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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Trocar (de escova de dentes) é o que está a dar!

  
Geralmente as pessoas têm ideia que todos os dias faço trocas... pois bem, viver de trocas é diferente de trabalhar por vários motivos:
1.º não se faz todos os dias a mesma coisa
2.º só se faz trocas quando se precisa e não para amontoar valor (bens, produtos ou serviços)
3.º às vezes recebe-se o pagamento da troca antes do o fazermos, depende dos timings da troca propriamente dita e do que se combinou com a pessoa com que trocámos
4.º fazer trocas, dá trabalho e gasta-se tempo... e para mim, as trocas devem ser muito poupadas... fazer apenas quando se precisa de alguma coisa ou quando se quer ajudar alguém
Assim sendo, há dias que não faço trocas... há dias que só escrevo no blog, actualizo o meu site, preparo o programa de tv, coordeno a casa de trocas de Torres Vedras e pronto! Outros dias há que trabalho dia todo a fazer trocas... e mais trocas e reuniões e tal!!!
Cada vez mais, faço trocas pelo prazer que dá... pela adrenalina que dá conseguir uma determinada troca em determinado lugar... ou por ter uma necessidade... ou porque preciso mesmo de comer e de me deslocar... mas como não preciso tanto de roupa e sapatos... essa parte, faço menos trocas! Mas o que me dá mais prazer trocar, é com projectos em que belivo!
E este foi um destes projectos: o Ecoescovinha! (ver mais em https://www.facebook.com/Ecoescovinha?fref=ts) O Ecoescovinhas é nada mais nada menos do que um projecto da ideia da Clinica Especialdente (ver mais em https://www.facebook.com/clinica.especialdente?ref=ts&fref=ts e https://www.facebook.com/moms.associacao) que ajuda a se transformar as escovas de dentes usadas, depositadas num ecoescovão, em bancos de jardim! :) Há várias sensibilizações na escola e os miúdos ainda recebem kits de escovas de dentes! Grande troca, hém?!
Pois bem, eu senti-me uma miúda também! Tive direito a uma consulta de higiene oral com conselhos e tudo... em troca de ter ajudado este projecto a ser mais sustentável ao nível da angariação das caixas dos Ecoescovões e também na divulgação do projecto!
Bem... foi maravilhoso saí de lá com um novo sorriso... a saber a framboesa e limão!!! Hummmm.... :)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

... a tornar-me vegetariana (no fundo... no fundo)

Nos últimos dois anos, comecei a tomar percepção do que é comer carne... e peixe... bem, com as trocas, raramente conseguia carne e peixe... a não ser pessoas que tinham hortas e que me trocavam frango... ou uma possibilidade que um dia tive, de trocar com um amigo de uma ex-aluna minha, peixe, porque ele era pescador! Mas como ele morava em Setúbal, nunca efectivei a troca!!! O que é certo é que carne e peixe é algo mais difícil de ser trocado, do que legumes e frutas.

Bem, a bem dizer nunca fui daquelas apreciadoras de carne, que não vivem sem um bom bife com ovo estrelado e batatas fritas... Eu sou mais: ovo e batatas fritas... muitas!!!! :) Mas há coisas que sempre gostei: um hamburguer com "carne verdadeira", bacon, chouriço, pepperoni, bife de frango ou peito... e pouco mais... Vaca e porco é algo que há muito tempo não comia, excepto o bacon e o chouriço... lololol... 

Mas também vos digo que fui deixando de comer carne, mais porque não a tinha, do que propriamente por convicção ética. Contudo, ao longo do tempo, e já lá vão quase 2 anos, acho que me fui desabituando da carne.. e do leite de vaca, por exemplo. Claro que não resisto a um bom mozzarela ou um iogurte (então se for grego... ui... não resisto mesmo), mas o que é facto é que o meu paladar se foi modificando e é engraçado que não fui notando... até começarem a acontecer alguns pormenores, que passo a citar:

. O facto da minha cadela ter matado duas galinhas na Quinta do Luzio... Impressionou-me muito! Não pela questão de as matar, mas porque no caso da segunda galinha, que não morreu logo... vi nos olhos dela, muito aflita, quase como que um ser humano a pedir ajuda. Tive uma sensação de que a galinha tinha sentimentos... de compaixão... de perdão... eu sei lá!!!! Naquele momento, quase que fiz uma jura a mim mesma, ali ao pé da galinha que não comeria mais "bichinhos"... contudo... passadas umas semanas comi frango assado.
. Quando estava a comer o belo do frango assado, comecei a tomar noção do que estava a fazer... sem mais nem menos, a comer um cadáver... um tal animal parecido com a tal galinha... por outro lado, ao ir comendo a galinha só pensava numa frase que outrora um amigo que havia dito acerca da sua razão para ser vegetariano: "todos os animais que comemos são sempre filhos de alguém"... Bem, esta frase põe-nos com um certo nó na barriga, né?
. Ontem alguém levou para um seminário, uma dita tarte de legumes, feita por um supermercado. Fiquei contente: "Uau, quiche de legumes"... mas ao colocar alguns pedaços da fatia na boca, senti um certo sabor a carne... algo entre o rançoso e o "não natural"... e digo-vos que a tarte não estava nem de longe nem de perto estragada... sou eu mesmo que me desabituei do sabor.
. No supermercado biológico onde faço trocas, tenho comprado à troca, leite de arroz... sim, porque o leite de soja sabe-me a cereais e eu não aprecio e porque também já ouvi um cem número de coisas acerca da soja trangénica (já não se pode confiar em nada... livra)... Assim, apesar de mais caro, "compro" o dito leite de arroz e adoro.. só que outro dia, fui a casa de um familiar e só havia leite de vaca e lá fui eu beber........ Uiiiiiiiiiiii que sabor a gordura!!! Definitivamente, não consigo beber mais leite!!!

Por estes e outros factos, parece-me que cheguei ao ponto de dizer que estou em breve, definitivamente vegetariana... não, porque assim o decidi, mas porque o meu organismo começa a não aceitar este tipo de alimentos... e digo-vos deixa-me mesmo muito feliz! Sei que tenho de compensar as proteinas e tal... mas com a minha companheira de casa, que estuda naturopatia, é mais fácil do que parece... porque ela dá-me cada aulaaaaaaaaaaaa... ui... nem imaginam!! Ela é mesmo boa!!! :) Eu é que não tenho coragem (ou ainda não me caiu a ficha) de fazer tudo o que ela me diz!!! Mas que ela é saudável e bem constituída, lá isso é!!!

Acho que estou definitivamente num percurso sem volta... não que nunca mais volte a comer carne... e penso que mesmo assim, o peixe vou continuar a comer... mas pelo menos, é-me mais fácil entender a necessidade e a razão da não introdução da carne na nossa dieta alimentar... não só pelas razões de saúde, mas também pelas razões ambientais... e por fim as razões éticas!

Pronto, só mesmo para partilhar isto convosco... e dizer-vos que me sinto feliz por isto que ando a sentir... Agora só desejo com muita força que tal situação me aconteça face aos bolos, doces, gomas, gelados, chocolates e demais iguarias............... acham que chegam uns 22 anos para me cair a ficha e deixar de gostar do sabor doce na boca?! LooooL... 

Não percam este vídeo... uma verdadeira lição de vida, de uma criança que "nasceu" com consciência de vegetariana... Novo mundo? http://www.youtube.com/watch?v=8WBMhndyJ-w

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Trocas no Agualva-Cacém

A foto que aqui vêem foi tirada numa das avenidas mais famosas, boas e importantes da minha vida: a Avenida dos Bons Amigos, na Agualva (Cacém)! 

Famosa, porque é a avenida que todos conhecem se já ouviram falar do Cacém; boa, porque é bom ter amigos e importante, porque foi aqui que jornal "O Público" fez o artigo que me deu mais visibilidade. Por isso, Agualva só tem coisas boas, até agora!!! Ehehehe... 

E é por onde eu ando nestes dias!

Com o pouco dinheiro que tenho ando a poupar no gasóleo e nos transportes e nesta minha nova perspectiva estou a tentar tornar-me mais sustentável utilizando os recursos locais. Por isso, esta semana já andei a fazer a vistoria à freguesia e pelo menos descobri uma coisa óptima!

Hoje fui passear com a minha cadela e uma amiga, no parque verde com a ribeira a correr, com belos patinhos (patos real, atenção!) e a minha amiga descobriu que o parque tem hortelã, pelo que apanhei alguma e fizémos um belo chá! 

... pois, têm-me dito que apesar dos produtos serem biológicos (tal como a hortelã de hoje ou as alfaces de ontem), os vapores dos carros não é muito bom, contudo, pensando bem, deve ser melhor do que os químicos todos que estas coisas têm se comprarmos no supermercado não? Já para não falar quando vêm da Conchichina!

...

Pessoal, eu ando a mil... cheia de ideias e projectos... estou feita "run... run... run... to the (r)evollution!" http://www.youtube.com/watch?v=Q2wneBVssPc

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Comprei um carro por 1 €

Ora bem... Já estou farta de dizer que quero vender o meu carro, que é novinho em folha (apesar de já ter 2 anos e muitos kilómetros) para não ter de continuar a pagar as mensalidades. Porque já estou mesmo a ver que se não conseguir arranjar o dinheiro mensal para as prestações do carro ou se não o conseguir vender, terei mesmo é de ir trabalhar para o pagar... e como trabalhar ainda não está dentro dos meus planos, tenho mesmo de arranjar uma solução até ao final do ano!!!...

