicante"... A fazer trocas, já nem sei bem porquê... se por uma ideia que começou com um mudar de vida, mas agora é quase como um provar de que se é capaz... Viver de trocas numa sociedade em que pouco as há, é muito mais díficil quando somos os únicos... e por isso, este tempo tem-me feito pensar e reflectir, onde estou e para onde vou... Talvez me precise de desintoxicar de todas as ideias pré-concebidas, crenças e estados de alma que me levaram até aqui e pensar no que quero eu, no que quero transmitir, o que é verdadeiramente importante... e o que é fulcral. Por exemplo, se é importante ter saído de um emprego estável, mas que não era enriquecedor, para trocar por trabalhar de vez enquanto a colar etiquetas para ter alguma alimentação, ou fazer sopa para os sem abrigo, para ter sopa quente e alguns legumes. Se o dinheiro é algo em transição e por isso, a abater, ou se deverá ser considerado como um meio e não um fim. Se viver de trocas tem de ser levado como uma bandeira que se ergue, correndo o risco de nos considerarem anti-capitalistas ou anarcas ou mesmo marginais, ou se viver de trocas é uma filosofia tendo por base a ecologia, sustentabilidade, saúde e poupança.

O que quero afinal? E para onde vou?.... Tenho pensado tanto nisto... e tenho desconstruído até mais não... e apesar de não ter chegado a muitas conclusões, sei que a minha vida não passa por voltar a trabalhar a tempo inteiro, diariamente a fazer a mesma coisa... que a minha vida não passa por trabalhar por conta de outrém em algo que não sinto que contribua para a felicidade de alguém... Sei também que quero ser cada vez mais livre e independente de consumismos e materialismos... sei que não tenho problema nenhum com o dinheiro e talvez, ter um meio termo, ou pelo menos mais 1111€ por um ano para viver, talvez seja a solução imediata mais tranquila e mais honesta... do que andar a sobreviver de trocas e a viver um pouco ao Deus dará.. ou melhor, ao que os outros dão ou trocam...

Não digo com tudo isto que estou arrependida da minha decisão de deixar tudo e viver de trocas e estar onde estou. Nem por isso... nada disso! Sinto que foi uma transformação muito grande, muito interior e muito livre e que me deu contacto com outras realidades, outras pessoas, outras perspectivas, outros conhecimentos, outros mundos... Tinha de acontecer... a minha vida não se podia limitar por mais anos, dentro de um cubo chamado "escritório"...

Mas agora é altura de olhar para trás... ver as minhas competências, as minhas aptidões, o que aprendi, para que nasci, qual a minha missão e ver como posso fazer um batido multicolor e de superalimentos (lolol) para continuar a minha caminhada... nem que mais não seja, na continuação da mensagem, de que todos andamos à procura da felicidade e da liberdade... de sermos mais humanos e menos mecânicos... de vermos a vida com outros olhos, numa realidade que se apresenta, mas que ao fim ao cabo não é propriamente a realidade real, por assim dizer... 

Está na hora de pegar os ingredientes todos, adicionar uns pozinhos de pirlimpim e encontrar o equilíbrio da Andresa de outrora consumista, profissional, perfeccionista, organizada e dentro da lei e misturar com a Andresa do ano passado, a hippie, fluída, aventureira e corajosa... numa Andresa que se apresenta como aquilo que é o mais díficil de se ser: ela própria!

http://www.youtube.com/watch?v=84i7zQ_ACnU


domingo, 28 de abril de 2013

Quero voltar a ser esta Andresa

... Quero voltar a ser a Andresa da foto... mas só a parte corporal, porque de mente e alma, gosto da caminhada por onde vou.

Esta foto tem 2 anos e pouco e foi resultado de uma dieta maravilhosa, onde perdi a módica quantia de 17 kilos, quando antes, só por ser feliz, já tinha perdido 9. Logo, 26 kilos no total. Neste momento, precisava para estar assim de perder uns 22 ou 23 kilos... Mas adiante.

Percebi ao longo do ano passado, que a minha "máxima" de emagrecer porque estou feliz, não se concretizou por causa de um de dois motivos:
. ou não fui feliz o ano passado
. ou não basta só ser feliz para se emagrecer

Vai daí, lá me decidi a iniciar um processo de emagrecimento. Contudo, enquanto que antes era fácil arranjar os alimentos adequados, porque era só ir ao supermercado e comprar, agora estou um bocado dependente daquilo que consigo arranjar. Por isso, vamos lá ver como me vou safar desta vez.

Mas já fiz algumas movimentações:
. liguei para a minha nutricionista que dá consultas gratuitas e lá vou eu
. falei com uma amiga que é personal trainner e acho que é por aí... suar à fartazana... eheheh... 
. tenho umas massagens que me tinham oferecido, pendentes e vou fazê-las!!!
. e por fim, fiz uma massagem de bambus fantástica, que relaxa e modela o corpo (e não pensem que dói alguma coisa, porque não dói nada de nada... é maravilhoso. Contactos para saber mais: 968150004 ou 916121880)

Esta massagem, por incrível que vos pareça (e há coisas mesmo incríveis na vida) foi-me facultada por uma senhora que me encontrou no facebook e que se lembrava que o seu marido, falava de uma Andresa de Psicopedagogia que tinha sido sua aluna. Ela assim, achou que eu era a tal aluna e perguntou-me. E não era que era euzinha?! Pois, o marido desta senhora, tinha sido meu professor na faculdade e as saudades que eu tinha de saber dele. Por isso, foi dois em um: fiz a massagem e soube do meu professor. E no final, a troca também se concretizou: ir a uma palestra comigo. Mas não é para me ir ver... nããaã... há um palestrante que vai à mesma palestra que eu e como ela o quer conhecer, assim vai como minha convidada, não é fantástico assim?

