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domingo, 10 de junho de 2012

Amor precisa-se!


À vinda de Coimbra passei pela Lousã e ao olhar para a serra lembrei-me de um episódio que por lá tive aqui há uns 3 anos. Era Novembro, chovia a potes e o meu (segundo) ex-marido queria-me mostrar a bela Serra da Lousã, que para ele é dos sítios mais bonitos de Portugal. Já tinha ouvido falar na beleza da serra e das suas casinhas de pedra, mas eu, como "preguiçosa" a andar a pé o que quer que seja, imaginava uma ida à Serra da Lousã, da seguinte forma: Viagem de Lisboa à Lousã de carro; passar a noite num hotel de turismo rural com o mínimo de requinte e se possível de design; acordar a meio da manhã e passear de carro até às aldeias com as tais ditas casitas; beber uma bebida típica num cafézinho dessas aldeias; almoçar num restaurante tipico; passear mais um pouco de carro da parte da tarde; descansar novamente no belo hotel rural e fazer umas compras típicas para recordar o sitio.

Contudo, como devem saber, este era o desejo da Andresa de antes (e às vezes ainda o desejo da Andresa de agora), a tal, mais consumista e tal, pouco dada a aventuras e a natureza... Mas como também devem saber, este meu ex-marido era a antítese de tudo isto. Os planos dele eram outros. Não que o plano tivesse de ser rigorosamente igual ao que ele tinha imaginado, contudo, se a Serra da Lousã era para ele um sítio tão especial, seria de bom tom que eu me adapta-se à escolha do seu "itinerário". Que era (e foi) o seguinte: Viagem de carro de Lisboa à Lousã chegando à Lousã às 3h da manhã; dormir num Nissan Micra (2 pessoas e uma cadela); acordar quase antes do sol nascer; caminhar durante 5 horas a subir a Serra por trilhos de dificuldade 3 com nevoeiro, chuva e frio; almoço pelo caminho com sandes e água (porque era mais poupado e saudável); visita às casas típicas; descida novamente pela Serra mais não sei quantas horas ao nevoeiro, chuva e frio e para acabar acampar no meio da Serra para tentar ouvir ao longe o uivar dos lobos selvagens que por lá habitam. Bem... de todo este programa, só o último passo não foi cumprido, porque o meu cansaço e desespero era tanto que eu só queria voltar para casa e deitar-me na minha cama confortável e ressonar por 1111 horas.

Para que vos conto tudo isto?! Apenas e só por três motivos: primeiro porque passei hoje pela Serra da Lousã e me lembrei deste episódio; depois porque é dia de Portugal e por fim, porque esta história relata que tudo é possível, se o fizermos por amor! 

Eu... sou uma moçoila muito preguiçosa no que diz respeito ao andar... se ando 5 minutos em caminho direito já é um "Ai Jesus"... quanto mais 5h a subir Serra, ainda por mais à chuva e ao frio, em dificuldade 3?!?!? Mas acham que fui obrigada!?!? Nada disso... fui eu que quis. Fui eu que lhe disse que era capaz, fui eu que apesar de ir o caminho todo a refilar, fiz o percurso mais difícil da minha vida, apenas e só porque o amava... e quando se ama, sobe-se serra, dorme-se no carro, apanha-se chuva, come-se sandes pelo caminho, faz-se viagens de madrugada, etc etc... 

Quando se ama, uma força vinda sabe-se lá de onde inunda-nos o coração e alastra-se por tudo o que é células e faz um efeito transformador a nós e aos outros. Quando se ama, acreditamos que podemos voar e voamos. Quando se ama, acredita-se que se troca as voltas a Portugal e troca-se. Quando se ama, olhamos para o nome "Lousã" e lê-mos ao contrário "A soul" (Uma alma)... Quando se ama... quando se ama... ama-se e pronto!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Suficientemente boa

Há um termo da psicologia que me acompanha desde sempre, o da "mãe suficientemente boa". (ver mais em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0486-641X2008000400009) Desde que aprendi este termo que quase o aplico em tudo da minha vida: mãe suficientemente boa, amiga suficientemente boa, mulher suficientemente boa, etc etc... Acho que chegou agora ao momento de aplicar ao "dona suficientemente boa". 

Mas o que é isto do "suficientemente boa"? Winnicott diz que "A mãe suficientemente boa reconhece a dependência do bebê, devido a sua identificação com ele, responde às suas necessidades, ou seja, a mãe suficientemente boa é aquela que é sensível para perceber e se identificar com as necessidades do bebê. Nesses estágios iniciais, durante a fase de dependência absoluta a provisão da mãe promove condições de confiabilidade e segurança permitindo que se estabeleça confiança para o bebê poder ir se integrando e constituir mundo. E é essa confiança, gerada pelo ambiente facilitador, que possibilita o amadurecimento saudável." Traduzindo para miúdos, a mãe suficientemente boa, não faz tudo o que a criança deseja ou quer, mas sim, é sensível para dar limites e dizer "não", fazer ou não fazer, porque a "falta", a "falha" ou a "frustação" também é bom de ser ensinado e faz bem à "saúde mental". Bem, parece um bocado masoquista, mas é verdade. Se sempre fizermos as vontades às crianças, elas nunca vão saber adaptar-se num futuro onde haja a falta e por isso, tornam-se menos resilientes... pode não ser assim tão "directo", mas tem muita razão de ser...

Mas isto tudo para dizer, que hoje fui uma "dona suficientemente boa" e doeu muito... mesmo muito! Isto não é coisa fácil... Como vos disse vim para casa de uns familiares e desta vez a minha cadela não pode dormir em casa, porque havia uma pessoa dentro de casa que era alérgica a cães. Conclusão, ela foi dormir pela primeira vez, ao relento, numa casota de um cão, dividindo com o cão da casa. Cheia de condições e tal... mas longe de mim... e o que aconteceu!?!? Uma noite em claro... só consegui adormecer às 4h da manhã porque a minha cadela fez o favor de estar a noite toda a ladrar, ganir e uivar. E o que faz uma "dona suficientemente boa"? Pensa: "Aquilo é mimo dela... já lhe há-de passar." E não vai passando... e não passa... e a "dona suficientemente boa", tem mesmo de se aguentar à bronca porque não há nada a fazer, porque são horas de dormir e só há uma solução, é a dona dormir na casota do cão com a cadela dela... o que não é solução humana e viável... Nesta coisa do suficientemente boa, dói sempre mais a quem tenta sê-lo do que ao "outro" do outro lado que tenta rebentar com os limites... Pois é, por exemplo, numa relação a dois ou mesmo numa relação de amizade, tantas vezes queremos apenas e só ser "suficientemente bons", mas porque amamos demais e gostamos demais (se é que há o amar demais em alguma situação... mas pronto!) que somos mesmo bons... mesmo muito bons... e por vezes isso é mesmo muito mau!

Conclusão: ser "dona suficientemente boa" é díficillllllllll... imagino ser "mãe suficientemente boa"!?!??!!? Uiiii...  

Bem... está a chegar a noite... lá vou eu para a segunda noite de "dona suficientemente boa"... Ai que paciência! http://www.youtube.com/watch?v=qEw9H03Ebj0

sábado, 26 de maio de 2012

Há pessoas e pessoas... na nossa vida!

Hoje vim para o Porto! A ideia era vir à feira de trocas do Porto, para trocar com a malta nortenha, mas mais uma vez não me relacionei bem com o meu GPS e em vez de demorar 4h pela nacional, como ele indicava, demorei 6h o que me fez chegar 1 hora depois da feira terminar! Estou possessa! Mas pronto... se é assim é porque tem de ser! Conto em ficar no Porto até dia 3 de Junho e depois a ver vamos se vou para uma ou duas comunidades à troca, aqui por estes lados!

Durante esta semana, vou ficar na casa da minha afilhada... à troca! Mas é uma troca diferente... é como se fosse uma troca que há muito tempo no passado já havia "pago a crédito" há uns anos atrás. Eu explico!

A minha afilhada é como se fosse minha filha... ou minha irmã... nunca soube explicar muito bem o sentimento que tenho face a ela... É inexplicável! Não é sangue do meu sangue, nem sequer é da minha família e veio parar à minha família e à casa dos meus pais de forma mágica e casual (mas isso seria uma outra história, a contar noutras "núpcias" e por ela!). Conheço-a à 20 anos! Acho que é das pessoas que conheço há mais tempo, sem contar com os meus familiares. Temos 10 anos de diferença, mas nunca sentimos essa diferença, nem quando ela tinha 6 anos e eu 16! Sempre fomos muito próximas, como se de verdadeiras irmãs ou mãe e filha se tratasse! Quando ela cresceu, fui madrinha dela e por isso, agora já temos desculpa para colocar um "rótulo de parentesco"!