Vai daí, o melhor será mesmo vender o carro! Mas se julgam que vou andar sempre a pé ou que vou andar de bicicleta daqui até à Conchichina (se bem que tenho de começar mesmo a andar mais de bicicleta), estão muito enganados!!! Pois comprei um carro por 1€!

É um Renault Twingo e tem mais de 11 anos, mas não me importo nada com isso, porque na verdade ele é lindo, tem um tecto que dá para ver as estrelas e é AZUL! E isso é um pormenor muitíssimo importante!

Agora fora de brincadeiras! Este meu Twingo é revolucionário, porque apesar de gastar gasolina como todos os outros carros, desloca-se a HIDROGÉNIO! E por isso, é totalmente ecológico e muito mais poupado! Só para terem uma ideia ele em vez de deitar aquele fumo horroroso do tubo de escape, deita vapor de água. Não é fantástico!?!?!?

Ora comprei este belo exemplar, único em Portugal e que foi feito em tese de Doutoramento pela empresa Tecnoveritas (ver mais http://www.tecnoveritas.pt/pt/) para ver se um dia mais tarde me torno totalmente sustentável ao nível da minha deslocação. Para isso, preciso de 3 coisas:
- bate-chapas, para me arranjar o carro, uma vez que ele tinha sido acidentado e não podia andar (mas já arranjei e já está a ser arranjado)
- peças para substituir as que estavam estragadas (mas também já arranjei)
- parceiros para me ajudarem na homologação (isso é que me falta, pessoal que queira ajudar a homologar o carro e a ajudar no design e também na possibilidade de haver bombas de hidrogénio por aí)

Bem, mas porque quero este carro maravilhoso!??! Bem, por muitos motivos, mas essencialmente porque me quero tornar sustentável e mais ecológica e mais poupada e depois, porque eu adorava (quando não pagasse nada por combustível) tornar o meu carro num carro de boleias à troca. Ou seja, eu dava uma boleia e em troca o pessoal que a usufruisse me dava alguma coisa à troca! Era engraçado não era? Até podia fazer um site a dizer as minhas movimentações para dar boleias por aí!

Bem... por enquanto, vou sonhando em vender o meu carro e pedindo parcerias para fazer deste carro um sonho possível!!! http://www.slideshare.net/BelieveinPortugal/believe-be-car

sábado, 20 de outubro de 2012

Costura permaculógica

Hoje dei a segunda parte da palestra, que fui dar no sábado passado... e este parágrafo é mesmo só para vos dizer, que em vez de ser tentada a comer novamente McDonalds, decidi por um almocito delicioso da Go Natural! Lá comi a minha sobremesa preferida de Mascarpone... maravilhosa!... E no fim, fiquei muito mais bem dispostinha, porque não fiquei enjoada como da outra vez! Contudo, não me livrei de todo ao Sr. McDonalds, porque um dos ouvintes comprou 2 tartes de maçã, pelo preço de 1 e quis-me dar 1 à troca de um abraço. Irrecusável, né? :)

...

Não sei se já ouviram falar no termo de "costura permaculógica"... e é óbvio que não, porque foi hoje inventado por mim e pela minha mestra de "costura permaculógica". Pois bem... a troca de hoje, foi um serviço/aula de costura por um serviço de coaching belivador. Ou seja, usufrui um dia de "costura permaculógica" por ensinar a viver de trocas, porque é o sonho da minha mestra! "E o que é costura permaculógica?" - perguntam vocês. "E perguntam muito bem" - diria eu!

Pois bem, a costura permaculógica tem 4 príncipios: reutilizar, reciclar, restaurar, reduzir (ver mais em hhttps://www.facebook.com/groups/421928531190531/?fref=ts) E foi isso que hoje fiz. Peguei em 2 saias que não usava e 1 camisola que não me se servia e fiz uma belicíssima túnica, que é mesmo a minha cara! Apesar de ser vermelha (não tinha roupa azul para reutilizar, né?) Bem, a dizer a verdade eu só descozi, alinhavei e decorei... porque a minha mestra fez todo o outro trabalho!

Durante a aula de costuma permaculógica, ainda tive um tempinho para aprender a costurar numa mini-máquina de costura que a minha mãe me tinha dado há uns tempos e é mesmo a minha cara!!! Quando eu era pequena podia ter aprendido costura e tal, mas não tinha "jeiteira" nenhuma e a verdade é que as vezes que tentei, parti montes de agulhas! Mas hoje,  enchi-me de coragem e como não tive medo da mini-máquina e da mini-agulha lá fui eu!

Em troca desta nova/velha túnica, a minha mestra pediu-me que eu a ensinasse a viver de trocas, pois é o sonho dela! E a bem dizer, como isto é a minha vida, é uma troca que tenho todo o prazer em fazer, né???

A minha mestra também me contou que aprendeu a costura, quase em jeito de troca, pois teve aulas através de um grupo de mulheres, que a nível informal, pediram um espaço à Junta de Freguesia de S. José em troca de darem cursos aos habitantes da freguesia e fazerem pequenos trabalhos de forma gratuita ou mais económica. E isto foi há 3 anos... estão a ver como elas eram umas visionárias!?!!? :)

Por outro lado, ainda jantei na casa dela, umas pataniscas de bacalhau, que não comia há séculos e à troca lavei a loiça... Também recebi sorrisos... e muita conversa, muitos sonhos belivadores e muitas gargalhadas... A maioria do tempo estivémos as duas a pensar como seria fantástico viver de trocas e a sonhar com esses tempos que temos tanta urgência de viver!!!

E pronto... o meu dia foi assim! :) Duas belivadoras sonhadoras... já com asas, prontas a saltar no seu belivanço!!! * http://www.youtube.com/watch?v=2Z4W_hUWgOc


domingo, 7 de outubro de 2012

Sem papel não há fritos!

Cá em casa, há muito tempo que não uso: guardanapos, rolo de cozinha, toalhitas de limpeza (vidros, madeira, multi-usos), toalhitas corporais, toalhitas auto-bronzeantes, lenços de papel, toalhitas desmaquilhantes, toalhitas de limpar o chão com esfregona apropriada, toalhitas de papel para ter na sala se caísse alguma coisa para o chão, toalhitas para limpar sapatos ou demais materiais derivados do papel para limpeza da casa ou de higiene pessoal! Como já disse num post anterior, a única coisa que ainda por cá prevalece é mesmo o "Senhor" papel higiénico! Mas tem os dias contados... assim espero!

Ora bem, isto tudo para vos dizer que eu, no meu antigamente, era uma viciada em todos estes produtos derivados do papel, que vos acabei de descrever e por isso, viciada também em não ser nada ecológica, nem poupada, nem saudável, nem sustentável! Percebi que com a minha vida a caminhar para a simplicidade, pode-se usar na maior parte dos casos, um tecido para todas estas coisas! E o tecido pode pura e simplesmente lavar-se de seguida! Claro que há coisas que deixei de usar totalmente, como as toalhitas bronzeantes ou as de limpar o chão, ou para limpar sapatos ou para me desmaquilhar! Bem........... a quantidade de coisas que foram inventadas só para gastarmos dinheiro, não? Digo-vos, das coisas que me dava mais prazer a comprar, eram mesmo este tipo de coisas de usar e deita fora, de "fast-uso", de "pensamento-bloqueado" para a ecologia... Adorava ir a hipermercados e ver o corredor da parte da higiene para casa, só para trazer uma data destas coisas para experimentar... sem contar também com os cheiros que se colocam 24h na ficha eléctrica de mil e um aromas! Algo que hoje, nem o cheiro consigo suportar, nem a suportaria a conta da electricidade com esse gasto acrescido!

Bem, mas isto tudo para vos dizer... que como a falta de papel (e não só a falta de papel - cheta) nesta casa abunda, quando dou por mim a meio de fritar uns calamares, tive a seguinte clarividência: "Não tenho papel para os ensopar, e agora?" Pois é!... A única solução era o belo do papel higiénico!... Não foi preciso, porque a minha colega de casa deu-me um guardanapo dos dela... mas eu fiquei a pensar naquilo... "Ora faço fritos, preciso de papel de ensopar... contudo, frito não é lá muito saudável, nem muito ecológico né? E isso alia-se a ter de comprar o papel que também não é muito ecológico nem poupado, né?..."

E foi com este pensamento, que me pus a matutar, que tudo está ligado!!! Não podemos querer ser ecológicos, sem sermos poupados... ou saudáveis sem sermos ecológicos... ou poupados sem sermos saudáveis... tudo está mesmo, misteriosamente e deliciosamente misturado! E isso é bom... começo a perceber, que quando se muda uma parte, todas as outras vêm por arrasto... pois só assim, se muda de forma integral! 