E em honra aos bambus, cá vai! http://www.youtube.com/watch?v=-Rsqzb2MsN8


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Viver uma vida normal, mas toda trocada!

Desde que o projecto finalizou tenho andado com reuniões mil para ver o que vem mais daí... mil projectos a decorrer como sempre e eu comecei a esquecer-me de mim... mais uma vez! Nunca mais meto na cabeça que o mundo só muda se eu mudar primeiro.

Vai daí, pus-me cá a pensar com os meus botões que eu sempre fiz coisas para os outros, organizei feiras em Lisboa e noutros distritos, mas fui sempre esquecendo-me do que se passa aqui no sítio onde eu moro, a bonita cidade de Agualva- Cacém! :(

Talvez por causa de não gostar dela é que me esqueço dela... talvez por querer morar noutro sítio do que aqui engavetada, me esqueça tanto dela, mas comecei a pensar que para ser sustentável, tenho de começar pelas coisas que tenho por aqui perto! Então esse foi o meu primeiro passo: PENSAR EM SER SUSTENTÁVEL NA MINHA ZONA DE RESIDÊNCIA!

Já descobri imensas iniciativas aqui da freguesia: cursos de agricultura biológica, lojas solidárias, ajuda aos mais necessitados com o banco alimentar e de famílias que ajudam outras famílias, actividades de inserção social... Um mundo de coisas... tantas que uma pessoa até se perde e não sabe bem onde ir. Eu não me considero carenciada, porque foi de minha livre e espontânea vontade que me despedi, contudo, julgo que como uma cidadã comum, posso usufruir do que é para usufruir, por isso, já fiz algumas coisas:
. marquei reunião com a assistente social para saber como posso ajudar a freguesia, quem sabe com uma feira de trocas, em troca de alimentação que possa sobrar eventualmente
. inscrevi-me no centro de emprego e vou estar mais ou menos 1 a 2 anos, à espera da formação, já que uma "eventual esporádica díficil" vaga de emprego não me interessa muito... lolol... 

Outra coisa que fiquei muito contente, é com a horta que me "deram/trocaram" na Quinta do Castelo, nos Missionários da Consolata, ao pé da BP da IC19. Pois é, mal o tempo esteja melhor, vou poder semear as minhas próprias comidinhas biológicas e com água corrente... :) Tenho 100 m2 só para mim!  (mas vou partilhar com uma vizinha) À troca, vou dinamizar uma loja de trocas e pôr em contacto alguns amigos ligados à permacultura, para fazerem por lá eventos. Contudo, já comecei a ajudar ontem. A partir de agora, todas as 3as feiras vou ajudar a fazer sopa para os sem abrigo e em troca, posso trazer comida. Ontem trouxe: 4 ovos enormes caseiros, 2 alfaces, laranjas e limões.

Isto começa a ficar lindo, não acham? Um passo de cada vez!!! :)

Estou com asas nos pés e na mente: http://www.youtube.com/watch?v=2Z4W_hUWgOc

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Emagrecer para ser feliz

Como já disse por aqui uma data de vezes... um dos meus objectivos do meu projecto era mesmo emagrecer 11 kilos. Não é que só precisasse de 11 kilos, mas para começar, pareceu-me um bom número. Destes 11 kilos, emagreci 3 e os outros  ficaram pelo caminho... :(

Tenho a teoria que ser feliz emagrece e por isso, esperava emagrecer os 11 kilos apenas e só do ar... só por felicidade.  E como não os emagreci, só há duas conclusões a retirar: ou a felicidade não emagrece ou então durante este ano, não fui assim tão feliz.

Acho que é um bocadinho das duas coisas. Se for a ver, nos primeiros dois meses do projecto, emagreci 5 kilos e deve ter sido do peso que me saiu de cima de deixar de trabalhar... Depois quando estive na "Ilha Paraíso" emagreci 3 kilos em 6 dias. Se fizermos as contas devia ter perdido 8 kilos, pelo menos... mas teria perdido, se entretanto não tivesse engordado com as coisas maravilhosas que me trocam e sobretudo com a "catrefada" de hidratos de carbono que ingiro.

Por isso, a última conclusão que tomo é que realmente não é só de felicidade que se emagrece... nem do ar... mas em grande parte do esforço. Vai daí, pus-me a pensar na minha vida do "engorda-emagrece" e sendo eu uma menina que já experimentou tudo o que é dieta, posso referir que a que me custou menos e que durou foi aquela que fiz, quando eu era feliz. Estar feliz em conjunto com estar apaixonada, faz grandes milagres na balança. Contudo, acho que tem de se associar sempre a ingestão de produtos saudáveis e de exercício físico (o meu eterno inimigo).

Um dia fui assim como esta foto... olho para ela e nem me reconheço... aliás, continuo com essas calças de ganga cá em casa (o maravilhoso número 36) e não as troco nem por nada, porque um dia hei-de usá-las novamente. (Acho que enquanto emagreço e não, vou colocá-las dentro de uma moldura para enfeitar as paredes. LooooL) Gostava que fosse num passo de magia... de acordar de um dia para o outro "Et voilá, os kilos foram ao ar"... mas acho que o mundo das fadas ainda não acontece totalmente no nosso presente e por isso, acho que tenho de fazer dieta novamente................ :(

Não sei se faça uma troca com uma nutricionista... com uma clínica... ou um instituto... sei lá! Acho que era uma boa! :) De preferência algo que fosse vegetariano ou macrobiótico. Contudo, sei que a troca que preciso mesmo, é com uma horta ou uma mercearia que tenha produtos muito verdes e frescos. Tenho de começar a ver isso! Mais um projecto para 2013!