Desde que a conheço, durante toda a minha vida e ao longo destes 20 anos muitas mudanças na minha vida ocorreram, muitas fases vivi, muitos trabalhos, muitas casas, muitas histórias... eu diria mesmo... muitas vidas dentro da minha própria vida! E ela esteve sempre lá! Eu tenho com ela daquelas sensações, como se a conhecesse desde sempre e de como era óbvio que esta minha vida tinha de ser partilhada com ela. Foi a ela que ensinei tudo o que sei, desde decorar a casa, fazer comida, ser assertiva no trabalho, ser pessoa, fazer trabalhos para a faculdade, decorar presentes, fazer surpresas, fazer maquilhagem profissional e até pentear as "poupas" cheias de laca que antigamente se usavam... lembram-se? (Epah fui à procura no google imagens e não descobri nenhuma poupa daquelas... quem descobrir uma imagem daquilo que estou a dizer, faço uma troca! LooooL)

Tenho muito orgulho nela! Como se fosse minha filha/irmã! Se nunca tiver uma filha... já sou feliz com ela!

E hoje, hoje que cheguei ao Porto, venho pela primeira na vida viver durante 1 semana com ela, sendo ela a receber-me, a dar-me tudo o que de melhor tem, a fazer-me a cama de lavado e a separar o conjunto de toalhas de turco, a cozinhar uma refeição com sobremesa incluída, a fazer-me sentir em casa, a fazer-me sentir bem... a trocar comigo, aquilo que um dia troquei com ela!

A vida é isto! É só isto! É dar e receber... é fazer bem... e receber em dobro, no momento e na hora certa! Ou quando tiver de ser! 

Há pessoas e pessoas na nossa vida... mas há outras pessoas, que não são pessoas... são um pouco de nós, com outra forma e imagem! Há pessoas... Há pessoas... especiais! Há pessoas que são verdadeiramente "pessoas"! :)

Grata*

Dedico esta música à minha afilhada/filha/irmã, pois ela é muito parecida com a Nely... digo, é mais linda, mas pronto! Ah... e também ao meu "afilhado/filho/irmão" que me mandou dizer aqui no post, que é o maior portista do Porto! :) http://www.youtube.com/watch?v=roPQ_M3yJTA

sexta-feira, 25 de maio de 2012

"A arte imita a vida" (Aristóteles)

Se há coisa que gosto é de fazer teatro... já fiz vários tipos de teatro. Na escola, quando andava no liceu, fiz a "Farsa de Inês Pereira" mas em versão moderna, onde eu era a Inês e usava calças de ganga e fumava (eu que nunca fumei, acendi um cigarro sem o meter à boca, foi só rir). Fiz também o "Auto da Barca do Inferno", como diaba, mas em vez de ter cenário da época, a cena passava-se num aeroporto e a roupa era a farda da polícia municipal (na altura em que a polícia ainda emprestava fardas para estes fins... eheheheh... ). 

Quando era jovem, fiz também parte do grupo de teatro para a angariação de dinheiro para ajudar as famílias carenciadas da minha cidade. Fiz teatro de comédia, em que algumas peças foram escritas por mim, tais como: "Branca de Neve e os sete pecados capitais" e a "Ceia de Natal Confusa" (onde o Bacalhau e as Couves tinham feito greve ao jantar de Natal... eehheh)

Depois na faculdade, fiz café concerto com textos do Fernando Pessoa. E há 4 anos atrás fiz teatro de revista e musical, na Academia de Santo Amaro. No musical fiz de mulher a dias da Batalha de Alcácer Quibir, Marta Telecavaleiro, Rapariga da Toto-revista e Diva! G'anda miscelânea de coisas!

Actualmente, mudei novamente de estilo teatral e entrei num grupo de teatro - teatro Playback chamado de Teatro Imediato. (ver mais em http://teatroimediato.weebly.com/) O Teatro Imediato é muito diferente do teatro convencional porque representa de forma imediata e improvisada, histórias contadas pelo público. Por isso, é considerado um teatro comunitário, podendo ser feito em diversos públicos diferenciados. Participo neste grupo, desde Outubro do ano passado e fiz 3 performances, uma na feira de trocas Believe in Life, outra na apresentação da tese de mestrado de um colega do grupo e a última, que foi hoje, numa prisão. E é isso que vos quero contar!

A performance foi feita para finalizar uma formação que os reclusos tiveram na prisão, na área do desenvolvimento pessoal. Representámos para um grupo masculino com cerca de 10 elementos e as suas monitoras. O tema era a avaliação da formação que terminava hoje e a ideia era que cada elemento contasse alguma história que gostaria que fosse retratada na performance. Escolhi uma para vos contar...

Um recluso partilhou a sua história... Disse-nos que estar na prisão é aprender tudo de novo... contou em como a prisão fazia uma pessoa aprender e crescer de forma muito mais profunda do que lá fora na realidade. Contou um pouco como foi ali parar e disse-nos de uma forma muito sentida: "Quando estamos lá fora, não sabemos ser tolerantes... não damos valor ao que temos, à própria liberdade. Quando estamos lá fora, somos "educados" a querer sempre mais, porque queremos sempre ser melhor e ter mais do que os outros, porque isso é o que nos é "vendido" como sendo a felicidade. Quando estamos lá fora, temos muitas vezes algo que nos chega perfeitamente para viver e sermos felizes, mas temos sempre a comparação com os outros, com o ter dos outros. E isso, leva-nos a cometer "loucuras" que não eram necessárias nem importantes, porque tínhamos tudo e não o sabíamos." 

Talvez não seja só por isso... mas também é por isso... talvez nunca nada nos chegue... porque cada vez mais temos o "desejo" de ter mais do que as nossas capacidades... do que as nossas necessidades... do que o que verdadeiramente é preciso. É daí que tudo vem... digo eu!

...

Se quiserem ver uma performance do grupo Teatro, não percam no dia 20 de Junho, ao vivo e a cores... ver mais em: http://teatroimediato.weebly.com/representacoes.html

Se quiserem participar no grupo, como actores ou músicos, venham daí fazer o workshop de representação em Teatro Playback, dia 23 e 24 de Junho... ver mais em: http://teatroimediato.weebly.com/formacao.html

E para ficarem com um lamiré do que é este tipo de teatro (fantástico) e modificador nas nossas próprias vidas, vejam este vídeo com uma performance, em que eu ainda não fazia parte do grupo: http://www.youtube.com/watch?v=E9MYZwAbtoY

E já agora uma notícia,para ficarem a saber mais: http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Teatro-Imediato-Vidas-em-palco_11075.html

Muito grata... e divirtam-se na vida, porque é como estar em palco... Como diria Charlie Chaplin: "A vida é como uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ligar ou desligar?

Só agora que comecei a viver de trocas e a ser mais poupada começo a perceber onde gastava o dinheiro. Muitas vezes dizia: "Epah, ainda só vou a metade do mês e não sei como já gastei o dinheiro quase todo... Não comprei nada de jeito." O que é facto é que há imensas coisas que uma pessoa não tem a mínima noção onde a gasta o dinheiro, seja numa garrafa de água por dia, seja num bolinho aqui ou acolá, ou umas gomas ou uma revista ou em chamadas e mensagens telefónicas. E é disto que vou falar: gastos com o telemóvel.

Já disse aqui no blog que a minha estratégia para não gastar dinheiro em tarifários obrigatórios mensais, é ter os tarifários que quando me ligam, eu ganho dinheiro em chamadas. Sei que são tarifários que não compensam quando enviamos muitas mensagens ou chamadas, mas o que é facto é que eu raramente ligo ou mando mensagens do telemóvel. Então optei por ter 3 telemóveis, cada um de cada rede, para usufruir das mensagens pela internet mensais e para poder, em cada um deles, receber chamadas que vão sendo convertidas em saldo, cada vez que me ligam. No caso das entrevistas por telefone é fantástico, porque o meu saldo cresce a olhos vistos!

Mas mais do que vos contar sobre esta fórmula mágica de angariar saldo sem gastar dinheiro, o que queria contar-vos é a noção diferenciada no meu uso do telemóvel antes e depois do projecto. 