Os fritos vão terminar nesta casa... ai se vão! É que o alimento importa mesmo... e a forma como é feito também! http://www.youtube.com/watch?v=i8FyLcj0d2I&feature=related

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O problema é o papel higiénico

Ah pois é! Tudo devia ser ecológico, económico, sustentável, durável, saudável, prático e simples... como o Mooncoup. Para quem não conhece o Mooncoup, como eu não conhecia, o Mooncoup é um copo menstrual, logo, um objecto de uso feminino. (ver mais em http://www.mooncup.co.uk/) Estou há alguns dias a pensar se devia ou não falar deste assunto no meu blog. Porque realmente não é um assunto assim a modos que muito público (sendo até algo privado e íntimo) e não se pode dizer que seja uma coisa assim de utilidade "pública". Contudo, a maior parte dos meus posts também não são de utilidade "pública" e eu escrevo-os. Depois, porque quando acabei de ler o livro "Dormir nú é ecológico", verifiquei que a autora, falou um capítulo inteiro sobre a sua experiência com o Mooncoup e apesar dela falar das suas sensações com a utilização do dito copito, achei que o capítulo foi de interesse público, pelo menos para o público que sou eu. Por isso, decidi falar sobre ele. Não decidi falar sobre a minha experiência com o dito cujo, porque isso é a modos que íntimo (apesar de poder proceder a opiniões e esclarecimentos por emails às leitoras femininas do meu blog... eheheheh... ), mas porque estou tão maravilhada com o facto de o usar, que acho que a maior parte das coisas que usamos na vida, deviam se assemelhar a ele!

Pois é, o Mooncoup é muito mais prático que um tampão, muito mais higiénico que um penso, muito mais durável do que tudo isto junto (porque dura uma vida), muito mais económico (porque volto a dizer, dura uma vida), muito mais ecológico do que tampões e pensos juntos e muito mais simples! E foi depois desta minha experiência com o "copo lunar" mais fantástico de todos os tempos, face ao stress menstrual mensal, que pensei que tudo na vida (pelo menos no que toca a higiene) devia ter uma solução como o Mooncoup.

Fiz uma retrospectiva rápida no meu dia-a-dia face a produtos de higiene e constatei, que ao contrário das mil e uma necessidades que tinha no passado, neste momento preciso apenas e só do seguinte:
- sabão azul e branco para o cabelo e para o banho: ainda não uso o belo do sabão, porque ainda tenho muitas amostras de shampôo e de gel de banho para gastar que vão dar até ao final do projecto, contudo, já estou convencida que não há nada mais saudável e higiénico do que o belo do sabão. E com a vantagem que também se pode lavar com ele, a roupa, a loiça e fazer mais algumas limpezas domésticas. É o chamado "Tudo em 1". A quantidade de shampôos e cremes e máscaras que eu usava... ui..........
- mooncoup: em substituição de pensos e tampões, nada melhor, mais prático, económico e higiénico
- desodorizante: apesar de toda a gente me explicar que os desodorizantes fazem muito mal, principalmente os anti-transpirantes porque fomentam o cancro da mama, ainda é algo que não deixei de usar. Também tenho a opção de usar, o desodorizante que fiz na comunidade das Caldas da Rainha, com azeite e canela, mas como preciso de muitos ingredientes para o fazer, não se torna muito económico. Contudo, falaram-me de um cristal que dura mais de um ano. Nunca o experimentei, mas já o vi e parece-me muito bem. (Ver mais em http://www.granja57.com/index.php?main_page=product_info&products_id=236)
- escova e pasta dos dentes: ainda tenho pasta dos dentes e escovas de dentes. A pasta dos dentes foi a minha prenda de anos da maior parte dos meus amigos, que me deu para estes meses todos... quanto às escovas dos dentes, quando fiz a limpeza da casa da minha avó, havia lá uma data delas fechadinhas e novinhas que me vão servir por uns tempos bons. Contudo, em breve, quero usar a escova de dentes iónica que também dura quase para toda a vida e é muito mais saudável do que a catrefada de pastas de dentes com fluór que por aí há. (Ver mais em http://www.halitopuroprodutos.com.br/halitose.php?codigo_produto=4)
- cremes deixei de usar pura e simplesmente: antes tinha cremes para os pés, para as mãos, para a cara dia, para a cara noite, para as olheiras, para os lábios, para o corpo, para as unhas e cutículas, exfoliante de corpo, exfoliante de cara, exfoliante de pés, máscara de cara, película de cara e mais trinta por uma linha... deixei de usar tudo. Estou sem borbulhas e sem rugas e a minha pele nunca esteve tão bem. Acho que não é só de não usar cremes, mas também porque bebo mais água e como melhor! Por isso, não há necessidade de nada de artificial como prevenção ou tratamento!
- desmaquilhante: como tenho deixado de usar maquilhagem não preciso de desmaquilhante, mas se precisar, já sei que o melhor mesmo é azeite virgem!

A única coisa que me é mais difícil de solucionar é mesmo o papel higiénico... Ora bem... isto é algo que me tem atormentado... No início do projecto, fazia muitas trocas com um amigo que me arranjava restos de papel higiénico de um hotel finíssimo que sempre que o cliente mudava de quarto e não acabava o papel higiénico, esse mesmo rolo ficava inutilizável, sendo que os funcionários o podiam trazer para casa. Era assim que eu fazia as minhas trocas iniciais: com os restos destes rolos do hotel. Neste momento já não faço estas trocas com o meu amigo. Assim sendo, muitas vezes, uso guardanapos de papel que ainda tenho, ou então partilho com outras trocas cá de casa, o papel higiénico da minha companheira de casa! Contudo, é algo que ando a matutar... o papel higiénico, neste momento é a "coisa" menos ecológica e sustentável que uso. Além de se ter sempre de comprar, não se poder reutilizar e não ser nada higiénico (já explico esta parte, ok?) começo a precisar de ter forma de me sentir autónoma com esta situação.

Vai daí, sempre que posso faço esta questão pelas comunidades que tenho vivido e numa delas, uma pessoa disse-me: "Eu não uso papel higiénico. Lavo-me sempre depois de ir à casa-de-banho. Não é nada higiénico, o papel higiénico. Ora vê: se tiveres o chão sujo, como fica mais limpo, se limpares com um papel ou se lavares com uma esfregona?" Bem, fiquei a pensar naquilo. Quando li o livro do "Dormir Nú é ecológico" soube que a rapariga teve as mesmas questões... e que era uma coisa que também "azucrinava" a sua cabecinha de nova ecologista. Pois é, ando aqui a pensar como fazer... por exemplo: com uma esponja (como soube que faziam numa outra comunidade onde estive), com uma toalha, ou com outro substituto de papel... Hoje, andei a pesquisar na net sobre isso e encontrei várias opções, ora vejam: http://manosguardanapo.blogspot.pt/2008/07/alternativas-naturais-ao-papel-higinico.html e uma outra, que me parece muito bem: http://forumdacasa.com/discussion/16726/chuveiro-junto-a-sanita-sistema-asiatico

Bem... enquanto a minha vida não é na Ásia e enquanto uso o papel higiénico da minha companheira de casa por troca de outras coisas que troco... o melhor é ir pensando num novo sistema, tão bom como o Mooncoup: ecológico, económico, sustentável, durável, saudável, prático e simples... Alguém tem alguma ideia?


domingo, 16 de setembro de 2012

Como se troca uma comunidade numa semana?

A minha troca de hoje, foi participar num evento, elaborando pinturas em murais, à troca de um almoço e um lanche!

Pois é, fiz pinturas e mais pinturas que nunca mais acabavam... mas como eu adoro pintar, foi um dia muito bem passado! Mas mais do que pintar, o que gostei mais, foi mesmo o objectivo deste evento.

Imaginem só, realizar um sonho de uma comunidade (que neste caso era decorar o espaço, arranjar os jardins, fazer jogos de rua para as crianças) durante 1 semana, rentabilizando recursos da sociedade, com trabalho voluntário e comunitário, estando a jogar! Não acham o máximo?! 

A ideia surgiu no Brasil, com uma metodologia social do Instituto Elos, com o nome de Oásis (ver mais em http://elosbrasil.org/metodologias/oasis/) em que durante 1 semana, os intervenientes sociais, têm uma formação onde aprendem como dinamizar uma comunidade em torno de um sonho, realizável em 2 dias! Isto tudo foi possível através de um projecto de voluntariado, também muito giro denominado Transformers (ver mais em http://www.dellchallenge.org/projects/transformers-project), com a parceria da Fundação EDP.

O sonho foi realizado no Casal da Boba, no concelho da Amadora! E agora imaginem, eu só fui no segundo dia (e último) da actividade e eu só via pessoas e pessoas a chegar da comunidade envolvente, todos a colaborar, a pintar, a serrar, a plantar, a limpar... Éramos mais de 100, certamente! O almoço foi feito por uma das moradoras do bairro, com alimentos comprados através de um dinheiro que os dinamizadores angariaram em rifas vendidas na comunidade! Os materiais que se tiveram de arranjar, foram pedidos em lojas, tais como os pneus, as tintas, as paletes, as plantas, as árvores... ou seja, tudo totalmente gratuito angariado na sociedade! E no fim, ficou tudo lindo!!!!!!!!!!! Colorido... cheio de jogos para as crianças, como a macaca e o 35 e também pneus para as crianças brincarem, mesas para pic-nic e para jogar às cartas, bancos coloridos, sementeira, árvores, tudo limpinho, caixotes do lixo novos... e no fim, muita música e diversão!