De todas as fases da minha vida, talvez seja esta aquela que me sinto melhor comigo mesma e com menos vontades de comer porcarias e doces... ainda as como, mas não é nada de significativo comparado com a minha antiga vida de consumismo, onde ia mais de 5 vezes ao McDonald's por semana, comia doces (gomas, chocolates, bolos, folhados) todos os dias, não andava nada de nada... Julgo que este ano, com a impossibilidade de fazer compras, me trouxe esta nova rotina de não comer determinadas coisas... por isso, há que aproveitar o andar da carruagem. Por outro lado, como me sinto bem melhor, não sinto uma prioridade urgente de emagrecer... aliás, estou um bocado preguiçosa desta vez... porque já sei no que me vou meter e da última vez que fiz dieta, quase que jurei a mim própria que era a última. Gastei imenso dinheiro (mais de 3 mil euros em 6 meses: dieta, alimentação e massagens) e pensei que era a última... aquela que me ia tornar magra para o resto da minha vida! Um acontecimento inesperado fez com que recuperasse tudo num instantinho e cá estou eu de novo.

E cá estou eu de novo a pensar na vidinha e nesta coisa que é fazer dieta... a tomar consciência deste "meu calcanhar de Aquiles"!... E comecei a pensar... a pensar... que em vez de emagrecer por estar feliz, devia era emagrecer para ser feliz... porque por muito que uma pessoa se sinta bem consigo própria e tal... há sempre uma outra sensação com um "corpo novo", nem que seja na facilidade de arranjar roupa.

Bem.... vou continuar nas minhas reflexões dietistas... http://www.youtube.com/watch?v=Yj8HSvlsG_A

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Comprei um carro por 1 €

Ora bem... Já estou farta de dizer que quero vender o meu carro, que é novinho em folha (apesar de já ter 2 anos e muitos kilómetros) para não ter de continuar a pagar as mensalidades. Porque já estou mesmo a ver que se não conseguir arranjar o dinheiro mensal para as prestações do carro ou se não o conseguir vender, terei mesmo é de ir trabalhar para o pagar... e como trabalhar ainda não está dentro dos meus planos, tenho mesmo de arranjar uma solução até ao final do ano!!!...

Vai daí, o melhor será mesmo vender o carro! Mas se julgam que vou andar sempre a pé ou que vou andar de bicicleta daqui até à Conchichina (se bem que tenho de começar mesmo a andar mais de bicicleta), estão muito enganados!!! Pois comprei um carro por 1€!

É um Renault Twingo e tem mais de 11 anos, mas não me importo nada com isso, porque na verdade ele é lindo, tem um tecto que dá para ver as estrelas e é AZUL! E isso é um pormenor muitíssimo importante!

Agora fora de brincadeiras! Este meu Twingo é revolucionário, porque apesar de gastar gasolina como todos os outros carros, desloca-se a HIDROGÉNIO! E por isso, é totalmente ecológico e muito mais poupado! Só para terem uma ideia ele em vez de deitar aquele fumo horroroso do tubo de escape, deita vapor de água. Não é fantástico!?!?!?

Ora comprei este belo exemplar, único em Portugal e que foi feito em tese de Doutoramento pela empresa Tecnoveritas (ver mais http://www.tecnoveritas.pt/pt/) para ver se um dia mais tarde me torno totalmente sustentável ao nível da minha deslocação. Para isso, preciso de 3 coisas:
- bate-chapas, para me arranjar o carro, uma vez que ele tinha sido acidentado e não podia andar (mas já arranjei e já está a ser arranjado)
- peças para substituir as que estavam estragadas (mas também já arranjei)
- parceiros para me ajudarem na homologação (isso é que me falta, pessoal que queira ajudar a homologar o carro e a ajudar no design e também na possibilidade de haver bombas de hidrogénio por aí)

Bem, mas porque quero este carro maravilhoso!??! Bem, por muitos motivos, mas essencialmente porque me quero tornar sustentável e mais ecológica e mais poupada e depois, porque eu adorava (quando não pagasse nada por combustível) tornar o meu carro num carro de boleias à troca. Ou seja, eu dava uma boleia e em troca o pessoal que a usufruisse me dava alguma coisa à troca! Era engraçado não era? Até podia fazer um site a dizer as minhas movimentações para dar boleias por aí!

Bem... por enquanto, vou sonhando em vender o meu carro e pedindo parcerias para fazer deste carro um sonho possível!!! http://www.slideshare.net/BelieveinPortugal/believe-be-car

sábado, 20 de outubro de 2012

Costura permaculógica

Hoje dei a segunda parte da palestra, que fui dar no sábado passado... e este parágrafo é mesmo só para vos dizer, que em vez de ser tentada a comer novamente McDonalds, decidi por um almocito delicioso da Go Natural! Lá comi a minha sobremesa preferida de Mascarpone... maravilhosa!... E no fim, fiquei muito mais bem dispostinha, porque não fiquei enjoada como da outra vez! Contudo, não me livrei de todo ao Sr. McDonalds, porque um dos ouvintes comprou 2 tartes de maçã, pelo preço de 1 e quis-me dar 1 à troca de um abraço. Irrecusável, né? :)

...