Antes... tinha duas redes e tinha tarifários obrigatórios para ter mensagens e algumas chamadas gratuitas e gastava por mês à volta de 50€. (Felizmente nunca tive "rings" ou "música de espera" ou ligação à net, senão acho que o valor seria rapidamente ultrapassado.) Se me perguntam porquê e como? Não sei... sei que muitas vezes, mandava mensagens mil só para sentir que estava acompanhada ou para falar do tempo ou dos saldos da loja de roupa ou pura e simplesmente para jogar conversa fora. Mandava mensagens mil, correndo a minha agenda telefónica e enviando para todos os amigos e amigas de quem não sabia notícias há muito tempo... só para estar ocupada naqueles míseros minutos entre o trabalho e a ida a casa, ou na hora de almoço do trabalho ou ao final da noite quando estava em casa, sozinha. Sair de casa sem telemóvel era um feito impensável... não ter bateria era um desassossego, ligar a alguém e esse alguém não me responder, uma tortura, enviar uma mensagem e não obter resposta, uma falta de respeito... 

Bem... olhando para trás, percebo que a necessidade de estar contactável ou acompanhada é meramente ilusória. O preenchimento do vazio dentro de nós, na tentativa de ser ocupado de forma exterior a nós é uma utopia. O preenchimento de nós, quer por chamadas de telefone, quer por doces a toda a hora, quer por companhia diária, quer por relacionamentos desinteressantes é uma utopia. Nada disto existe, nada disto é o verdadeiro preenchimento do vazio em nós, a não ser, sabermos estar connosco próprios, sentirmo-nos vivos, sentirmo-nos pessoas, sentirmo-nos bem connosco... como diria o anúncio: "Se eu não gostar de mim, quem gostará?"

Eu gosto cada vez mais de mim... e faço cada vez menos chamadas... e envio cada vez menos mensagens... e tenho cada vez menos necessidade de estar acompanhada só porque não consigo estar sozinha... e consigo cada vez mais estar de bem comigo e de bem com a vida! Porquê?! Talvez seja porque comecei a "belivar" verdadeiramente em mim!

sábado, 12 de maio de 2012

Make up forever or never?

Hoje fui falar a um seminário e como sempre nestas ocasiões, faço a bela da maquilhagem para eventos públicos. Coisa simples: um pouco de corrector de olheiras, pó solto, sombra clara ou lápis dos olhos e rimel! E foi assim que fiz esta minha make-up no dia de hoje... mas qual não foi o meu espanto, quando andei o dia todo a esfregar os olhos, com comichão nos mesmos, com ardor e desconforto, como se fosse a primeira vez que usasse maquilhagem. Eu sei que já há algum tempo não uso maquilhagem, então nas comunidades é mesmo para esquecer... mas daí até me esquecer de como é que uma pessoa se "comporta" quando tem maquilhagem, vai um grande passo! E ainda mais eu, que vivo desde os meus 18 anos com maquilhagem diária, chegando a uma altura na minha vida em que me maquilhava até para ir deitar o lixo fora, usava rímel à prova de água para ir à praia e mudava de maquilhagem duas vezes ao dia, consoante a roupa e o evento.

Ora aqui está uma foto da minha pessoa há coisa de 3 anos! Na versão maquilhagem extensa para um evento de fado e na versão maquilhagem de praia. No mesmo ano, na mesma altura, com a mesma idade! Estou um bocado diferente, não?

Mas perguntam vocês: "Como é que deixaste de usar maquilhagem totalmente e começaste a sair à rua de cara lavada?" Ora bem... houve dois acontecimentos importantes na minha vida para que isso acontecesse. 

Primeiro, durante 2 anos fiz teatro na Academia de Santo Amaro e as minhas personagens levavam uma maquilhagem tão grande,  que demoravam mais de 1 hora e eu até me chamava de "traveca"... lololol... Eram mais do que duas ou três bases e pré-bases, vários correctores, vários pós para dar definição ao rosto, sombras de várias cores, lápis, eye liner, vários rímeis (isto quando não levava as belas das pestanas postiças), brilhantes e purpurinas, baton, gloss, spray de fixação de maquilhagem, etc, etc... Depois de cada sessão de teatro, desmaquilhava-me e como tínha um lanche partilhado com os actores e alguns espectadores, voltava-me a maquilhar de uma forma mais simples, mas com a bela da base, do pó, das sombras, dos lápis, do baton, etc etc para me sentir apresentável e o pior de tudo, para me sentir bem comigo própria! (Como se precisássemos de uma data de "tinta" na cara para nos sentirmos bem connosco próprios). Ao longo do tempo, e ao longo deste meu ritual, comecei a verificar que a minha pele estava seca, gasta, cansada, as minhas pestanas mais pequenas, os olhos a arder... e por muito que me custa-se tinha mesmo de deixar de me maquilhar depois das sessões do teatro e aceitar que os outros me vissem desmaquilhada! A partir daí comecei a ir desmaquilhada para o trabalho, a sair à rua sem maquilhagem... aos poucos e poucos!

Tudo ficou mais claro, quando no meu segundo casamento, o meu marido me pedia para não me maquilhar. Primeiro porque não havia necessidade disso, eu era mais bonita sem maquilhagem, depois porque não era ecológico e depois porque era um gasto desnecessário, já para não pensar nos testes da maquilhagem que são feitos nos animais. A bem dizer, sempre que não me maquilhava sentia-me mais perto dele e mais nova! (Isto porque a nossa diferença de idades é algo de considerável... eheheh)

Hoje, percebi que deixar de usar maquilhagem já não é uma necessidade para o meu corpo (pele seca, pestanas pequenas, etc etc) como na altura do teatro, nem uma questão de amor como no meu segundo casamento... hoje senti o meu desconforto com a maquilhagem, como uma questão pessoal... parecia que a maquilhagem já não fazia parte de mim, de mim enquanto pessoa. 

"Se vou deixar de usar maquilhagem definitivamente?" - perguntam vocês. Não sei... acho que vou usar quando me apetecer, quando tiver de ser, sem ser fundamentalista para um lado ou para o outro. Porque afinal a vida é feita disso: fluídez e diversão!

Viva a moda da beleza... da beleza portuguesa... http://www.youtube.com/watch?v=al21Vtlsg4A&feature=related


sexta-feira, 11 de maio de 2012

T1 para 2 (e mais 3)!

Pois é, hoje é dia 11! E dia 11 que se preze tem sempre de trazer alguma alteração e das boas. Porque na vida só há coisas boas, não é verdade?

Aqui há uns tempos tinha feito um anúncio para encontrar um(a) companheiro(a) que quisesse dividir a casa comigo. Ou seja, a ideia era que a pessoa ficasse com o meu quarto e em troca, tratava-me dos bichos quando eu estivesse fora e pagava as contas da casa, mas apenas e só: água, luz, gás e condomínio, à volta de uns 80 a 100€. (Ver o meu post, dia 2 Janeiro 2012 em http://vivoatroca.blogspot.pt/2012/01/companheiroa-de-casa-procura-se.html) Pois é... é com muita alegria que vos informo que a partir de hoje tenho uma companheira de casa! A minha companheira de casa começa hoje a viver na minha casa, ficando com o meu quarto e indo eu para a minha bela suite (dividi a sala em dois, de uma lado é sala e do outro lado é o quarto). Durmo no meu colchão insuflável, que ainda não percebi se se esvazia no fim da noite pelo peso do meu corpo ou se tem um buraquinho... mas "tá-se" bem!

Esta coisa de dividir a casa com outra pessoa, dá a possibilidade da pessoa não pagar muito, porque me paga apenas as minhas despesas mensais e eu deixo de pagar as minhas despesas mensais. Logo ficamos ambas a ganhar, eu rentabilizo a minha casa e não pago as despesas e a pessoa que numa outra situação pagaria o valor do quarto, paga apenas as despesas, que é um valor menor! Todos ficamos a ganhar! :)

Tudo seria simples, se eu tivesse dois quartos (e pensar eu que no meu primeiro casamento a minha casa tinha 3 quartos, o meu e do meu marido, o do escritório e o quarto da desarrumação onde eu punha os kilos das coisas a mais que tinha)! Contudo, esta minha casa é apenas e só um belo T1, de 50 e tal metros quadrados onde moram além de mim, uma gata, um gato e uma cadela! Bem... algo um "cadito" mais complicado de gerir!

Outra coisa que também será um desafio é que a casa vai ser dividida por duas mulheres! Para mim, sempre foi mais fácil dividir casa com homens, mesmo sem serem meus maridos, do que com mulheres. Tive por exemplo uma rapariga a viver cá em casa que demorava todos os dias 2 horas a tomar banho, punha 20 cremes no corpo, consoante as zonas a "abater" e esticava o cabelo durante 1 hora... e isso, isso fazia-me confusão ao sistema nervoso! Bem... também já tive uma amiga que viveu comigo e era muito muito fixe! Até porque os nossos horários eram desencontrados e geríamos muito bem as coisas! A bem ver as coisas, nunca tive dificuldade em viver com ninguém. Acho que sou uma pessoa fácil de convivência!