Foi lindo de ver... foi mesmo! Eu estava cansada, fiquei a ver o final de fora... tudo em roda, a baterem palmas uns aos outros, a abraçarem-se, a sorrirem... tudo tinha sido conseguido apenas  numa semana, com a ajuda de todos!... Fiquei a olhar... a pensar, como quando queremos fazer algo, fazemos mesmo... quando acreditamos nas coisas, elas acontecem... quando podemos solicitar os recursos da sociedade e não gastar dinheiro, tudo é fácil... quando todos ajudam, tudo é simples... como a felicidade, os sorrisos, os abraços são comuns a toda a gente... independentemente de onde morem! Adorei! 

Deixo-vos o vídeo de um projecto Oásis feito no Brasil: http://www.youtube.com/watch?v=YEKudKsQW3A&fb_source=message

E deixo-vos a música, que todos dançaram no final do dia: http://www.youtube.com/watch?v=CkmIbjJr1n0

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Panquecas em Marte

Os meus desejos iniciais deste projecto eram, que eu me tornasse uma pessoa mais ecológica, sustentável, saudável, poupada, humana e feliz! Ora bem, comecei a perceber que estes seis critérios estão em ligação todos uns com os outros, porque não se pode, por exemplo, ser poupada sem ser ecológica, ou ser saudável sem ser humana... Bem, parece que não é assim tão directamente, mas é! 

Desde que vim destas últimas comunidades, o meu voltar para Lisboa não tem sido fácil. Parece que tomei consciência de como na cidade é tão difícil ser-se tudo isso! De saudável pouco tem... ecológico, só o simples facto de sairmos de casa... ui... ui... sustentável, nem pensar... poupados, quase nada, precisa-se de dinheiro para tudo! Com tudo isto resta-nos muito pouco para sermos humanos e felizes! Ora pensem, quantas vezes dizem "olá" a uma pessoa que passe por vós na rua e lhe dão um sorriso? Ela por acaso é um objecto para ser lidada com tanta neutralidade e distanciamento? Não é pura e simplesmente um humano, como vós, uma pessoa?! Uma vez, logo no início do projecto, ao sair de casa, decidi sorrir para todas as pessoas que se cruzavam comigo na estrada... fiz aquilo duas ou três vezes e percebi que as pessoas me achavam verdadeiramente "maluquinha", porque não me conheciam de lado nenhum...

Tenho saudades de saudar todas as pessoas que se cruzam comigo, como numa aldeia!

Mas pronto, o que vos queria falar hoje é de panquecas! Como acho que já disse por aqui muitas vezes, sempre que tenho leite, ovos, farinha e mel, este é o meu doce preferido e também, é o responsável por muita falta de kilos não perdidos! E hoje fiz panquecas! Então pus-me a pensar nos ingredientes das maravilhosas panquecas e percebi que nenhum dos ingredientes se aproveitava, nem para a minha saúde, nem para a ecologia, muito menos para a minha felicidade. Vejamos os ingredientes:
- 150 gr farinha
- 200 ml leite
- 50 gr açúcar
- 50 gr manteiga ou margarina
- 1 ovo
- mel

Partindo do pressuposto que todos os ingredientes, apesar de terem sido conseguidos com trocas, são feitos de forma industrializada, acabei de consumir uma data de "coisas" muito nefastas à minha vida! Leite: cheio de hormonas... Açúcar: o pior "alimento" de todos, até tenho neste momento nas minhas mãos um livro que me vai abrir os olhos p'rá vida: "O livro negro do açúcar"... Manteiga: sem comentários... Ovo: cheio de hormonas também... Mel: feito de batata e açúcar... 

Esta é a verdadeira realidade dos alimentos que se compram nas grandes superfícies! Mesmo quando achamos que estamos a comer coisas "saudáveis", como uma fruta ou um legume, não temos noção da quantidade de "coisas" nefastas que adquirimos: o próprio plástico onde são embaladas, os químicos de conservação, o gasto de petróleo para os transportar desde as estufas até ao supermercado, os fertilizantes para ficarem mais bonitos e vistosos e todas as mil e uma coisas que nem temos noção!... Não, mesmo!

Sei de histórias de doidos... carne onde encontram vestígios de antibióticos, carne pintada de vermelho para ter um ar mais fresco, manteiga que tinha larvas e que era tudo moído para ficar mais cremoso, sumos de fruta com fruta podre... e mil e uma coisas, que não lembra ao Diabo e que nos faz pensar... quero desaparecer daqui para fora, ter o meu pedaço de terra e comer só o que ela der! Pronto... estou nesta fase... apetece-me fugir para Marte... sei lá!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Ai Clarim, que deste cabo de mim!

O meu último dia de limpezas teve a cereja em cima do bolo com o limpar (por fora e por dentro) o meu carro. Como podem imaginar depois de ir a 4 comunidades seguidas, todas sabe-se-lá onde, atrás dos montes, na terra e na lama, nas árvores e nas plantas, com galinhas e cabras e mais a minha cadela (que deita imensos pêlos) a ser transportada por todo o lado, podem imaginar como o meu carro estava, não?

Desde que o comprei, nunca o tinha limpo por dentro com as minhas próprias mãos. Ou seja, descontraidamente dirigia-me a um centro de lavagens de automóveis e pela troca de 8, ou 10 ou 12 euros, entregavam-me o carro lavadinho por dentro e por fora, que era um descanso. Como esta coisa de viver de trocas limita o orçamento e como a casa da minha avó, tem uma garagem e uma mangueira, tive a excelente ideia de pôr mãos à obra e lavar o meu carro TODINHOOOOOOOO (incluindo lavar os estofos) com o belo do balde, pano, mangueira e o belo do sabão Clarim! Ora, se não tinha produtos para limpar carros, tinha de ser criativa e pensei que o sabão Clarim não devia fazer mal nenhum ao preto da pintura do carro e ao castanho da sujidade... 

E assim foi! Eu adoro tudo o que envolve água... adoro mesmo! Com as minhas belas galochas, que troquei há tempos, uma roupa muito velha e cabelo apanhado lá estava eu a esfregar o belo do carro, por dentro, por fora, dos lados, etc etc... Chiça!!!!!!!!! Tenho-vos a dizer que o valor que eu pagava antigamente, compensava bem o trabalho, porque isto de lavar o carro não é pêra doce, ainda mais, quando o carro está praticamente irreconhecível com tanta sujidade... Mas o que conta é que depois de ter suado um bom bocado, lá lavei o carrinho todo e ficou bem bonito! Digo, bonito enquanto estava molhado... eheheh... quando secou eu bem vi o efeito do sabão Clarim... Ahahahha... Deixou o carro cheio de veios e de manchas e sei lá mais o quê. Por isso, conclusão: acho que tenho de passar por um Elefante Azul (calha bem, um elefante à Believe) para gastar 1€ dos meus 1111€ e dar uma lavadela final... Aquilo como está, está tão "estranho" que quase não consigo ver a estrada no vidro da frente.. Ahahah... eu realmente, sou óptima a inventar!

Como não satisfeita com as lavagens, aproveitei a embalagem e dei uma banhoca à minha cadela, também de mangueira e de sabão Clarim. Uma vez que o preto do carro não saiu, certamente o preto da minha cadela também não! :) Ela adorou e eu... eu fiquei com uma inveja descomunal. E vai daí... dei uma banhoca em mim também! Uauuuuuuuuuu... há que séculos que não tomava banho de mangueira e sabe tão bem, especialmente quando está um calor abrasador como o de hoje! Uau... Foi mesmo muito bom! Acho que foi a minha primeira banhoca de mangueira desde que me tornei adulta! :) Mais uma coisa para a minha lista das "primeiras vezes" durante este projecto!

E é assim... hoje está tudo lavadinho... a brilhar... e eu só quero mesmo é descansar!!! :)

Hummmm que cheirinho... carro limpo... cadela perfumada!!! http://www.youtube.com/watch?v=NMj2322ZCIs

P.S. Só um pequeno apontamento sobre as galochas! As galochas são o máximo, mas eu acho que foram inventadas apenas e só para pessoas casadas, com namorados ou que vivam em conjunto com outras pessoas, porque para pessoas que estão sozinhas é uma dor de cabeça... digo, de pés! É mesmo muito díficil tirar as belas das galochas no fim do trabalho, sabiam? "Aquela coisa" fica a modos que entranhada, como se de uma segunda pele fosse, por isso, da próxima vez que as usar, vou tomar em atenção se estou com alguém por perto quando as tiver que tirar, para ver se me dão uma mãozinha! Digo, pézinho! ;)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Antigamente é que era!

Nas arrumações, limpezas e demais acabamentos, o mais engraçado de tudo foi ir encontrando, à medida que ia abrindo móveis, gavetas e caixinhas, determinados objectos que me foram remetendo à infância, claro está, a um passado não muito longíquo. Ehehehe... Já se passaram mais de 20 anos, desde a altura em que eu era criança e é engraçado verificar como o mundo mudou, evoluiu, cresceu... Por exemplo, no que toca à electricidade o número de coisas novas que foram aparecendo foi sem dúvida, fantástico! Fantástico não é, contudo, o valor que pagamos de electricidade e a dependência que temos dela, tornando-nos totalmente dependentes dela. Se formos a pensar, nos dias de hoje quase que não conseguimos “viver” sem a dita cuja.