Não sei se já ouviram falar no termo de "costura permaculógica"... e é óbvio que não, porque foi hoje inventado por mim e pela minha mestra de "costura permaculógica". Pois bem... a troca de hoje, foi um serviço/aula de costura por um serviço de coaching belivador. Ou seja, usufrui um dia de "costura permaculógica" por ensinar a viver de trocas, porque é o sonho da minha mestra! "E o que é costura permaculógica?" - perguntam vocês. "E perguntam muito bem" - diria eu!

Pois bem, a costura permaculógica tem 4 príncipios: reutilizar, reciclar, restaurar, reduzir (ver mais em hhttps://www.facebook.com/groups/421928531190531/?fref=ts) E foi isso que hoje fiz. Peguei em 2 saias que não usava e 1 camisola que não me se servia e fiz uma belicíssima túnica, que é mesmo a minha cara! Apesar de ser vermelha (não tinha roupa azul para reutilizar, né?) Bem, a dizer a verdade eu só descozi, alinhavei e decorei... porque a minha mestra fez todo o outro trabalho!

Durante a aula de costuma permaculógica, ainda tive um tempinho para aprender a costurar numa mini-máquina de costura que a minha mãe me tinha dado há uns tempos e é mesmo a minha cara!!! Quando eu era pequena podia ter aprendido costura e tal, mas não tinha "jeiteira" nenhuma e a verdade é que as vezes que tentei, parti montes de agulhas! Mas hoje,  enchi-me de coragem e como não tive medo da mini-máquina e da mini-agulha lá fui eu!

Em troca desta nova/velha túnica, a minha mestra pediu-me que eu a ensinasse a viver de trocas, pois é o sonho dela! E a bem dizer, como isto é a minha vida, é uma troca que tenho todo o prazer em fazer, né???

A minha mestra também me contou que aprendeu a costura, quase em jeito de troca, pois teve aulas através de um grupo de mulheres, que a nível informal, pediram um espaço à Junta de Freguesia de S. José em troca de darem cursos aos habitantes da freguesia e fazerem pequenos trabalhos de forma gratuita ou mais económica. E isto foi há 3 anos... estão a ver como elas eram umas visionárias!?!!? :)

Por outro lado, ainda jantei na casa dela, umas pataniscas de bacalhau, que não comia há séculos e à troca lavei a loiça... Também recebi sorrisos... e muita conversa, muitos sonhos belivadores e muitas gargalhadas... A maioria do tempo estivémos as duas a pensar como seria fantástico viver de trocas e a sonhar com esses tempos que temos tanta urgência de viver!!!

E pronto... o meu dia foi assim! :) Duas belivadoras sonhadoras... já com asas, prontas a saltar no seu belivanço!!! * http://www.youtube.com/watch?v=2Z4W_hUWgOc


domingo, 14 de outubro de 2012

"É nas dificuldades que o ser humano, se revela como ser humano!"

Ora bem, este fim-de-semana foi quase um teatro de variedades. Não parei um bocadinho. "Ele" foi encontros de silêncio, palestras, bailado e por fim, hoje, um dia inteirinho no campo, numa comunidade ali para os lados de Palmela, onde eu queria já ter ido há muito tempo!

Para dizer a verdade, já andava a ressacar da cidade e de viver num apartamento T1 ,metida no betão de uma cidade da linha de Sintra, depois de 11 fantásticas semanas distribuídas por 11 fantásticas comunidades. Por isso, tenho-vos a dizer que matei (algumas) saudades do campo, da natureza, da permacultura e de gente bem disposta que vê cada vez mais, o mundo a melhorar!!! 

Pois é, estive na Biovilla! (ver mais em http://www.biovilla.org/ ou em https://www.facebook.com/biovilla.sustentabilidade?fref=ts) A Biovilla "pretende fomentar o desenvolvimento social, económico e ambiental de forma integrada e equilibrada através de práticas e modelos empresariais inovadores que coloquem a Sustentabilidade no centro da sua actuação." E neste domingo, a Biovilla fez uma actividade intitulada "Dia Activo" onde teve diversas actividades, afim de que o público em geral, pudesse conhecer o espaço da Biovilla. E o dia foi mais ou menos assim:

10h - Yoga
11h - Palestra "Super Alimentos"
12h30 - Permacultura em Acção
15h - Almoço
16h30 - Passeio pela natureza

A palestra dos "Super Alimentos" foi muito interessante, porque fiquei a saber que há umas plantinhas (no geral, que vêm da "Conchichina") que são super energéticas e que valem "milhões" no nosso corpinho. Valem tanto, mas tanto, que podemos andar um dia inteiro a comer só meia dúzia de coisas daquelas, que não temos necessidade de comer o que quer que seja, porque têm por exemplo, 250 vezes mais vitamina do que a vitamina dos brócolos. Não é super? Os nomes delas são muito engraçados. Temos, as sementes de Gogi, as sementes de Chia, a Spirulina, o Agave, a Clorela, o Mesquite... entre outras. Podem fazer umas belas receitas, como por exemplo, a barrita que vos coloco na foto deste post que é muito saborosa e que tem cacau e tudo, hém? Todos estes produtos podem encontrar no site da Iswari (ver mais http://pt.iswari.net/Home.aspx). 