A questão... a questão é que esta minha companheira de casa me faz lembrar eu quando vivia com o meu segundo marido e não entendia as questões subjacentes à poupança, à ecologia ou à sustentabilidade, como por exemplo, fazer um "compostor". Por isso, pessoal, ou é karma, ou isto vai ser mesmo muito divertido!

Neste ninho de "vespas", num T1 apertado existem duas rainhas, que espero que sobrevivam à vivência de serem mais ecológicas, saudáveis, sustentáveis e humanas! Com conflitos ultrapassáveis, partilha, boa disposição e muitos sorrisos... A ver vamos... isto promete!

...
Aqui fica uma das músicas preferidas da minha companheira de casa... Acho que afinal, não vamos ser "vespas" e sim pirilampos a dividir um T1! ;)  http://www.youtube.com/watch?v=zTFBJgnNgU4

quinta-feira, 10 de maio de 2012

De volta das voltas!

Epah................ chegar a casa é tão bom! 
Epah............... chegar a casa e abraçar e dar beijinhos à minha cadela, fazes festinhas aos meus gatos e aos seus fiéis piolhitos (eehehe)... é tão bom!
Epah........... chegar a casa e ter a casa arrumada, limpeza a fundo e tudo organizado!
Epah........ chegar a casa e ter comida no frigorífico e na despensa, comida para os animais e tudo com a barriguita cheia!
Epah.......... chegar a casa e abraçar os amigos, que cuidaram da casa, dos animais, do projecto, da minha vida!
Epah........... "Estou a dever trocas para a vida!" - pensei eu - "Que trabalhão que os meus amigos tiveram durante estas duas semanas, enquanto eu fui viver à troca pelo nosso belo Alentejo!"

E foi aqui que o meu pensamento parou! "Estou a dever trocas para a vida... não tenho como "pagar" estas ajudas dos meus amigos!?!? A casa limpa a fundo, os estores da janela arranjados, as fichas eléctricas também, os animais tratados, a cadela com banho tomado, comida no frigorífico, comida para os animais, o projecto Believe a andar... Como "pago" isto tudo?!" - pensei eu! E foi aí, que comecei à procura das minhas respostas no mais profundo do meu ser. 

Antes de eu viver de trocas, sempre fiz isto aos meus amigos... fiz o que podia, o que não podia e o impossível e sem esperar nada em troca. Pura e simplesmente porque era amiga deles. Agora, é a minha altura de receber! Talvez tudo o que dei... e dei tanto... dei até demais. Tenho aprendido, que dar é bom, receber é óptimo, mas trocar é muito melhor! Dar para mim é fácil, receber já foi mais difícil, mas trocar é mágico! E pensei, voltando a pensar, que a verdade verdadinha é que desde que me conheço, troco! E quando antigamente, os meus amigos ou as pessoas conhecidas me diziam que eu tinha muita sorte na vida, acho que não era sorte... eram trocas bem feitas, do fundinho do coração! 

"Continuo a ter sorte?" - dizem vocês. "Talvez." - digo eu! Mas a sorte não é no que recebo, a sorte é quem me calha no meu caminho e esses, esses são os meus amigos!

"Dever trocas para a vida?!". Não, não me pareça que deva trocas para a vida... acho que esse "dever de pagamento" é pura e simplesmente uma coisa que se chama: AMIZADE! E felizmente eu tenho muita "sorte" nos amigos que tenho!

Muito... grata!*

http://www.youtube.com/watch?v=0AIlz08fZos

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Comunidade 1 - Tamera já não é uma quimera!

Em letrinhas pequeninas lê-se: "Tamera Biótipo de cura é uma comunidade de seres humanos, animais e plantas cujas relações são baseadas na confiança, na cooperação e no apoio mútuo."
Chegada a Tamera, dia 25 de Abril às 8 da matina!

Fiz a viagem com saída de Lisboa às 3h30 depois de ter participado numa performance do Teatro Imediato e de me ter reúnido com a "Andresa 2" para mais uns pormenores. Estava morta de cansaço na viagem e parei umas 3 vezes para dormir, nas bombas de gasolina!

Às 8h da manhã falei com a I. (portuguesa que vive em Tamera e que foi a minha interlocutora) para me dar alguns pormenores do dia! Ontem, fiquei a conhecer Tamera, inserindo-me numa visita de Permacultura com o Sepp Holzer (ver mais em http://en.wikipedia.org/wiki/Sepp_Holzer). De manhã, vi o lago de Tamera que foi "construído" com a captação das águas da chuva e à tarde, vi a cidade solar com uma data de maquinarias que faz electricidade e gás só com "cenas" naturais. No final do dia, fui ajudar a fazer camas elevadas... e não, não são camas para dormirmos no alto... lolol... são montes de terra em forma piramidal onde se cultiva tudo e mais um par de botas! E sim, as botas também se podem colocar nas camas elevadas para fazer altura, por debaixo da terra, como resto de lixo ou detritos. (ver mais em http://ser.sustentavel.com.pt/ecologia/permacultura-hugelkultur-ou-cama-a-sepp-holzer/) À noite, jantei uma comidinha vegetariana muito saborosa e fui lavar a loiça com uma equipa de mais 5 pessoas. Depois disso caí na cama quem nem "morta". Dormi numa tenda gigante para mulheres, tipo Marrocos feita de linho (mais ou menos isso) com umas 10 ou 12 camas de tijolos e barras de madeira e com colchões de espuma! Dormi com o saco cama das neves que me foi emprestado... e que além de ser mesmo muito quentinho, é azul! :)

Hoje, depois de 10 horas dormidas (sim, deitei-me às 22h... ehehehe) fui tomar o pequeno almoço fabulástico: pão quente de cereais escuro, humus - pasta de grão (que adoro), cereais, fruta, manteiga bem branquinha e chá! De seguida, fui falar com a chefe da cozinha, pois pelo que a I. me tinha dito era lá que ia trabalhar! Surpresas das supresas, ainda não precisam de mim hoje! Tenho o dia livre!!! :) Vim para o pc... claro! Tenho tanto que fazer! Tenho net gratuita e isso é muito bom... mas qual não é o meu espanto, quando vejo que me tinha esquecido do carregador da bateria em Lisboa!?!?!? Bem... olhei em volta e havia também um pc igual ao meu de um rapaz estrangeiro de olhos azuis, p'ra variar! E lá tive a lata de, no meu muito mau "english" lho pedir por momentos, até alguém trazer o meu de Lisboa, amanhã!

E é assim a vida... hoje, tenho o dia para mim... para acabar uns "afazeres" do Believe... para conhecer o espaço, tirar fotos (a ver se faço um álbum no facebook), conhecer pessoas (já encontrei aqui umas 5 pessoas minhas conhecidas e 2 ou 3 delas vieram ter comigo a perguntar se eu era a rapariga das trocas e do Believe porque estava muito sossegadinha... ehehehhe), etc etc...

Vida de comunidade é assim!* http://www.youtube.com/watch?v=L3HQMbQAWRc




sábado, 21 de abril de 2012

21 num T1 e os 11111

Hoje cá em casa foi o jantar da minha "despedida" com os meus belivadores mais próximos! Vou para a primeira comunidade na próxima semana e além de querer dar um BIG abraço a todos, queria também pô-los a trabalhar na minha ausência! Eeeheheh...

Além de ser um jantar de despedida e de trabalho, foi também um jantar de debutante (ver em http://www.youtube.com/watch?v=AJEAFygfJI4)! Ehehehe.. Há pois é, apresentei "a futura" Andrezuska Salgueirix, mais conhecida por Brunusko Lavix, que vai tomar conta da bicharada na minha ausência e também do quartel general belivador, pondo os "camaradas" belivadores todos a bulirem que nem uns loucos saudáveis, para trocarmos as voltas a Portugal com a maior rapidez possível, da forma mais azul impossível!

Éramos 21... e eu apesar do meu esforço em convidar o 11111º membro que hoje entrou no grupo Troco 1 hora (conseguindo assim chegar ao critério que tinha definido para o final do projecto), o 11111º membro não compareceu, sendo que em vez de 22 elementos no jantar (11x2) éramos mesmo 21... e 21 num T1 no dia 21! LooooooooooooL :)

Eu não tinha a mínima ideia de quantos viriam por isso, comecei a deitar as mãos à cabeça quando lhes tinha dito que o jantar era pizzas, sendo que cada um tinha de trazer um ingrediente! Como não tenho um forno industrializado, a pizza mudou a tipologia de aspecto e passou a ser tagliatelli e macarron... eheheh... finíssimo! E pois bem, a confecção do jantar devia ter sido mesmo era filmado!!!! Se vocês vissem, os 21 dentro de casa, a trazer comida que nunca mais acabava, a fazer 1111 iguarias, a "berrar" por todos os lados (a começar por mim, claro) e a confusão pegada numa cozinha de 6 metros por 5 metros (epah, estou a inventar... era só para dar 11 m2, mas a minha cozinha é mais ou menos desse tamanho... eheheh)! Uiiii... foi a "lôcura" total e completa!