Antigamente tudo era diferente... Imaginem, sem electricidade como faziam as seguintes coisas?
- Costurar à máquina
- Pôr o relógio a despertar
- Ouvir rádio
- Fazer waffles (que aqui na minha terra chama-se Talaças... e ponha o dedo no ar, quem sabia que este era o outro nome para as waffles, hém?!)
- Fazer o queimado do leite creme

Pois é, pensem lá um bocadinho e vejam se hoje, sem a electricidade conseguiam fazer pelo menos uma destas coisas... bem, talvez ouvir rádio, possam no carro! J

Ao andar aqui a dar volta às tralhas, encontrei coisas muito curiosas. Uma máquina de costura da Singer a pedal, para fazer as ditas costuras sem electricidade. Um relógio despertador a corda. Um rádio dos antigos! O ferro para fazer as belas das waffles na lareira e o utensílio para o leite creme, também usando o fogo da lareira! Ah pois é! Afinal no passado, fomos muito mais sustentáveis do que agora, pelo menos no que diz respeito à electricidade, não é verdade? Será que no nosso presente, conseguiremos juntar o melhor dos dois mundos?

P.S. E já viram a lâmpada azul à Believe que encontrei?!?! E mas gira ainda está num casquilho com ficha tripla! O máximo, hém?

http://www.youtube.com/watch?v=IJ-5gOw3hUw

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Uma Pró em Permacultura! Eheeheh...


As minhas semi-férias lembram-me viver à “No Impact Man”. Já aqui falei deste filme, onde um homem e a sua família decidiu durante 1 ano, viver sem impacto ambiental. O filme conta o seu percurso no campo da ecologia, chegando a viver sem luz e logo sem os demais electrodomésticos. Basta ainda dizer que a sua família, que também integrava um bebé foi abarcado por este desafio, passando, entre outras coisas, a utilizar fraldas de pano.

Mas continuando o meu pensamento, estava eu a dizer que esta semana pareço o “No impact man”, versão “No Impact Woman” mas em versão mini, ou seja, durante 1 semana. Quer dizer, não é tal e qual o “No Impact Woman”, mas há uma data de situações na minha vivência que me faz lembrar este desafio.

Sendo que a casa estava fechada e com as contas cortadas, o tempo até que me ligaram água e luz, levou o seu tempo.

Água por exemplo, tive um dia sem ela, mas tinha-me precavido com uns garrafões de 5 litros até ela ser ligada. Se fosse apenas para passar férias, teria prescindido da água, porque próximo da casa há uma fonte com água da nascente (para beber e fazer comida) e uma ribeira (para tomar banho), mas como necessito de fazer as limpezas, sem água seria a modos que complicado. 

A luz só chegou hoje, logo tive 2 dias sem luz. Não precisava de a ter ligado, se não fosse necessitar do aspirador para limpar as quinhentas mil teias de aranha que circulam por toda a casa. Contudo, nestes dois dias, mantive-me apenas e só com a luz do magnifíco pôr-do-sol que vejo da varanda do meu quarto, do luar, da lanterna a dinâmo que me emprestaram e de umas velitas que também trouxe por precaução. Não ter luz também foi sinal de sossego durante estes dois dias. Acordei com o nascer do sol, mas também me deitei com o seu pôr. Sem luz, há pouco que se possa fazer à noite, a não ser ler um livro à luz das velas. (Que neste momento é “Conversas com Professor Agostinho da Silva” e que recomendo vivamente!) Quanto ao gás, esse é que não achei necessidade de o ligar. Como trouxe comida praticamente sem necessitar de ir ao fogão (pão, azeite, tomates, pimentos, fruta, cebolas, bolachas, leite, grão em frasco e feijão frade em lata) optei por não ligar o gás. Contudo, sinto a falta dele ao tomar banho. Apesar de estar calor e tal, tomar banho de água fria não é lá muito apetecível. Ainda tenho uma mangueira com uma data de metros que posso aquecer ao sol, ou então uns pauzitos para colocar uma panela a aquecer água na lareira, mas não... vou mesmo aguentando a águita a modos que fresca, diariamente!

Sendo que a casa que estou a limpar tem 2 pisos, uma garagem e um quintal, tenho-vos a dizer que já limpei quase dois pisos e o quintal. Só me falta limpar a garagem e a sala/cozinha que será amanhã. Hoje o dia foi dedicado ao piso superior, ao quarto do piso inferior e ao quintal... E é no quintal que entrou a minha veia permacológica!

Como devem calcular uma casa que está fechada há uma catrefada de anos, não tem um quintal muito aceitável, não é mesmo? Por isso, já estão mesmo a ver, que as plantas nascem sem destino, as plantas que estavam nos vasos secaram, as escadas têm musgo por tudo o que é lado e folhas e terra e restos sabe-se-lá-de-quê. Decidi não “limpar” a parte de cultivo, mas achei que a parte de passagem, que consta pelas escadas e por um corredor com lava-loiça, tinha de limpar. Vai daí, mãos à obra, galochas calçadas, luvas e roupa muito velha para sujar o mais possível e lá fui eu, toda lampeira! Julgava que ia ser mais trabalhoso e mais demorado, mas nada disso, em menos de 2 horas o trabalho estava finalizado. E acho que foi assim tão rápido porque tive um verdadeiro pensamento à permacultora. Andava eu a apanhar escada acima, escada abaixo, o resto de folhas, terra, pauzinhos, sementes, caroços de azeitonas, bicharocos, musgo... e a colocar em sacos do lixo para ir deitar fora e nisto pensei: “Opah, quem me dera ter aqui terreno da minha praceta para colocar este “mulch" (ver mais em http://en.wikipedia.org/wiki/Mulch) Isto está com um aspecto fertilizante que é obra. Além do mais, vai-me dar uma trabalheira atravessar a casa toda com estes sacos molhados cheios de mulch”. Mal empregado ir deitar isto para o lixo.... Lixo!?!?! Pára tudo, qual lixo qual carapuça, vou mas é colocar esta maravilha no quintal abandonado da vizinha, com um bocadinho de sorte ainda lhe cresce lá uma oliveira.”

O segundo pensamento, mais do que permacológico, mas sim ecológico, foi quando eu não tinha como ir desligar a água da mangueira (porque era longe) e precisava de uns minutinhos para limpar umas coisas. Pus a mangueira no ralo do chão, para a água ir para lá desaguar... e depois pensei: “Andresa, que desperdicio, água tão boa e tu deitas pelo ralo abaixo... Nada disso... Vai para o quintal abandonado da vizinha, ao menos rega umas videiras que estão por lá a secar.”

Ainda nas limpezas tive mais dois pensamentos curiosos, que me demostraram como realmente esta coisa de ser ecológico, poupado, sustentável, etc... vai-se entranhando sem que nos darmos conta. Ora andava eu a limpar o chão com água e detergente, quando penso cá para comigo: “Opah, tanta água desperdiçada, podia deitar no quintal para as árvores, em vez de deitar fora na sanita... Pois podia, se o detergente fosse ecológico. L

O outro pensamento, foi quando eu andava a apanhar as mil coisas abandonadas, velhas e estragadas que estavam no quintal. Felizmente, a minha avó tinha um pensamento ecológico (excepto quando usava sacos plásticos para tudo e mais um par de botas) e por isso, de todas as coisas que estive a arrumar para deitar fora, 95% eram feitas de madeira, logo biodegradáveis e as restantes 5% de plástico. Engraçado, porque depois destes anos todos, as coisas de madeira já estavam verdadeiramente decompostas, servindo assim de um óptimo mulch, quanto às de plástico, estavam intactas e por isso, rapidamente se percebe como esta coisa do plástico dura e dura e dura... Antigamente, não havia muita coisa em plástico... Ou era madeira ou ferro ou latão. O exagero do plástico cresceu de forma tão desproporcional que neste momento nem saberíamos como viver sem ele. Ou será que saberíamos?



terça-feira, 7 de agosto de 2012

Uma Azeitona debaixo de uma oliveira


O sítio onde estou é distríbuido por árvores. Tem sobretudo oliveiras e amendoeiras, mas também outras árvores e arbustes que não sei o nome, pois como sabem, esta minha aventura pela natureza, é recente. Sei-vos dizer contudo, que é bem bonito!

A minha tenda está resguardada por duas oliveiras que me dão algum abrigo das ventanias que por vezes, cá se fazem. Há um outro espaço, que eu chamo do cantinho da meditação, onde hoje à tarde li quase metade do livro “Dormir nú é ecológico”, deitada numa bela esteira azul. Debaixo de oliveiras, é também o sítio preferido da minha cadela Azeitona para se abrigar do sol e do calor que hoje se fez sentir. (ver foto do post).

Uma outra árvore, bem bonita é a amendoeira frondosa que suporta espaço da cozinha, onde as panelas e os tachos se expõem, como se de uma galeria se tratasse, pelos galhos da árvore acima. “Muito bonito! Uma verdadeira instalação!” - diria a minha amiga artista plástica. Dá ares da árvore dos Patafurdios... :)

Ao lado da cozinha, existe um grande bambual verdinho e alto, onde a minha cadela adora explorar de um lado ao outro, como se de uma verdadeira floresta se tratasse e onde também se abriga do sol!