Achei muito interessante esta nova forma de alimentação (se quisermos, claro), porque se eu for a ver é sempre tão complicado ter uma data de ingredientes diversificados para ter a minha alimentação equilibrada, que com isto seria muito mais simples!! :)

No workshop da "Permacultura em Acção" falámos das camas elevadas e das casas-de-banho secas e tenho-vos a dizer, que a conversa foi deveras interessante!!! :) Quem lá esteve, sabe bem do que falo e para vós, que não sabem o que é.... só vos posso dizer que foi muita conversa acerca do que deixamos nas casas-de-banho secas e do seu belo tratamento! ;)

E com isto só vos tenho de dizer que estou realmente uma velhota... e que me sinto mesmo velha, porque o Yoga de manhã e a caminhada de 2 horas à tarde, deram cabo de mim... ai que não estou mesmo habituada, hém!?!?? Mas a caminhada valeu muito a pena... do alto da montanha de São Luis, conseguimos ver o Cristo Rei, a Ponte 25 de Abril, Palmela, Setúbal e Tróia... e foi tão bonito, que nem vos sei explicar. Ora vejam a imagem de Tróia, aqui no meu post!

Foi um dia e pêras... longo... variado... e com animação e motivação a dar com um "pau"... (isto é expressão, ok?) Foi muito bom... muito bom mesmo... e sentir os pulmões com ar fresco e saudável, valeu por tudo!!! Valeu muito também, o grupo de pessoas com quem passei o dia... foi tão animado e inspirador que até me armei em poeta e disse a frase, que vos coloquei no título deste post, assim, "como dá cá aquela palha" (outra expressão)! Saiu-me de dentro de mim... porque é verdade, quando o ser humano está em dificuldades é mesmo aí que se revela como um verdadeiro ser humano... até a esse momento apenas é um ser! :)

domingo, 7 de outubro de 2012

Sem papel não há fritos!

Cá em casa, há muito tempo que não uso: guardanapos, rolo de cozinha, toalhitas de limpeza (vidros, madeira, multi-usos), toalhitas corporais, toalhitas auto-bronzeantes, lenços de papel, toalhitas desmaquilhantes, toalhitas de limpar o chão com esfregona apropriada, toalhitas de papel para ter na sala se caísse alguma coisa para o chão, toalhitas para limpar sapatos ou demais materiais derivados do papel para limpeza da casa ou de higiene pessoal! Como já disse num post anterior, a única coisa que ainda por cá prevalece é mesmo o "Senhor" papel higiénico! Mas tem os dias contados... assim espero!

Ora bem, isto tudo para vos dizer que eu, no meu antigamente, era uma viciada em todos estes produtos derivados do papel, que vos acabei de descrever e por isso, viciada também em não ser nada ecológica, nem poupada, nem saudável, nem sustentável! Percebi que com a minha vida a caminhar para a simplicidade, pode-se usar na maior parte dos casos, um tecido para todas estas coisas! E o tecido pode pura e simplesmente lavar-se de seguida! Claro que há coisas que deixei de usar totalmente, como as toalhitas bronzeantes ou as de limpar o chão, ou para limpar sapatos ou para me desmaquilhar! Bem........... a quantidade de coisas que foram inventadas só para gastarmos dinheiro, não? Digo-vos, das coisas que me dava mais prazer a comprar, eram mesmo este tipo de coisas de usar e deita fora, de "fast-uso", de "pensamento-bloqueado" para a ecologia... Adorava ir a hipermercados e ver o corredor da parte da higiene para casa, só para trazer uma data destas coisas para experimentar... sem contar também com os cheiros que se colocam 24h na ficha eléctrica de mil e um aromas! Algo que hoje, nem o cheiro consigo suportar, nem a suportaria a conta da electricidade com esse gasto acrescido!

Bem, mas isto tudo para vos dizer... que como a falta de papel (e não só a falta de papel - cheta) nesta casa abunda, quando dou por mim a meio de fritar uns calamares, tive a seguinte clarividência: "Não tenho papel para os ensopar, e agora?" Pois é!... A única solução era o belo do papel higiénico!... Não foi preciso, porque a minha colega de casa deu-me um guardanapo dos dela... mas eu fiquei a pensar naquilo... "Ora faço fritos, preciso de papel de ensopar... contudo, frito não é lá muito saudável, nem muito ecológico né? E isso alia-se a ter de comprar o papel que também não é muito ecológico nem poupado, né?..."

E foi com este pensamento, que me pus a matutar, que tudo está ligado!!! Não podemos querer ser ecológicos, sem sermos poupados... ou saudáveis sem sermos ecológicos... ou poupados sem sermos saudáveis... tudo está mesmo, misteriosamente e deliciosamente misturado! E isso é bom... começo a perceber, que quando se muda uma parte, todas as outras vêm por arrasto... pois só assim, se muda de forma integral! 

Os fritos vão terminar nesta casa... ai se vão! É que o alimento importa mesmo... e a forma como é feito também! http://www.youtube.com/watch?v=i8FyLcj0d2I&feature=related

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Mas afinal, o que é o Sexo Tântrico?

Alguns dos yoguis, já que 18 não cabiam na foto... lolol... 
Hoje foi o meu último dia no Ashram e aquele que foi mais ocupado. De manhã dei uma entrevista que vai ser publicada no site da Escola sobre a minha experiência por aqui, sobre mim e sobre o meu projecto, mas tudo do ponto de vista espiritual. Pois é verdade, não se pode desassociar as várias componentes e dividi-las em grupinhos: mente para um lado, corpo para outro, espiritual para outro... E no caso do meu projecto, apesar de ter muito de económico e ecológico, como já disse aqui uma vez, tem uma componente espiritual, que eu lhe chamo os 3 E's! :) E esta talvez seja a entrevista onde falei mais de mim do ponto de vista pessoal e espiritual, apesar de ser uma novata nestas coisas! :) Foi uma boa entrevista, sim senhores! Gostei muito! 