Além de comermos que nem uns "alarvos", excepto sobremesas (sobremesa só foi mesmo o chocolate branco com pedaços cor-de-rosa do Lidl que a Cacá trouxe e os chupa-chupas minis do Zézé... lololol), o pessoal conheceu-se (finalmente) uns aos outros, falámos das ideias loucas e dos grandes desafios que já temos conseguido com o Believe e por fim... o pessoal foi dispersando, ficando apenas 5 pessoas! 3 dormiram espalhadas pela casa e 2 trabalharam até quase às 7h da matina. Conseguem adivinhar quem foram essas 2? LoooooL... Claro a equipa Obelix: Andrezuska Salgueirix e Brunusko Lavix!

...

Comecei a pensar como seria giro fazer um really show tipo Casa dos Segredos+Big Brother+Thurman Show+Querido, mudei a casa+telenovela mexicana etc etc... com o pessoal belivador todo a viver na mesma casa, tipo como uma comunidade, entendem? E então já ando praqui a sonhar que seria tão giro e proveitoso para os nossos portugueses verem como se troca, como se aprende, como se sorri e no fundo... no fundo... o que é afinal Belivar!!! Já tenho nome para o programa e tudo: Big Sister e os 11 belivadores! LooooooooooooooooooooooooL! Senhoras produtoras de televisão: interessadas?

...Como não tenho vídeo do jantar, podem ver este, porque foi mais ou menos a mesma coisa!!! (Troquem a dança por trabalho e é tal e qual! Eheeheheh) http://www.youtube.com/watch?v=UExFYvyUMJo


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ir ao 5 pra meia noite custou-me mais de 500 contos

Foto by 5 para meia noite
...há uma data de anos! Eu explico:

Sempre tive a sensação, que as pessoas que entram na nossa vida são por algum motivo. Às vezes, pode até mesmo ser uma pessoa que só vimos uma vez, mas ela tem um significado importante na nossa vida. Quem fala de pessoas, fala de acontecimentos. Um acontecimento   "rotulado" como bom ou mau tem sempre um significado e uma consequência, que podemos não perceber na altura, mas serve para alguma coisa. Tipo o filme do "Quem quer ser bilionário", sabem? (ver em http://www.youtube.com/watch?v=vd_czlrsNlo) Acredito mesmo nisto! 

Adiante... quem fala de acontecimentos ou de encontros pontuais, fala também de encontrar alguém no meio da multidão, que à partida nem tem muito a ver connosco, mas por um acontecimento "casual" passa a ser um verdadeiro amigo. (Sim... porque com esta coisa do facebook faz-nos distinguir o que é um "verdadeiro" amigo de um "amigo" virtual). Então, a história de hoje é sobre isso, uma verdadeira amiga que conheci no meu mestrado de Administração e Gestão Educacional e que me custou mais de 500 contos. Nesse mestrado, eu era a única psicopedagoga, sendo que todos os meus colegas eram professores. A turma era o máximo, mas ao longo do tempo fui vendo que o mestrado não era para mim e quando cheguei à fase da pré-tese não a entreguei e por não ter feito essa disciplina fiquei sem o mestrado! Desde sempre disse a mim própria que este tinha sido o dinheiro mais mal empregue (apesar de ter sido prenda do meu avô) da minha vida!... Aos poucos ao olhar para trás fui vendo, que a verdadeira razão de o ter feito, foi o facto de ter conhecido uma grande amiga! (que à partida tinha pouco em comum comigo, a não ser o facto de ser carneira também como eu! LoooL) Actualmente o irmão dela é da produção do programa do "5 para a meia" e falou lá de mim... O pessoal do programa andou a cuscar o meu facebook e pelos vistos acharam que devia ser convidada! Acho que tive sorte, o tema era apropriado "AMARfanhar" e a inspiração do mesmo também: Diamantes em bruto! LoooooL...

...

Além de distinguir verdadeiros amigos de amigos virtuais, também distingo cunhas de connects. As cunhas são quando damos uma oportunidade a uma pessoa nossa conhecida pelo nosso próprio interesse, sem acreditar/conhecer as suas potencialidades... Os connects são quando conhecemos e admiramos o trabalho desse alguém, acreditando nas suas potencialidades e por isso queremos ajudar!

Como diz Einstein: "Coinciência é a maneira que Deus encontrou para permanecer no anonimato!"


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cheia de Felicidade

Toda a gente que me conhece, desde sempre já me ouviu dizer que eu tenho como meta ser 100% feliz... (bem neste momento, quero ser 111% feliz, mas isso é outra conversa lolol...) E sempre que eu dizia isto, ouvia a seguinte resposta: "Andresa, ninguém é 100% feliz! Só se for por breves instantes!" E eu ficava a pensar naquilo... Eu nunca me conformei em ser só feliz de vez em quando e nunca conseguir alcançar a felicidade total... Há quem diga, que se conseguirmos chegar aí atingimos o estado de iluminação! Pois bem, eu quero atingir o estado de pós-iluminação... ora se iluminação=100% eu quero chegar aos 111%... :)

Outra coisa que eu sempre me perguntei sobre a felicidade é que nunca poderei ser feliz a 111% sozinha... porque a vida dos outros condiciona a minha própria vida. E por isso, cheguei à conclusão que só poderei ser 111% feliz se todos há minha volta o forem.

Outra conclusão a que cheguei é que a felicidade não se encontra fora de mim... com roupas, compras, chamadas infinitas ao telemóvel, comida à fartazana, objectos de marca, viagens pelo mundo! Lembro-me de mim, a comprar roupa nova todos os meses, bijuterias e maquilhagem! A enviar mil mensagens por dia, nos meus tempos vagos, para receber mensagens de volta ou chamadas, para não me sentir sozinha durante esse tempo e sem contacto com pessoas (o silêncio sempre foi uma coisa complicada de gerir)... Comprar indifinitivamente chocolates e gomas e donuts e bolos e salgados e miniaturas quando estava à espera de alguma coisa ou quando ia andar um bom bocado a pé... (logo, todos os dias) Comprar coisas pela marca para me sentir aceite pelos outros, por exemplo, houve um Natal depois de ter recebido uma prenda choruda do meu avô, gastei o dinheiro que ele me deu (aproxidamente 100 contos, na altura, logo 500 euros) apenas e só em 3 calças de ganga de marca para fazer um figurão junto dos meus colegas de escola! Viajar para o mais longe possível, para me "babar" a dizer que tinha ido à Tailândia, a São Tomé ou a Cuba nos melhores hotéis de luxo e de design... etc etc...

Bem, a minha tentativa de ser feliz desta forma que acima vos descrevo é sem dúvida numerosa e poderia estar aqui o dia todo a dar-vos exemplos da tentativa de ser feliz pelo consumismo! Ou seja, fora de mim...

...

Ontem, fui falar num evento sobre FELICIDADE! Apresentei o meu projecto, inspirei-me com o projecto dos outros (a saber o magnífico Projecto Amélie http://www.facebook.com/ProjectoAmelie que muda os nossos pequenos mundos e o sabedor projecto http://www.facebook.com/pages/ZorBuddha/295198304298?ref=ts) e no fim, troquei abraços com a plateia... e se quando pensei nesta troca achei que ia ter uns quantos gatos pingados a receber os ditos abraços à troca... qual não foi o meu espanto, quando tinha uma fila enorme (de talvez, 95%) da plateia à espera do meu abraço!

Num desses abraços ainda recebi outra troca, uma senhora deu-me um mACARRONS (ver em http://www.facebook.com/pages/mACARRONS/63175603221) que eu não tinha a mínima ideia do que era... mas que devia ser muitooooooooo bom, porque as belivadoras que tinham ido comigo ao seminário começaram logo a dizer que queriam saber o que era e que gostavam de provar!!! O meu mACARRON era apenas 1 unidade, pequenino e cor-de-rosa... trinquei, dei a uma delas e disse: "Dividam por todas para provarem, ok?" Virei costas e fui ao WC. Quando voltei nunca mais me lembrei do dito doce... mas que era bom que se fartava, era! :)

Hoje, ao arrumar as coisas do seminário de ontem, encontro o pequeno embrulho do mACARRON e ao abri-lo verifiquei que ainda estava quase metade dele... para eu me continuar a deliciar! :) Isto é FELICIDADE, porque é partilha! E eu... eu ando cada vez mais CHEIA dela!