O lounge é o meu local preferido, entre uma oliveira e uma amêndoeira, umas cadeiras baixinhas viradas para o horizonte, onde o sol se põe é sem dúvida um local fantástico, para conversar, ler, escrever, ir ao facebook ou saborear uma bela peça de fruta! Fantástico!

Uma vez que este casal se mudou há pouco tempo para aqui, não há propriamente ainda uma casa, sendo que a casa, ou as divisões dela estão espalhadas pelos recantos do terreno, nestas árvores que vos acabei de contar. Eles têm muita razão quando dizem que a casa não precisa de estar toda junta, pois se uma pessoa tem espaço e terreno, não é necessário propriamente, que as paredes das divisões se colem e que haja mesmo a necessidade de confiar um “apartamento” em 40 m2. Aliás, isso faz-se apenas porque nas cidades há pouco espaço! Assim, a ideia deles é, no futuro, ao irem construíndo a sua casa com técnicas várias de permacultura, possam ir construíndo as divisões espaçadas no terreno de forma a poderem usufruir da natureza, propriamente dita.

Conclusão: aqui não preciso de aspirar o chão à troca ou de limpar o pó, o que é sem dúvida uma vantagem. J

Hoje o dia esteve mesmo muito quente, por isso, as tarefas ficaram um pouco condicionadas, sendo que além das habituais, fazer as refeições, lavar a loiça e regar as plantas, de manhã começou-se a construir um novo compostor com restos de madeira que se encontraram deitados fora, aqui na vizinhança. Bem, o compostor estava a ficar tão lindo e tão grande, que saiu logo um disparate da minha boca: “Que tal fazer um estábulo para um cavalo?”... Eheheheh... só se fosse um pónei de uma Barbie, daqueles azuis com brilhantes, pois, apesar do compostor/estábulo ser grande, o coitado do cavalo se lá vivesse sentir-se-ia quase que dentro de um caixão. A minha segunda ideia foi ser um galinheiro. E pronto, neste momento está a decidir-se se o compostor será um galinheiro ou o galinheiro um compostor. Ehehehe...

De tarde, fez-se uma experiência interessante: uma massa que aplicada em rede de galinheiro poderá ser uma futura parede, para o que se precisar. Os ingredientes são nada mais nada menos do que: 1/10 de cimento, 9/10 de terra e alguma palha cortada aos pedacinhos. Há quem goste de juntar bosta de cavalo para dar um ar mais consistente à coisa. (E admirem-se como eu me admirei, a bosta de cavalo depois de seca não cheira a nada. Fantástico, né?) E voilá, depois é colocada na rede e espera-se que seque até que se possa passar por água para verificar se o cimento fez a sua função! (ver foto do post)

Muito mais haveria a contar, mas há duas coisas que não posso simplesmente deixar por dizer: o cristal desodorizante e o restolho. Ora, o cristal desodorizante (ver mais em http://www.lifenatura.com/produto.asp?IdProduto=348é uma coisa fantástica, talvez a melhor invenção depois da roda. É uma pedra transparente que ao ser molhada se passa por debaixo do braço, não deixando nenhum odor, não sendo anti-transpirante, mas que impede o cheiro “desagradável” de suor. Além de ser bonito, não fazer mal há saúde e dura quase um ano!

O outro assunto é o restolho. E não pensem que o restolho tem a ver com o trigo. Nada disso! O restolho é um bichinho vermelho, mais pequeno que uma pulga que se aloja nos seguintes sítios: umbigo, virilhas e axilas, sendo que dá leves picadas. É um bichinho sobretudo aqui da zona sul e que por mais curiosidade que tenha, não me apetece mesmo nada conhecê-lo, porque sem dúvida prefiro continuar na ignorância visual e sensitiva... Restolho que seja restolho, prefiro de longe este: http://www.youtube.com/watch?v=y6raRduUhaw

domingo, 29 de julho de 2012

Ecologices

"Pára tudo..." - diz o esquilo. E diz também a Natureza, o Planeta Terra, o céu, o mar, os rios, as pedras, as montanhas, as árvores! "Vocês humanos estão a tornar-se ecológicos? Sustentáveis? Poupados? Estão a tornar-se assim porque já sabem reciclar? Porque usam madeira de árvores que não estão em vias de extinção? Porque consomem produtos vegan? Porque já são mais poupados e não compram tudo o que podem?"

Pois... é isto! Será que estamos a fazer o nosso papel?! Será que por fazermos reciclagem toda bonitinha já estamos a contribuir para a Natureza?... Pois... e não seria melhor não fazer mesmo lixo nenhum? Por exemplo, comprar coisas sem sacos, sem plásticos associados, sem vidros ou papel, sem embalagem... Termos os nossos próprios recipientes, como antigamente quando íamos à mercearia, com as caixas de ovos... Pois é, é muito bonito dizermos que fazemos reciclagem e disso faz-nos logo muito activistas no ambiente... mas continuamos a consumir pacotes e pacotes de plástico, vidros e mais vidros, papéis e mais papéis, porque o que é verdade é que tudo o que consumimos vem com acessórios destes! Será que é assim que vamos salvar o planeta? A continuar a consumir descontraidamente, mas depois fazer a reciclagem para nos "limparmos"? E ajudar o ambiente?

E relativamente à comida... ok, mudamos de marcas, marcas mais brancas, marcas de comércio justo, marcas de comida biológica, marcas de produtos locais... mas mesmo assim, essas mesmas marcas vêm com papel a envolver a fruta, recipiente de plástico, etiqueta autocolante e depois saco das compras... e por fim um talão de papel gigante com montes de publicidade. E tudo para quê, se tudo era tão ecológico, justo, biológico e afim?

E fazemos casas de madeira, o mais sustentáveis e ecológicas possíveis, mas com madeira nova, acabada de cortar, quando podíamos ter ido à caça dela pelas matas ou recuperar restos de obras ou no lixo ou até recuperar coisas que apesar de não serem para esse fim, conseguimos uma outra possibilidade...

E fazemos mais e mais casas, mesmo que sejam muito ecológicas e sustentáveis, quando há tantas casas que estão abandonadas e poderíamos reabilitá-las em vez de as deitar abaixo, construir de novo ou fazer novas urbanizações!

E temos o belo do saco das compras para ir ao supermercado e para não gastarmos dinheiro em sacos e para sermos ecológicos, claro está! Mas depois compramos uma prenda ou uma peça de roupa e trazemos o embrulho e o saco porque é tão bonitinho!!!! 

E andamos de bicicleta ou de transportes, mas depois usamos o secador de cabelo, a máquina de lavar loiça, o microondas, a máquina de fazer pão, a iogurteira, a bimby, o aspirador e tudo o mais... que não tendo uma coisa a ver com a outra, não faz muito sentido para alguém que está na moda e é ecológico.

E andamos em reuniões de permacultura e de ecologia e transição, mas depois usamos montes de maquilhagem e unhas de gel e cremes para isto e para aquilo?! Mas tudo ecológico, claro está!

E também temos um carro eléctrico, mas quando estamos em casa, temos ligadas 6 ou 7 luzes, mesmo que sejam as luzes mais económicas que há, mas temos e usamos, como se desperdício se trata-se, porque compensamos com o carro... 

E poupamos em chamadas telefónicas (do nosso telefone), mas usamos o telefone da empresa porque não somos nós que pagamos... e trazemos uns clips e umas folhas de papel para casa... e deixamos as luzes todas acesas porque não somos nós que pagamos... e porquê?!

E fazemos mais uns kilómetros com o carro da empresa, gastando na mesma os combustíveis de derivados fósseis, mas ok... não somos nós que pagamos!

Acho que andamos todos enganados... todos incluido eu, claro, que estou longe da perfeição! Mas enquanto TODOS não percebermos que os nossos actos prejudicam todos, porque todos somos UM e todos pertencemos ao mesmo UM que é o planeta, continuamos todos a não ajudar, a não estarmos verdadeiramente juntos... a não sermos NÓS, mas sim sermos ELES!... Ou vários Ele... Ela... :(

Desabafos... http://www.youtube.com/watch?v=w6jski5kvqY

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Os 3 E's!

Engraçado esta coisa chamada "vida"! Hoje decidi que ia escrever sobre os 3 E's que me acompanham e pus-me à procura de uma imagem no google que se chama-se "3 E" e qual não é o meu espanto, quando me aparece uma oliveira, pois este símbolo pertence a uma página sobre o azeite onde diz que os 3 E's são: a excelência, a economia e a ética! E não é que a "oliveira" me tem perseguido tantas vezes?!?!? Ora vejamos: Azeitona (a minha cadela), Olive (a minha gata), Olivier (o meu gato), Oliveira (a minha melhor amiga)... bem... muitos mais exemplos vos podia deixar... eu nem sei bem porquê, mas o azeite é algo muito importante também para mim... tenho de descobrir o significado de tudo isto na minha vida... bem, adiante!