Depois da entrevista, tive direito a uma aula (teórica), que lhe chamaria mais conversa informal, acerca do que é afinal o Sexo Tântrico! Ora bem... desde que estou aqui, que as pessoas no facebook e os meus amigos me perguntam: "Epah, mas afinal o que é o sexo tântrico? Já viste? Já experimentaste? Podes fazer-nos um desenho, pelo menos?" Pois bem, para vossa informação neste Ashram não há sexo tântrico! Ah pois é! Não há! Porque o que me disseram (e eu belivo) é que Ashram que é Ashram ainda por cima, em Yoga e Tantra, não tem sexo tântrico e sim, AMOR tântrico! E é assim... a modos que muito diferente! :) Para começar, e talvez seja este o ponto mais importante da "coisa", só há amor tântrico, se se amar uma pessoa! Por isso, o sexo isolado, está à partida fora de contexto. E pelo que percebi (na aula teórica, claro está), o amor tântrico é a união de duas pessoas que se amam e que juntas, utilizam a energia sexual para se ligarem ao divino. E se isto vos pode parecer esquisito ou difícil de entender, porque associamos sempre a parte sexual ao carnal e tal, eu explico, com uma simples frase que também me explicaram a mim: "Ter um filho, da união do homem e da mulher, não é das coisas mais sexuais e divinas? Há algo mais divino do que dar à luz (e o próprio termo, dar à luz, me parece interessante, agora que estou a pensar nisto)?" Pois bem, então, o amor tântrico é apenas e "só" isso. Essa união, em ligação com o divino! Claro que precisava de mais umas aulitas para perceber tudo (pelo menos na teoria), mas o meu último dia foi hoje e por isso, por agora não sei muito mais... Mas se quiserem saber mais é só ir ao site da Natha e assistir a uma aulita de Tantra, né?

Da parte da tarde, fui distribuir folhetos aqui da escola, às pessoas da rua e também nos carros estacionados... pelas minhas contas, por alto, distribuí mais de 1000, será que foram 1111? Lol... O que é certo é que fui à Praça de Espanha, ao Marquês, ao Saldanha tudo pelo meu belo pé! E pelas minhas contas e do mapa google, andei nada mais nada menos do que 7,3 kms! Bem... acreditam que nem dei pelo tempo passar?! Bem, eu não dei, mas os meus pézinhos deram... quando cheguei ao Saldanha já não aguentava mais os chinelos que tinha levado para caminhar. E como eram os chinelos que me faziam doer os pés, decidi descalçar-me e vir descalcinha do Saldanha até à escola! E foi tão bommmmmmmmmm! Já uma vez tinha experimentado isto, em plena cidade... claro que no campo é mais fácil e o chão mais confortável, mas na cidade dá assim uma sensação de liberdade interior. Felizmente poucas pessoas repararam que eu andava descalça, mas as que repararam, olhavam espantadas e sorriam... e julgo, que as que viram o panfleto da escola de Yoga, devem ter pensado que eu andava a cumprir alguma "promessa" ou que era um ritual estranho!... Eu não me importei com nada disso... e desfrutei ao máximo a minha caminhada, especialmente a pisar as folhas de Outono. Eu sempre adorei pisar as folhas de Outono (mas com sapatos, claro está), mas digo-vos que descalça é uma sensação divinal!!! Adorei!

Voltei ao Ashram, com algumas dores de pés, é certo, mas satisfeita com o meu Karma Yoga de hoje. Depois, ainda tive a minha tarefa de hoje no Ashram, que era limpar o pó da recepção e do escritório e por fim, deliciei-me com o belo jantar que prepararam com muito caril, como eu gosto!

Ainda pelo meio, maquilhei duas Shaktis, pois, maquilhagem é/era uma das minhas perdições. Elas ficaram muito lindas... bem, elas são lindas, mas pronto! E nada de se espantarem, como é que as Shaktis usam maquilhagens... nem parece coisa de Yogui, né? Ora pois bem, aqui Shakti que é Shakti é uma deusa, super feminina e atraente, por isso, a maquilhagem obviamente que é uma coisa mais do que permitida! :)

... vou ter saudades Ashram, especialmente de pequenos pormenores:

. os Vira's a cozinhar todos juntos com um cheirinho a especiarias no ar
. comida cheirosa com canela
. muito amor no ar
. meditação Shambhala em conjunto e a minha sensação da cabeça a levitar
. torradas de brôa de milho com Manjericão ou Ervas de provence às tantas da madrugada
. estar perto de tudo a pé... ir ao Rossio a pé
. biblioteca com os livros mais interessantes que vi... e não li nenhum!
. o meu quarto azul
. bebida kobumaki
. chá de pétalas de rosa
. gente que olha nos olhos e vê
. fotocópias das aulas de yoga e tantra a explicar na teoria o que se sente na prática
. andar descalça pela casa
. ser tratada como uma deusa

... é assim a vida de Yogui Tantra! Um must, não?