Ser feliz é fazer os outros felizes, para o podermos ser também! A 111%.... http://www.youtube.com/watch?v=NlxgpB7qdI0

P.S. Esta foto tem uns 3 anitos... é da época das compras, dos brilhos, da roupa, da maquilhagem, da época em que tinha um sorriso antes do aparelho, logo com os dentes todos tortos, mas mesmo assim, com o mesmo sorriso de hoje! Acho eu... *

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Para mudar o mundo são precisos 2

Foto by José Carlos Oliveira
Com a minha ida para as comunidades, deparei-me com um "problema" que ao início achava que estava de todo resolvido: a minha cadela e os meus gatos!

Ora para eu ir para as comunidades, pensei que OBVIAMENTE levaria a minha cadela!!!

Quando comecei a ir a comunidades e retiros, comecei a perceber que nem sempre levar um cão era aceitável... o que na minha cabeça era um tanto estranho, pois cão=natureza, logo facilmente o poderia levar, mas enganei-me! Quando fui visitar Tamera, por exemplo, numa excursão no mês passado não vi por lá cão nenhum e vi que com as plantações e hortas e tal, que eles lá têm (fantásticas!!!) dificilmente veria a minha cadela a correr feliz e contente por aqueles campos verdes... e cultivados! por isso, o que no início era uma solução tornou-se actualmente um problema.

Outra situação, eram os meus dois gatos. Os meus amigos dizem que me ficavam com 1 gato, mas tínhamos de ver se eram machos ou fêmeas para não haver confusão com os gatos deles, e também fazer a escolha para que não houvesse a criação de mais gatinhos, porque como sabem os meus gatinhos são "inteiros"!

Mas a questão é que os meus 2 gatos estão muito amigos: dormem juntos, brincam juntos, namoram juntos (bem o meu gato também namora "efectivamente" com a minha cadela, mas isso é outra história para outro dia... ehehehe) e por isso, não ia separar os bichos. Por isso, tinha apenas e 4 soluções:
- ou não ia para as comunidades
- ou levava a cadela e deixava-a no carro o dia todo (feito casota, mas com janelas abertas, óbvio!)
- ou alguém vinha diariamente passear a minha cadela e tratar dos bichos felinos
- ou alguém vinha viver cá para casa, na minha ausência

Como considero que as primeiras três opções não são assertivas e anti-bichezas, optei pela quarta opção. Bem, a dizer a verdade, eu não optei, aceitei uma sugestão deste meu amigo que está na foto! E por isso, ele vem viver cá para casa para tratar das bichezas e para ajudar no Believe, tanto quanto possa, durante este tempo que estarei "ausente". Por isso, esta casa vai continuar igual: cheia de belivadores, reuniões, trabalho e muito muito belivanço!

E já agora, uma coisa curiosa... este meu amigo, não é amigo de longaaaaaaaa data... Pelo menos nesta vida... Lololol... Conheci-o no jantar do freeganismo, que contei aqui no meu blog, nos anos do meu afilhado (9 de Fevereiro: 9+2=11), lembram-se?... Dia de opções de trocar um jantar de luxo por um de "lixo", dia em que comi "lixo", dia em que me atrevi a conhecer pessoas completamente desconhecidas... e abraçá-las no final da noite! Uma razão para pensar que o "lixo" tem muita coisa boa! ;)

Vídeo inspiracional escolhido por Dj White Cosmic Wind * http://www.youtube.com/watch?v=1rENnKECnfs

sexta-feira, 6 de abril de 2012

GPS – Gratuita, Poderosa e Sorridonha

Julgava eu, que ao obter um GPS, a minha vida seria mais gratuita, poderosa e sorridente, porque ao ir por caminhos de cabras (estradas nacionais, que são bem melhores do que estava à espera) pouparia gasóleo, saberia melhor os caminhos e as várias alternativas de acesso e por isso, sorriria mais pelo simples facto de ter um GPS. Nada disso! Nada, nada disso! Bem, isto até certo ponto! Eu explico...
Hoje fiz viagem até à Beira Baixa para visitar os meus pais e como é a primeira vez que venho para estas bandas não querendo pagar portagens, não tinha a mínima ideia de como cá chegar. Assim sendo, pensei: “Tenho de arranjar um GPS.” Bem, para vos dizer a verdade, já pensei isto há muito tempo e já o tinha trocado: um GPS pelo livro “Os homens são de Marte e as mulheres de Vénus.” O dito cujo, ficou algum tempo engavetado e hoje foi a sua estreia nas estradas portuguesas no carro da belivadora-mor, moi même.
E assim foi, saí às 11h de Lisboa e pelos cálculos magníficos do GPS demoraria 2h 15 minutos e faria a módica quantia de 188 kms. “Tudo sob controlo.” – pensei eu. E lá fui eu, feliz e airosa pelos caminhos de cabras, aproveitando a paisagem das vacas a pastar, as papoilas à beira da estrada entre a relva verdinha, as mais belas nuvens no céu, uns choviscos, a camioneta a andar a 20km/hora à minha frente, os aldeões de boné a apagar sol, as batatas à beira da estrada na venda ambulante, os nomes escanifobéticos das localidades, os vales e as serras (vejam por ex. a imagem deste post, parece um vale encantado com casinhas de pedra e riachos), a barragem de Castelo de Bode, o carvalhal, etc etc... à medida que ouvia a voz “monocórdica” da senhora do GPS: “Na próxima vire à direita. Por favor mantenha-se à esquerda, saía na 3ª saída”... blá blá blá... Bem... que lindo que é o nosso país ao som de uma “magnífica voz monocórdica”!
Adorei, andar a passear por estes caminhos... Adorei, até esta parte da história! Ora, andava eu às voltas nos montes e vales, no meio das mil e uma serras que já tinha passado, atendido os milhentos telefonemas da minha mãe a saber se já estava perto... e eu, na minha ignorância sempre a dizer: “Sim, estou perto.” E estava, estava perto do local onde o GPS achava que era a minha meta. Assim o percebi, quando a voz monocórdica declamou: “Chegada ao destino”. E estava eu no “destino”: no meio de uma estradinha da serra, sem casas, sem carros, sem gente... a não fazer a mínima ideia onde estava!
Solução: mapa de papel, orientação, descontração e estupidez natural e seguir até ao fim da estrada até encontrar viválma à beira de alguma casa qualquer. E assim foi, de mapa em punho, com inquérito feito aos primeiros habitantes que fui encontrando, lá segui as indicações.
Conclusão: vida mais gratuita, poderosa e sorridente ao nível de diminuição do gasóleo só mesmo no parlapiê com vozes calorosas, desregulares e sim, humanas... à viva voz!
O GPS poderia ser um "paradise"... poder, podia! Mas não é, de certo!
P.S. Ah é verdade, cheguei para almoçar, às 16h15... passadas só... 5 horas... L

quarta-feira, 28 de março de 2012

Receber...

...e dar! As duas componentes da vida!

Para mim, sempre foi muito fácil DAR... Dar era uma constante na minha vida, de criança, de adolescente e de adulto baseada nas minhas aprendizagens familiares! A minha família é uma família de dar! Ou dar comida, ou dar prendas, ou dinheiro, ou ajudar alguém, ou disponibilizar a casa, ou... enfim: DAR!

O meu avô por exemplo era o mestre de dar! Ele dava tudo: pagava aos empregados que apanhavam as cerejas a dobrar, pagava as contas a todas as pessoas que estivessem dentro do café, distribuía caixotes de cerejas pela aldeia, distribuia toda a sua reforma aos filhos e à neta.. dar... sempre dar! E então aprendi que dar era o valor maior da vida! Dar... dar... dar!

Na minha adolescência, senti que tinha de ser útil e dar. Então com um grupo de amigos, fundámos uma conferência vicentina, que tinha o nome de Conferência Vicentina de Jovens de São Gens. E desde logo, começámos, através do dinheiro que angariávamos nos nossos eventos, a ajudar a população mais carenciada da cidade. Desde cedo me habituei a levar comida aos mais pobre, a cantar no lar de idosos, a fazer teatro nas paróquias, a animar a malta mais desmotivada com a vida, a pagar as contas em atraso de famílias numerosas, a levar fraldas a adultos com necessidades especiais... enfim, dar, sempre dar!

E isto foi MAU! Muito mau! Porque o hábito de dar, por muito grandioso que seja, é prejudicial quando damos de mais... a mais... sempre mais! Porque se torna um vício e não um valor! Porque nos corre no sangue como uma necessidade à nossa vida e não como benção que temos nas mãos!... E foi nesta minha vida que nunca aprendi a receber. Receber uma oferta de alguém, um jantar pago só porque sim, um elogio sincero, um abraço, um "gosto de ti", amor por puro amor, a casa de um amigo para passar férias, enfim... uma panóplia de coisas tão simples, mas tão importantes, como o facto de receber!