Isto tudo, porque vos queria falar dos 3 E's do meu projecto Believe. No início da preparação do projecto, falei com o meu (segundo) ex-marido para ele me dar umas dicas sobre o que ele achava do projecto e o conselho precioso que ele me deu é que as trocas podiam ser interessantes, mas a troca pela troca, não teria interesse, porque seria como que criar um sistema monetário alternativo e novamente uma economia própria. E é verdade! Ele falou-me que para que a troca surgisse efeito na mudança do mundo, a troca estaria de estar sempre ligada a uma componente ecológica e também espiritual (humanitária). Na altura, escrevi este conselho dele e reflecti... acho que não percebi (na altura) o que ele queria dizer-me, mas hoje isto é mais que óbvio! 

A troca pela troca, como economia é interessante e pode tirar-nos do sufoco da crise e da falta de dinheiro, porque digam o que disserem o dinheiro está mesmo a desaparecer... pelo menos dos bolsos de alguns! Contudo, o interessante da troca é a partilha e é aqui que entra não só parte espiritual como a ecológica. Se virmos que cada vez mais não precisamos de tanta coisa e que podemos partilhar coisas uns com os outros, usar até à exaustão um determinado objecto, quer seja trocando ou emprestando, o consumismo vai baixando e por isso, a ecologia entra aqui como um passo importante. Por exemplo, o que eu fui vendo ao longo do tempo é que mais de metade (para não dizer para aí uns 80%) das coisas que achava anteriormente como importantes e necessárias, não são mesmo precisas. Já pensaram a quantidade de coisas que têm na vossa vida e na vossa casa que não usam há anos?! Comecem pela roupa, depois pelos objectos da cozinha, depois coisas da despensa, coisas na casa-de-banho ou coisas que foram guardando ao longo dos tempos, coisa de infância, do tempo da faculdade, de quando estavam grávidas, dos vossos filhos.... Percebem como estamos rodeados de coisas desnecessárias e não fulcrais para o dia-a-dia? Isso pode ser um começo para sermos mais ecológicos e muito menos consumistas, logo, mais económicos também! Por outro lado, se emprestarmos e se trocarmos mais, a componente espiritual (ou humanitária) vem também ao de cima, porque estamos a partilhar, a ajudar, a socializar... e tudo isto são os 3 E's do Believe! (Se virmos a palavra Believe tem 3 e's.... eheheh...)

Por isso, quando vejo o meu grupo de trocas, vejo uma correria de trocas, muito consumismo ainda, muito na componente económica e até algo espiritual, mas muito pouco ecológico... porque ainda há a necessidade de muita coisa que sem dúvida não é necessária... pensem um pouco e vejam se precisamos de tudo quanto nos rodeia!!!... Verdadeiramente o que é preciso para VIVER?... 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

11 links do mais "Filet" que há


Ora bem... hoje é o meu último dia da vivência nas Caldas! Vou daqui cheia de conhecimentos, links úteis, dicas, documentários, mezinhas caseiras, receitas de culinária fantásticas, boas práticas de poupança e ecologia e muitas, mas muitas ideias de sustentabilidade e resiliência!!! :)

Quando escolhi este casal citadino para eu vir viver e aprender em comunidade, foi porque eu queria aprender com o melhor dos dois mundos: a tecnologia e o avanço, mas ao mesmo tempo a ecologia e a sustentabilidade. E acho que este meu amigo é de tudo o que eu conheço, o mais "Filet". "Filet DEMAIS.......", como ele próprio diz! Por isso, se precisarem de dicas do melhor do melhor que há, já sabem, contactem com ele ou vejam a página dele (https://www.facebook.com/PermaBio), é mesmo "fabulástico"!

Ora cá vão os 11 links de ideias do mais "filezinho" que há:
1. Ter autonomia eléctrica sem pagar electricidade, não era o máximo? http://www.youtube.com/watch?v=OYaR0MRsB2o
2. "Bicicleta" mais rápida, confortável e com menos esforço físico: http://www.youtube.com/watch?v=TnSLvgT5tCE&feature=related
3. Lavar roupa só com água, sem electricidade... Ehehehhe... http://www.youtube.com/watch?v=yk-CK_2OmHk
4. Um jardim todo comestível, em apenas 400 m2. Até a mesa da cozinha tem comida!!! http://www.youtube.com/watch?v=7IbODJiEM5A
5. Fogão a lenha que dá electricidade... https://www.facebook.com/photo.php?v=133592193418062
6. E que tal dar uso às bicicletas que estão tão velhinhas que já acham que não dão para nada? Nada de as deitarem fora antes de verem isto, sim? http://www.youtube.com/watch?v=2agir3xepuQ
7. E já ouviram falar em permacultura urbana??? É o meu sonho para todas as cidades portuguesas! http://www.youtube.com/watch?v=48FwxBxCCHo
8. Se querem poupar água, MESMO, comecem na casa-de-banho! http://www.youtube.com/watch?v=VvleJrOkfGI
9. Querem comer peixe fresco e plantas, crescidos na vossa própria varanda? http://www.youtube.com/watch?v=7nIL9hWW3-Q
10. E que tal ter tudo o que precisa, no seu carro, mais ou menos como se fosse um caracol com a casa às costas? Ver em http://www.youtube.com/watch?v=3cy3gKwirLk
11. Querem um casa com tudo, sem precisarem de muito espaço, barata, sem ter dívidas para toda a vida, com total mobilidade e livre de coisas desnecessárias, apenas com o necessário até 20.000€? Ver em: http://www.katu.com/news/local/This-house-fits-us-like-tailored-clothing-139856793.html?tab=video&c=y

E aqui vai um bónus, para ver, ouvir e reflectir... http://www.youtube.com/watch?v=u7LBPHtOBnk

E pronto, a minha estadia hoje nesta comunidade, depois de andar a semana toda a controlar nos hidratos de carbono, doces e afins, foi para a desgraça!!! :) É a despedida... Bacalhau espiritual, rolo "quase-carne" e  bolo de alfarroba!!! Um must! Amanhã logo vos digo se perdi 5 kilos... ou 5 gramas! :)

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Para finalizar, pedi ao meu amigo para escolher duas músicas, com que se identifica e que representa o que acredita... E aqui vão as escolhas e as palavras dele:

"O que eu quero..." http://www.youtube.com/watch?v=B89HThaS9MM

"O que eu sinto..." http://www.youtube.com/watch?v=OFJzgBVdHH0

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E afinal, já sabem o que quer dizer "Filet"? LoooooooooooL...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Nunca uso o autoclismo


Hoje o post do meu blog é sobre dicas de poupança numa casa "normal" citadina. 

Se há coisa que sempre disse... é que acho um bocado a modos "pó" desnecessário, depois de tanta tecnologia voltarmos ao tempo das cavernas, com menos conforto, menos qualidade de vida, menos condições apenas e só porque constatámos de uma hora para a outra, que queremos continuar a usufruir deste planeta. Claro que eu concordo que temos de fazer algumas cedências e sermos mais ecológicos e tal, mas não acho nada "interessante" termos de voltar à época das cavernas. Mas pronto, esta é a minha singela opinião!

Mas adiante... Estão com vontade de poupar e reduzir as contas de electricidade, gás e água?

Ora aqui vai:
1. Eu a comer a bela comidinha vegetariana à luz de uma lanterna à manivela, intitulada lanterna a dínamo (ver mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Lanterna_a_d%C3%ADnamo).
2. O belo do fogão foguete que vos falei ontem... não precisam nem de gás nem electricidade, somente de 1 pinha e 3 pauzinhos! Fantástico! :)
3. Bem... ora aqui é que entra o título deste post... pois é, estou cá há 4 dias e ainda não puxei o autoclismo. Isto porquê? Porque cada vez que tomo banho, coloco a água que está a aquecer no início do banho, num recipiente que fica com água para o autoclismo e para lavar o chão e demais situações que inventarmos. Cada vez que se inicia um banho, o tempo que se está a aquecer a água, gasta-se em média 4 litros (dependendo das casas... há casas que gastam entre 6 a 10 litros só para aquecê-la). Portanto façam as contas: se tomarem banho todos os dias, gastam nada mais nada menos do que 120 litros, isto se gastarem em cada banho, 4 litros para aquecerem a água. Esses 120 litros podem ser utilizados para o autoclismo ou para lavar o chão ou para regar as plantas... por isso, vejam só o que se poupa.
4. Esta mochila que aqui coloco é FANTÁSTICA!!! Queria tanto uma! Pois é... é uma mochila a painéis solares que carrega Ipad e afins, num instantinho enquanto fazem uma bela caminhada. Não é o máximo? (Ver mais em http://www.voltaicsystems.com)
5. Carregador de telemóvel também com painéis solares, mas também com vento. Ou seja, se quiserem, podem soprar para a ventoínha para carregarem o telemóvel, não é fantástico? E se andarem de bicicleta, também podem levar a ventoinha como companheira! (Ver mais http://www.hymini.com/)