E pronto, para acabar um vídeo a combinar com o título do post de hoje, com muitas bolinhas azuis!... Aqui vai uma escolha minha, ok?
http://www.youtube.com/watch?v=QkQ9k603ekg

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mundos "inparte"

Se imaginam que os membros da comunidade onde eu estou, andam com uns panos à volta do corpo (peço desculpa mas não sei o nome técnico da vestimenta), são carecas, não comem, não riem, não brincam, não trabalham e só meditam o dia todo... estão muito enganados! Os yoguis aqui da Natha são pessoas "normais"... se é que hoje em dia alguém pode dizer que a "normalidade" existe. O que eu quero dizer é que há vida (também) fora do Ashram. Uns são engenheiros, outros actores, outros formadores, outros estudantes, outros designers... aqui a variedade é uma benção! Claro que também há pessoas que não "vivem" no mundo lá fora e que a sua vida é uma "doação" ao Ashram, mas a grande maioria, além de ser um yogui tântrico, também tem uma vida citadina! E isso é muito interessante! Interessante ver, como cada vez mais, pessoas diferentes, de estilos diferentes, idades diferentes e áreas diferentes se interessam cada vez mais pela espiritualidade e pela evolução da consciência humana!

Uma das coisas que verifiquei quando cheguei, é que sou das mais velhas a viver aqui... e isso, se por um lado foi uma novidade, foi também uma boa surpresa, porque faz-me pensar que o mundo está mesmo a mudar... que a consciência para a vida espiritual é cada vez mais um despertar em todas as pessoas de todas as idades e feitios... e isso é bom... muito bom!

Nunca fui muito "virada" para a espiritualidade, apesar de ter tido um percurso "espiritual" na minha vida (percurso católico, catequista durante 2 anos, "membra" de um grupo da igreja que fazia teatro e actividades para ajudar os pobres da região), o que é certo é que cada vez mais, percebo que não há uma religião certa... ou "a" religião... aliás, só o nome indica "Religião: religar..." e se quer dizer religar, quer dizer que estava desligado ou "desreligado"... né? Quantas mais comunidades tenho tido, mais percebo que andamos todos a caminhar para o mesmo... contudo, o nome que damos das coisas é diferente... chamem-lhe cultura, tradição ou ego... o que é certo é que todos andam à procura do mesmo... Ou como hoje ouvi os Vira's dizer "andamos à procura do segredo, que anda por aí, para nos ligarmos à ressonância". E é isso! Andamos todos à procura do segredo... mas qual segredo? Eu diria que é o segredo da magia, da felicidade, da imortalidade, da união, da paz, da perfeição, da sintonia, da sincronicidade, da tal ressonância, do divino, do uno, do amor!... Acredito também que cada um de nós tem um bocadinho desse segredo... acredito que cada um de nós pode através da "religação" se "religar" ao outro... ou ao divino... a Deus... ou a Shiva... o que quiserem chamar... E quando nos religarmos... mas nos religarmos na perfeição, no local perfeito, de forma perfeita, tudo será mágico!

Um dia assisti a um exercício de PNL (Programação Neuro-Linguística) e nunca mais me esqueci dele... acho que ainda não partilhei esta história no meu blog, por isso, cá vai!

Éramos mais de cem pessoas num espaço exterior enorme. O orientador pediu-nos que olhássemos à nossa volta e escolhêssemos 2 pessoas. Ao as escolhermos, teríamos de nos colocarmos numa posição em que nós e essas 2 pessoas formassem um triângulo equilátero. Mal ele disse isso, as cento e tal pessoas começaram a deslocar-se para ficarem alinhadas em triângulo equilátero com as suas duas pessoas escolhidas. Mas claro que, ao eu andar, os outros também andam e como ninguém sabia quem eram as pessoas escolhidas por cada um, estivemos a andar e a tentar o tal triângulo, mais de meia hora! Durante o processo, pensei: "Isto nunca vai acabar, nunca vamos conseguir ficar perfeitos na posição pretendida, porque cada mudança de posição mexe com as posições de todo o grupo." Passado mais de meia hora, certamente quase 1 hora, estávamos todos imóveis, porque todos tínhamos conseguido estar em posição de triângulo equilátero com as 2 pessoas escolhidas! Sorri... e fiquei com a lágrima no olho no final deste exercício. Foi um sentimento muito forte! E a partir daí, este exercício acompanha-me sempre... sempre que penso que o mundo não tem solução! Porque a verdade... é que o mundo, está a encontrar a solução... está a passar a zona do Triângulo das Bermudas para em breve ficar no Triângulo Equilátero e perfeito onde cada um de nós, estará na posição perfeita, em sintonia perfeita, na missão perfeita, para que o mundo fique imóvel (que poderá querer dizer sustentável) e com sucesso! Feliz! Talvez seja difícil... sim, é verdade! Não foi fácil mais de cem pessoas ficarem imóveis neste exercício... mas o facto, é que não foi impossível! Foi real... e o mundo também é real! E também é possível!

Esta comunidade, mostrou-me que um "pedaço de céu" (na Terra) é possível. Que é possível, termos uma vida (lá) fora e encontrarmos o nosso propósito interior, cá dentro, sem precisarmos de ter vestes apropriadas, cabelo rapado, meditações o dia todo, poucas brincadeiras, jejum... É possível, termos o melhor dos dois mundos, porque afinal, o nosso mundo é o melhor! E nós somos o melhor para o mundo... só temos de encontrar a nossa posição correcta... e já agora, os 2 compinchas (ou mais) do nosso triângulo equilátero.