Por exemplo, demorei 30 anos a saber aceitar/receber um abraço. Lembro-me que o meu primeiro abraço (digo, verdadeiro abraço e sentido realmente como tal) foi de um colega meu de trabalho, que tinha o dom de abraçar! Lembro-me do sítio, da situação, da hora... foi numa despedida, em que ele ia trabalhar para outro país. Deu um abraço a todos os colegas e eu fiquei desconfortável. Desconfortável, como quando recebia um elogio ou um "gosto de ti"... Aceitar o abraço era díficilllllllllllllll...

O tempo foi passando... as experiências foram chegando... a aprendizagem entrando devargazinho no meu coração, de que é muito mais grandioso receber de forma grata, humilde e sincera, do que dar!

É neste projecto, que começo a aceitar que o receber, não pressupõe uma "hierarquia" mais inferior, ou uma necessidade "real"... Receber faz parte da vida, tal e qual, como o dar... o olhar, o sentir, o cheirar, o amar! E para amar, temos sempre que receber, para que amemos de verdade e para que possa valer a pena!

Díficil.... mas estou a aprender!

http://www.youtube.com/watch?v=D9U0FZlX2EM&feature=related

terça-feira, 27 de março de 2012

Prós e contras de mudar

Estava eu no sossego do meu lar, no facebook (está claro) quando uma amiga minha me diz para ligar a tv... Ligar a Tv??? Ora se não tenho canais!... eheheh... mas tenho computador com ligação à net onde vejo os canais iguaizinhos à Tv sem pagar mais por isso. Por isso, liguei-me à tvtuga e pûs-me a ver o programa que ela me tinha aconselhado: "Prós e contras - o ânimo da nação" (Ver em http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/pros-contras/?k=1-parte-do-Pros-e-Contras-de-2012-03-26.rtp&post=38876)

E que vi eu? Nada de mais... ora tudo o que estavam a dizer já eu ando a dizer à muito tempo: "a crise é de valores e não económica", "as pessoas andam sedentas de mudança", "o país precisa de um projecto que abane o povo", etc etc... só não percebo porque é que o Believe e os seus belivadores não foram convidados para o programa!...

Não sei como explicar... e acho até que sei explicar pior do que os belivadores que conheço, mas este projecto é mágico... Outro dia, uma pessoa disse-me: "Andresa desde que estou no projecto, sinto muito menos a crise e o mundo parece-me muito mais mágico e perfeito". Outra pessoa também me segredou: "Não sei como fazes isso, mas escolhes a dedo as pessoas do teu projecto, são todas tão boas e fantásticas." (A questão é que eu nem as escolho... lolol... elas vão chegando!) E foi aí que percebi que os belivadores são mesmo a cereja no topo do mundo!

E é engraçado que ao falar com pessoas ligadas ao projecto e desligadas dele, a conversa é tão diferente.... os primeiros, dizem-me que o mundo está melhor, que têm esperança, que a crise é uma consequência e uma oportunidade de mudança para melhorar o mundo das crianças de hoje. Os outros, dizem-me que a vida está díficil, negra, complicada, que se preocupam com o futuro dos filhos... "Mas" - perguntam vocês - "Não vivem todos na mesma realidade?" "Vivem!" - digo eu - "Mas não vivem com as mesmas lentes... As lentes azuis à Believe faz com que a vida seja mais leve, mais fluída, mais esperançosa, mais feliz... Mostra que o que acontece, acontece porque assim o tem de ser, porque é o caminho para um novo mundo e melhor!" Eu costumava dizer ao meu ex-marido "Não sei para onde vamos, sei que é díficil, mas vai valer a pena!" E valeu.... e vale! Vale sempre quando a alma não é pequena... e é lusa! E é Portugal!

Como faço isso?! Não sei... aliás, nem sei como tive esta ideia, das trocas, de mudar de vida, de tudo me correr tão mágico... a sério que não sei! Quando me dizem como é possível eu fazer trocas, arranjar gasóleo e comer... já não sei! Começo a não me preocupar com isso e a perceber que tudo flui quando tem de ser! A minha vida de trocas é um pormenor no meio de isto tudo! O que interessa, sim, são as pessoas que vejo a sorrir, as pessoas a ajudarem-se umas às outras, a encontrarem a sua cara metade, a distribuirem o que têm a mais, a ficarem felizes por serem felizes... a viver.. a ser... a acreditar!

"Mas a ideia foi tua!"- dizem vocês! Na realidade acho que não... http://www.youtube.com/watch?v=1S7f_lwlRpk

domingo, 25 de março de 2012

Parabéns Life

Pois, é neste dia que eu faço anos (mas isso está toda a gente fartinha de saber)... e foi também neste dia que recebi das prendas mais deliciosas de sempre.

A listar:
. A primeira feira no Porto e em Coimbra
. Feira no Porto até fez um bolo a dizer Believe...  azul e tudo com estrelinhas! Tiveram parcerias com empresas, lanche comuntário e até me ligaram a cantar os parabéns em directo e a "cores"
. Feira de Coimbra, uma das ajudantes da feira, foi uma menina de 9 anos e escreveu vários papelinhos para distribuir: "As trocas podem suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância", "O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor." "Se você tem uma laranaj e troca com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja, Mas se você tem uma ideia e troca com outra pessoa que também tem uma ideia, cada um fica com duas."
. Plantei a minha primeira árvore (amendoeira) no Parque de Monsanto ao pé do Auditório Alfred Keil com a Associação "Plantar um árvores" com direito a enterrar um papelzinho com um big desejo
. Pic nic com a minha afilhada do coração
. Sementes para plantar comida verdadeira
. Objecto mágico que foi devidamente "energizado" em ambiente de sonho :)
. Comida para a minha cadela e gatos
. 4 bolos de aniversário deliciosos
. Fazer uma performance com o meu grupo de teatro
. Os meus amigos "reais" misturarem-se na feira de trocas
. "Mil" pessoas diferentes num ambiente aconchegante e adrenalinico
. Chocolates a lotes
. Jantar fora à troca
. Conversas pela noite fora na margem do rio Tejo com vista para a 25 de Abril iluminada, cheia de novos amigos
. Amanhecer com a minha cadela na minha praia favorita

Muito grata por me fazerem sorrir neste meu dia!

E aqui fica uma prendinha que me deram: http://www.youtube.com/watch?v=-btl654R_pY

P.S. A foto já tem uns 32 anos mas como a achei muita actualizada e como ainda não tenho as fotos da feira e da festa, achei que se adaptava perfeitamente ao post.

sábado, 24 de março de 2012

101 coisas em 1001 dias

Foto by Isabel Figueiredo
Desde sempre tenho a "mania" de fazer listas intermináveis com coisas a fazer... é na passagem de ano, no dia de anos, nos meus desejos de futuro... enfim, tenho esta mania de pôr tudo por itens e por escrito, para um dia voltar lá e observar o ponto de situação. :)

Há coisa de um ano (5.5.2011) encontrei um site (http://dayzeroproject.com/), no meu ver super interessante, para programar a nossa vida, (nem que mais não seja ao nível do nosso desejo) a curto-médio prazo. O interesse deste site, não é tornar público as nossas intenções, mas sim ser um facilitador do caminho que pretendemos fazer ou onde queremos chegar. Ou seja, listamos 101 coisas que gostaríamos de fazer nos próximos 1001 dias. Logo, a minha lista termina mais coisa menos coisa em Dezembro de 2014.

Hoje, ao fazer o ponto de situação da minha vida (isto porque amanhã faço anos e gosto sempre de fazer o ponto de situação) percebi que muitos dos meus objectivos delineados em Maio passado não fazem mais sentido (ex. colocar cremes anti-celulíticos diariamente, não deixar acumular roupa para passar, ir ao ginásio 3 vezes por semana, juntar 5000€, colocar os canais na TV, entre outros) pois a minha vida tem vindo a mudar quase que drasticamente... Também verifiquei que muita coisa já consegui concretizar, tal como: ter um estilo de vida mais saudável, mudar para um "emprego" mais enriquecedor pessoalmente, passar mais tempo com a minha cadela, conduzir de forma mais calma, fazer teatro comunitário, fazer uma sessão fotográfica, forrar as almofadas do sofá... entre outras! No total, das 101 coisas já consegui fazer 30!