Ainda tenho mais umas dicas... :)
6. Se quiserem usar o autoclismo, coloquem lá dentro uma garrafa de plástico de 1,5 lto cheia de água, porque assim, quando fizerem a descarga não vão gastar tanta água! :)
7. Se quiserem usar velas em vez de electricidade, (que até fica romântico e tudo) usem cera pura de abelha sem parafina, isto porque, a parafina é um derivado do petróleo e os componentes perfumados estão contaminados com produtos químicos. Por isso... escolham velas de cera de abelha e ficam com a casa toda a cheirar a mel! Eu posso atestar, porque estes meus amigos usam dessas velas e é fabuloso!
8. Lâmpadas de led (ver mais em http://en.wikipedia.org/wiki/LED_lamp) são preferíveis às lâmpadas económicas, porque as económicas têm "electricidade suja" e gastam um 1/30 em comparação com as outras... Uau! (Ver mais em http://www.youtube.com/watch?v=6CVLa_tRslY)
9. Quando se abrem as torneiras, quer seja no banho, quer seja a lavar os dentes ou a lavar a loiça, deve-se sempre ir desligando a água, quando não se precisa. Tentar nunca ligar a água quente, porque o que é facto é que a água quente nas mãos também não faz muito bem e além do mais poupa-se em gás. Por exemplo, ao tomar banho, a pessoa deverá tomá-lo em 3 partes: passar o corpo por água, fechar a água. Ensaboar-se. Passar o corpo por água novamente. E já agora, aproveitar, caso viva mais do que uma pessoa na casa, tomarem banho, um a seguir ao outro, para utilizar a água quente que ainda está nos canos.
10. Tudo o que está ligado à electricidade, em stand by, deve ser sempre desligado, quando não está a ser utilizado: televisões, vídeos, dvd's, microondas, carregadores de telemóvel, etc... e principamente as box's das distribuidoras de tv, porque têm um disco rígido que está a gastar energia em permanência.
11. Andar de bicicleta em vez de andar carro ou transportes (se bem que é preferível os transportes públicos ao carro, claro). 



E por falar em bicicleta, ontem fui "pegar" novamente na bicicleta... como sabem, a única vez que andei de bicicleta foi quando tive as minhas aulas fantásticas!!! Pois é... mas eu só andei de bicicleta essa vez e foi em Fevereiro... por isso, ontem foi um festival... Eu parecia uma "pata choca" a andar... ehehehe... já nem sabia se sabia andar... mas pronto, consegui "nos finalmente's" andar uns 30 metros... epah, nem cheguei aos 111! LooooL... Mas pronto, valeu o esforço, pelo menos meti-me novamente em cima de uma bicicleta e padeci novamente dos mesmos males que padeci da outra vez (se não sabem, vão lá ler o meu post antigo... ehheheh).

E pronto, hoje em troca, lavei os vidros da casa com o belo do detergente saponária e digo-vos: "Que mimo!"

E para finalizar deixo-vos um vídeo para se inspirarem... http://www.youtube.com/watch?v=cn49ah6bKzI







quarta-feira, 18 de julho de 2012

Fazer as pazes com a minhoca!

A coisa mais fantástica que este meu amigo aqui tem em casa e que ele próprio fez, tem o nome nada mais nada menos do que: Fogão Foguete!  (ver mais em http://www.youtube.com/watch?v=rtM2NYfTEJI) Não, não é um fogão espacial, mas é um fogão especial que realmente não precisa de gás, nem electricidade, apenas e só de uma simples pinha e 3 pauzinhos de madeira, que às vezes até dão para duas vezes!

Este fogão foguete faz tudo o que vocês possam imaginar, desde grelhados, crepes, café da avó feito na cafeteira metálica, cozidos, etc, etc... Mas o mais fantástico de tudo é que este meu amigo, construiu o seu fogão foguete e neste momento até já vende ao público (se quiserem contactar com ele, segue a página dele, mais uma vez:  https://www.facebook.com/PermaBio). E é tão sustentável que basta ir aqui a uma mata perto de casa para apanhar uns pauzinhos que estão no chão e algumas pinhas para atear o fogo. E foi isso que hoje eu fiz: fomos à lenha, acendi o fogão foguete e ajudei na elaboração da refeição, sobretudo vegetariana, com produtos biológicos, entregues directamente do produtor e em casa, já que na varanda ainda não cabem todos os vasos para uma horta sustentável no dia-a-dia. :)

Começo a pensar que realmente não precisamos de muita coisa complicada e sobretudo cara, para viver... por exemplo, damos um dinheirão por placas de cerâmica (agora até há umas que aquecem através de indução, com panelas especiais de corrida e tudo) e exaustores caríssimos e modernissímos (ver estes por exemplo: http://www.decoralis.com.pt/star-de-elica-exaustor-de-cozinha-de-design-00470/). Mas o que precisamos apenas e só, para cozinhar, comer e viver é de um espaço ao ar livre e uma simples lata de tinta, que reciclada se transforma num fogão foguete. Bem... para sermos ainda mais simples, podemos sempre ser totalmente crudívoros, né?

Outra experiência que tive hoje... foi a ligação mais directa da minha vida, que se tornou em fazer as pazes, literalmente, com as minhas queridas minhocas da compostagem. Pois bem, não sei se lembram, num post anterior, sobre  a minha "aversão" a ter na minha cozinha mínima, um compostor com... MINHOCAS! Isto na era do meu segundo ex-marido, claro! Pois bem, aqui na casa deste meu amigo, como não podia deixar de ser, ele tem um compostor muito chique (ver mais em http://www.ecominhocas.pt/). Este compostor tem 3 níveis onde as minhocas vivem consumindo os restos de comida, excepto citrinos e alimentos com gordura! (Bem... deve ser por causa desta especificidade que na altura em que tive compostor, as minhocas morreram todas!!! :) Acho que na altura colocávamos tudo e mais um par de botas no compostor, excepto carne e peixe, claro está!) Além dos três níveis, o compostor tem também uma torneirinha onde se extrai o chá de composto, que é nada mais nada menos do que o líquido proveniente da trabalheira que as minhocas vão fazendo ao longo dos dias e que é óptimo para usar na rega das plantas, dando um poderosíssimo efeito de "power"! 

Mas a sério... é mesmo fantástico ver os restos da nossa comida ser colocada no compostor e após vários dias, vê-la com o aspecto de terra, sem odores e sem restos da comida! Não acham que as belas das minhocas fazem um trabalho mesmo fantástico?!?! Eu acho!!! Essas é que vivem mesmo à troca. Dão-nos fertilidade à troca de comida, já viram que vidinha santa? Pronto, está decidido na minha próxima reencarnação quero ser minhoca! LoooooL... Bom... por enquanto, acho que me fico nesta vida, e começo, em breve, por ter um compostor, na minha mínima cozinha com as ditas minhocas! :) Assim sendo, aproveito a comida, dou de comida a seres vivos e adubo com estrume as plantas da minha praceta! Assim, volta tudo ao ciclo da vida!!!! Começa num ponto e termina no mesmo ponto... sai da terra e vai para a terra! Como tudo o que devia ser na vida!

...

Hoje à noite... andei 6,5 kms! Epah! Estava de rastos... aliás, ainda estou! Pois é, acho que o meu maior handicap, nesta coisa da vida saudável é mesmo tudo o que dependa do meu corpo, ao nível do esforço físico. Chamem-me de preguiçosa ou gordinha ou sei lá, mas o que é facto é que andar, correr, fazer ginástica ou outra coisa que tal, excepto estar com o rabiosque à frente do computador, me parece sempre muito esforço! Bem... dizer isto aqui, parece mesmo mal... eu que quero ser uma pessoa saudável, ecológica e poupada, não me parece muito bem, dizer a viva voz que NÃO GOSTO DE MEXER UM PÉ! Pior ainda, se forem os dois e a uma velocidade mais que 500 metros à hora! :)

Pois é... é aqui que está o meu calcanhar de Aquiles e é aqui que vou ter de insistir, sabe-se lá como! A verdade, verdadinha é que eu julgava que não conseguia, de todo, andar nem que fosse um kilómetro e a verdade, verdadinha é que por exemplo hoje, no total, andei 8 kms. Para mim é uma grande meta! 

Bem, uma grande meta e umas grandes dores nos pés, nas virilhas, nos gémeos, nas canas das pernas e tudo o mais que se situe da cintura para baixo! LoooooL... Contudo, também percebi que o meu ex-marido é que tinha toda a razão do mundo: "Andresa, uns bons sapatos valem uma vida!" E assim foi, foi com ele que comprei as botas de andar/montanha mais caras da minha vida, (que valiam uma colecção inteirinha de Primavera/Verão de sandálias fashions do chinês) e que até hoje, são as botas com maior durabilidade da minha vida! Conclusão: comprar caro, nem sempre é consumismo! Comprar caro pode e deve ser, pensar em grande, pensar no futuro... e já agora, pensar nos pés! 

Pois bem, eu não pensei nos pés quando fiz a mala para vir para aqui e por isso, logo no primeiro dia fiquei com uma borrega (eu traduzo, borrega em Castelo Branco é sinónimo de bolha) num pé! O raio da "bicha" (borrega) está a melhorar a seu tempo, com o bálsamo de Calêndula que o meu amigo me facultou e que também é da sua autoria! Miraculoso! :)

Enfim... é a vida... e na vida o que precisamos mesmo de fazer é começarmo-nos a mexer... quer seja fisicamente, quer seja mudar de mentalidade, quer seja a mudar de vida, quer seja a mudar de hábitos, quer seja a mudar a sociedade ou algo que para nós não faça mais sentido... O que interessa, pessoal é: "Start to move" : http://www.youtube.com/watch?v=LknjfLqsyd8&fb_source=message