Deixo-vos um link que me aconselharam aqui a ver... ainda não tive tempo, mas partilho já convosco... o nome é sugestivo e adequa-se ao post de hoje: Universos paralelos! http://www.youtube.com/watch?v=2PqEi4bFcmM

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Karma Diário

Ora bem... toda a gente já ouviu falar pelo menos uma vez na vida, no "Karma"! Geralmente, associamos o Karma a uma coisa má que fizemos no passado e por isso, estamos a "pagá-lo" no presente. Aqui, a primeira vez que ouvi falar do Karma, foi na expressão Karma-Yoga, que tem dois significados... uma técnica de Yoga e por outro lado, as nossas tarefas diárias como "yogui" (ou seja, o praticante de Yoga). 

E é disso que vou falar... sobre o meu Karma diário, ou seja, traduzido em miúdos "O meu dia-a-dia nesta comunidade". E é mais ou menos isto:

10h/10h30 - Acordar (aqui acordo um bocadinho tarde, mas já explico porquê)
11h - Tomar o pequeno-almoço: eu costumo comer umas torraditas com manteiga ou azeite e uma ervitas por cima, tipo manjericão ou "ervas de provence" e um copo de leite. A maior parte das pessoas que vive aqui é ovo-lacteo-vegetariano, mas há outras vegan também! Aqui optei por ser ovo-lacteo-vegetariana, ou seja, vegetariana, mas a comer ovos e produtos lácteos (leite, queijo...).
11h30 - 1 hora de meditação em silêncio. Bem, a bem dizer, se fosse para fazer as coisas certinho direitinho, a ideia era mesmo fazer 2 horas diárias de Ha-Tha Yoga, mas como eu sou uma leiga no Yoga e como não sei fazer exercícios sozinha, tento sempre que possível pelo menos estar 2 horas diárias em meditação do silêncio, como aprendi no Awakened Life Project. Assim, faço 1 hora de manhã e outra mais à tardinha.
12h30 - Algum tarefa que foi destinada a mim, geralmente na área das limpezas, uma vez, que como já vos disse a escola abriu um outro espaço neste prédio e é necessária alguma manutenção inicial
13h30 - Almoço
14h30 - Tarefa da tarde
15h - Meditação colectiva (apenas uma vez por dia)
18h30 - Mais 1 hora de meditação em silêncio
19h30 - Alguma aula que possa assistir do primeiro nível (Yoga ou Tantra)
21h30 - Jantar (Hoje foi maravilhoso: puré de batata, lentilhas e uma fantástica abóbora no wook com canela e pimenta........... ui...)
24h - Meditação colectiva (apenas uma vez por dia, ou às 15h ou às 24h)
01h - Escrever no meu blog, ver emails, etc etc...
02h/03h - Deitar

A vida aqui no Ashrum começa mais à tarde... bem, não é assim tão linear, mas como as aulas são da parte da tarde é natural que a dinâmica ocorra mais da parte da tarde, quando os alunos começam a chegar e quando as várias pessoas da comunidade chegam do trabalho... Assim, o deitar é sempre mais tarde, pelo que o acordar é também mais tarde. 

As minhas tarefas são sobretudo tarefas de limpeza, pois como vos disse há um novo espaço para cuidar e é isso que tenho feito: tarefas domésticas! Mas hoje aprendi uma coisa muito interessante na vida desta comunidade: todos têm tarefas definidas, o chamado Karma Yoga, que são distribuídas mensalmente, para que todos, Vira's ou Shakti's, desempenhem um papel e uma função, que contribua para a comunidade. Mas a ideia, não é contribuírem por si só, é muito mais que isso. Cada karma yoga é uma entrega ao divino do trabalho realizado, como se cada um de nós, fosse colocado dispor do Universo/Divino para que, canalizados, possamos realizar algo para o bem comum, do Universo. É diferente de um trabalho de voluntariado, em que estamos disponíveis x horas por dia, nas tarefas que nos agradam... Aqui não é isso! Karma Yoga é como uma missão, um estar sempre pronto às solicitações do Divino, sem hora marcada, sem escolha da nossa parte, apenas e só porque estamos a fazer em prole de um todo, que é o Universo, como pequenas partes que também nós somos, como pertença do Divino. 

Não sei se me fiz explicar muito bem... mas acho que percebi esta diferenciação. E às vezes, no meu projecto, sinto-me um bocado assim... Além de precisar de comer e dormir em algum sítio, dia-a-dia vou fazendo as tarefas (karma yoga's) que se vão apresentando à minha frente, sem escolha, sem diferenciação, da forma melhor que sei fazer, em prole de algo que não é para mim. Outro dia, estava a pensar, que se eu tivesse de ter um nome, dentro desta nomenclatura que é o meu trabalho, a palavra mais apropriada talvez fosse Missionária, agora acho que poderia ser Karma-Yoga, apesar dos meus conhecimentos de Yoga serem mesmo pouquinhos. Mas revi-me na explicação que um dos membros da comunidade, me deu face ao Karma Yoga! Gostei muito! Esta vontade de trabalhar sempre com um sorriso no rosto, sem saber o que se faz hoje, amanhã ou daqui a pouco, com a intenção de que o que fazemos é para um bem comum e que não é especificamente para mim ou para meu proveito, é uma sensação muito boa! Uma sensação que sem dúvida, está cada vez mais presente na minha vida... e com intenção de que seja uma constante! Só não sei ainda como... Mas a vontade e a predisposição começa a surgir dentro de mim e isso... isso, já é um começo! Ou será Karma?! :)