Outras coisas me faltam realizar... muitas delas que julgo serem muito mais fáceis de se concretizarem, desde que estou no projecto: aprender a falar melhor inglês e francês, aprender a nadar melhor, mudar o estilo de alimentação (vegetariana ou macrobiótica), plantar uma árvore, deixar crescer o cabelo até meio das costas, plantar salsa e coentros em casa, ter plantas lindas e vicosas, ter uma cama de rede e uma lanterna marroquina, acampar de forma selvagem, dormir ao relento na praia, aprender a utilizar o photoshop, andar no eléctrico que liga Sintra às praias... bem, um sem número de coisas!

Como sonhos, ainda por concretizar, continuam a ser: visitar Índia, Marrocos, Barcelona e Argentina, andar de balão de ar quente, fazer paintball, mudar para uma casa em Lisboa com terraço, ir ao Moulin Rouge, ir à Ópera, rebolar no relvado do Parque de Monserrat, ir ao futebol (independentemente do clube, mas num jogo em que possa sentir toda a adrenalina do povo... lololol)!

O que é giro pensar, é que actualmente tenho ainda mais sonhos, do que quando elaborei esta lista e por outro lado, tantos outros se realizaram de forma mágica! De entre os que se realizaram e que eu nem sonhava foram: andar de bicicleta, conhecer imensa gente que nunca pensei em conhecer, ir à tv ser entrevistada, ajudar as pessoas a mudar um bocadinho a sua forma de ver o mundo, voltar à escola a dar motivação aos alunos, tornar-me mais ecológica, não ser escrava da minha agenda toda marcadinha com um sem número de coisas para fazer, viver a vida um dia de cada vez...

E como novos sonhos futuros, (agora que estou quase a fazer anos e que podemos pedir tudo o que quisermos) tenho os mesmos três de quando era criança:
- todos serem felizes à minha volta
- todos sorrirem
- e o mundo ser cor-de-rosa (ou neste caso, azul)

Bem... também queria ficar com o meu carro todo pago, deslocar-me sem precisar de comprar gasóleo, ter àgua, luz e gás de forma gratuita e poder viajar pelo mundo todo com a minha cadela a propagar a ideia de que todos podemos fazer um mundo novo, azul e muito melhor!

domingo, 18 de março de 2012

Eu sou troquiana

...mas no futuro quero ser flexitariana!

Eu explico!

Outro dia estava a falar com um amigo e perguntei-lhe se ele era vegetariano e ele disse-me: "Sou flexitariano." "Quêêêêê?" - Disse eu! E ele lá me explicou: "Sou flexitariano, ou seja, vegetariano por base, mas abro excepções na carne e no peixe quando viajo para outros países posso provar iguarias locais, desde que sejam regionais e verdadeiramente biológicas!" AMEI!

Eu... desde que comecei o projecto, tenho o sonho de "voltar" a ser vegetariana. Já o fui durante uns 6 meses e foram os meses em que mais me senti bem comigo, com o meu corpo e cheia de energia (ainda mais)...

E, as coisas que eu descobri sobre regimes e formas alimentares!?!?!? Existe o: flexitarianismo, o semivegetarianismo, ovolactovegetarianismo, lactovegetarianismo, ovovegetarianismo, vegetarianismo semiestrito, vegetarianismo estrito... a macrobiótica, o regime de alimentos crús, o regime dos líquidos, o "comer sol"... bem, um sem mundo de escolhas! Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vegetarianismo e http://pt.wikipedia.org/wiki/Macrobi%C3%B3tica


Nome da dietaCarne vermelha e suínaCarne brancaOvosLaticíniosMel
SemivegetarianismoNãoSimSimSimSim
OvolactovegetarianismoNãoNãoSimSimSim
LactovegetarianismoNãoNãoNãoSimSim
OvovegetarianismoNãoNãoSimNãoSim
Vegetarianismo semiestritoNãoNãoNãoNãoSim
Vegetarianismo estritoNãoNãoNãoNãoNão


Espero não ter andado a dar por aqui informações erradas... mas tudo isto para dizer, que sei e quero mudar o meu regime alimentar. Mas, como neste momento estou dependente das trocas, acho que o meu regime é mais troquiana... parece que sou do regime da Troika... ehehehe... ;)

Acho que não consegui ser mais do que 6 meses vegetariana, porque dá um certo trabalho! Temos de conhecer bem os alimentos, saber como os temperar e confeccionar, fazer escolhas equilibradas e saudáveis... e por isso, espero que a minha ida para as comunidades seja realmente uma lufada de ar fresco para a minha alimentação, a nível do meu bem estar, mas já agora, a nível do meu emagrecimento, de pelo menos 11 kilos!

... mas gostei do termo do Flexitarianismo... fez-me lógica pensar que posso ser flexível em ocasiões específicas e diferentes... sem radicalismos e extremos! Gosto e aprovo! Como em tudo na vida, flexibilidade é o que está a dar.

E já agora vou-vos contar duas histórias sobre regimes alimentares e afins:
- no meu segundo casamento, o meu marido queria tornar-se efectivamente vegetariano... e eu, que como já sabem, era uma "imberbe" e a modos que "quadradona", dizia que o vegetarianismo não dava para educar famílias, não era completo, nem real, nem saudável. Mal eu sabia que a maior parte das pessoas que segue este regime alimentar raramente está doente ou frequenta o médico...
- outro dia, senti-me a mais vegetariana do mundo a comer carne... Ora eu explico: não é que levei para o meu almoço de um evento maioritariamente vegetariano, maranhos?!??! E perguntam vocês: "O que são maranhos?" Eu explico, maranhos é um enchido da zona de Castelo Branco (onde eu vivi), feito de bucho de cabra com arroz, carne e hortelã lá dentro... é delicioso, mas é, sem dúvida, um atentado a qualquer vegetariano que se preze... E eu, senti-me uma verdadeira vegetariana ao contrário, pela minoria que representava! Realmente, trocar de papel é uma experiência, lixada! :(

http://www.youtube.com/watch?v=ACRRRnoN6nQ (Escolha do DJ White Cosmic Wind)

terça-feira, 13 de março de 2012

E tudo começou com:

. 1 molho de grelos
. 11 conjuntos de lençóis passados
. 3 sonhadeiras

Ora estes são os ingredientes para fazer um projecto chamado Believe. Eu explico:

. 1 molho de grelos = Banco do Tempo:
Fui voluntária do Banco do Tempo (http://www.bancodetempo.net/)... e achei a ideia fantástica!!! Quando me inscrevi tive uma empatia fenomenal com a entrevistadora, que hoje é minha amiga, porque durante a entrevista, à medida que eu ia falando ela ia dizendo: "Acho que vamos ser amigas!" E somos... mas além disso, fiz também uns pedidos no banco do tempo: uns trabalhos de electricidade e lavar as janelas, que odeio! Ora foi aqui no lavar as janelas, que dei de caras, com umas das "belivadoras" mas assíduas do projecto... Apareceu-me cá em casa, uma pessoa que não conhecia de lado nenhum, mas super bem disposta, altruísta e voluntariosa com um molho de grelos! :) E disse-me: "Não sei se gosta, mas como trouxe a mais da aldeia, lembrei-me de si." Achei fenomenal! No meio do suburbanismo de Lisboa, receber um molho de grelos caseiros à troca de lavar uns vidros, que bom! E pensei: "Adorava que Lisboa fosse como uma aldeia!"

. 11 conjuntos de lençóis passados = Troco 1 hora:
Fiquei tão maravilhada com estas trocas do Banco do Tempo, que o que eu queria era passar a vida a trocar. Contudo, o Banco do Tempo tem os seus procedimentos e nem sempre era possível acompanhar as minhas "urgências" trocadeiras. Assim, lembrei-me de fazer um grupo similar no Facebook apenas para os meus amigos. E tudo começou, quando uma amiga minha se ofereceu para me passar 11 (sim, leram bem) conjuntos de lençóis (logo 22) à troca de a ajudar na mudança da casa dela! Assim foi! Ficámos super mega felizes por sermos tão úteis uma com a outra!

. 3 sonhadeiras = Terra dos Sonhos:
Ao mesmo tempo, eu também era voluntária na Terra dos Sonhos (http://www.terradossonhos.org/) com mais duas amigas, com uma equipa de sonho, intitulada "As 3 Sonhadeiras" (Como os 3 mosqueteiros). A Associação Terra dos Sonhos realiza sonhos a crianças e jovens com doenças crónicas ou em situação carenciada e idosos. Na Terra dos Sonhos, o lema é: "Se és capaz de o sonhar, és capaz de o fazer." (Walt Disney)

E foi aí, que pensei que podia fazer um cocktail "molotoff".... trocar as voltas ao mundo, fazer sopa de grelos pela vida fora e viver numa Terra de Sonhos chamada Believe.*