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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Suficientemente boa

Há um termo da psicologia que me acompanha desde sempre, o da "mãe suficientemente boa". (ver mais em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0486-641X2008000400009) Desde que aprendi este termo que quase o aplico em tudo da minha vida: mãe suficientemente boa, amiga suficientemente boa, mulher suficientemente boa, etc etc... Acho que chegou agora ao momento de aplicar ao "dona suficientemente boa". 

Mas o que é isto do "suficientemente boa"? Winnicott diz que "A mãe suficientemente boa reconhece a dependência do bebê, devido a sua identificação com ele, responde às suas necessidades, ou seja, a mãe suficientemente boa é aquela que é sensível para perceber e se identificar com as necessidades do bebê. Nesses estágios iniciais, durante a fase de dependência absoluta a provisão da mãe promove condições de confiabilidade e segurança permitindo que se estabeleça confiança para o bebê poder ir se integrando e constituir mundo. E é essa confiança, gerada pelo ambiente facilitador, que possibilita o amadurecimento saudável." Traduzindo para miúdos, a mãe suficientemente boa, não faz tudo o que a criança deseja ou quer, mas sim, é sensível para dar limites e dizer "não", fazer ou não fazer, porque a "falta", a "falha" ou a "frustação" também é bom de ser ensinado e faz bem à "saúde mental". Bem, parece um bocado masoquista, mas é verdade. Se sempre fizermos as vontades às crianças, elas nunca vão saber adaptar-se num futuro onde haja a falta e por isso, tornam-se menos resilientes... pode não ser assim tão "directo", mas tem muita razão de ser...

Mas isto tudo para dizer, que hoje fui uma "dona suficientemente boa" e doeu muito... mesmo muito! Isto não é coisa fácil... Como vos disse vim para casa de uns familiares e desta vez a minha cadela não pode dormir em casa, porque havia uma pessoa dentro de casa que era alérgica a cães. Conclusão, ela foi dormir pela primeira vez, ao relento, numa casota de um cão, dividindo com o cão da casa. Cheia de condições e tal... mas longe de mim... e o que aconteceu!?!? Uma noite em claro... só consegui adormecer às 4h da manhã porque a minha cadela fez o favor de estar a noite toda a ladrar, ganir e uivar. E o que faz uma "dona suficientemente boa"? Pensa: "Aquilo é mimo dela... já lhe há-de passar." E não vai passando... e não passa... e a "dona suficientemente boa", tem mesmo de se aguentar à bronca porque não há nada a fazer, porque são horas de dormir e só há uma solução, é a dona dormir na casota do cão com a cadela dela... o que não é solução humana e viável... Nesta coisa do suficientemente boa, dói sempre mais a quem tenta sê-lo do que ao "outro" do outro lado que tenta rebentar com os limites... Pois é, por exemplo, numa relação a dois ou mesmo numa relação de amizade, tantas vezes queremos apenas e só ser "suficientemente bons", mas porque amamos demais e gostamos demais (se é que há o amar demais em alguma situação... mas pronto!) que somos mesmo bons... mesmo muito bons... e por vezes isso é mesmo muito mau!

Conclusão: ser "dona suficientemente boa" é díficillllllllll... imagino ser "mãe suficientemente boa"!?!??!!? Uiiii...  

Bem... está a chegar a noite... lá vou eu para a segunda noite de "dona suficientemente boa"... Ai que paciência! http://www.youtube.com/watch?v=qEw9H03Ebj0

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nova categoria cívica: Belivadora

Foto by weheartit
Hoje foi o dia de comprar o selo do meu carro! Em Janeiro passado arranjaram-me o email do Ministro das Finanças para eu lhe enviar um email a pedir uma troca para o selo (selo em troca de trabalho comunitário, era a minha intenção), mas não sei como é que o tempo passou tão rápido, de dia para dia, lembrava-me que tinha de escrever ao Ministro das Finanças e pronto, deixei o tempo passar e amanhã era o limite de comprar o "raio" do selo do carro. Lá se foram mais uns trocos dos meus 1111€... Enfim...

Tal acontecimento, foi motivo para mais uma vez me por a pensar no funcionamento de tudo isto e dar azo às minhas divagações diárias sobre Portugal e o mundo... "E em que divaguei eu?" - perguntam vocês. Numa coisa super simples: "Para que serve o pagamento do selo do carro?" Andei a fazer uma pesquisa na net e não consegui perceber o que é o selo do carro (IUC - Imposto Único de Circulação) e para que serve. Só encontrei links a dizer como se paga, o que se pagava se fosse depois do prazo limite, onde se pagava, etc etc... mas porque se pagava, isso não encontrei em lado nenhum. Bem, se for pelo nome - Imposto Único de Circulação, deve servir para me dar o direito a circular com o meu carro, que foi comprado por mim... Mas direito como? As ruas e as vias não são públicas? Bem... seria uma longaaaaaaaaaa conversa! Acho que sem dúvida, diariamente, pagamos mil e uma coisas que não sabemos porquê e às tantas não é para nada, é pura e simplesmente porque sim, porque um dia apareceu  alguém a dizer que era assim e ficou assim. 

Esta divagação levar-me-ia a uma longa história, falando acerca do IUC, do IMI e outras siglas com a mesma "funcionalidade". Mas não é isso que quero verdadeiramente falar... Hoje pus-me a pensar que se eu continuar a viver de trocas ad eternum poderia solicitar ao nosso governo um categoria  de cidadã diferente, não sei como se chamaria, mas eu explico a ideia.

Ora se eu continuar a viver de trocas, se precisar de um médico ou de um dentista, ou de fazer um exame médico, ou algo ao nível de saúde, eu farei trocas, por isso não necessito do cartão de saúde ou de estar inscrita num centro de saúde. Se eu precisar de um mecânico, de um bate-chapas ou de mudar o óleo do carro, eu farei trocas, logo não preciso de seguro de carro. Se eu não trabalhar em full time, porque o meu dia-a-dia será feito de trocas, não precisarei de pagar creche para o/a meu/minha futuro/a filho/a porque poderei educá-lo/a em casa. Se eu com trocas conseguir a comida, a roupa, as coisas para a casa, não preciso de trabalhar para ter um ordenado que pague essas coisas, por isso, também não preciso de subsídio de desemprego ou pensão, caso fique sem "trabalho". Bem, se eu continuar a fazer trocas e se não usar dinheiro e se não precisar de trabalhar para o angariar, porque preciso de pagar taxas, seguros, IUC se me responsabilizo por tudo e se eu própria trato das minhas consequências?!...

Então a minha proposta é que quem quisesse ser trocadeira a tempo inteiro, vulgo belivadora, pudesse assumir as suas responsabilidades e tivesse uma categoria cívica diferente, ficando isenta dos pagamentos estatais mas também não usufruindo de nenhuma das suas mais valias... bem, isto sou eu a pensar... e a sonhar, assim... muito pró alto!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Coisas que nos (di)facilitam a vida!


Não sei se é por causa do projecto e das poupanças, ou se é porque realmente estou a crescer e a tornar-me um melhor ser humano, que começo assim "por dá cá aquela palha" a pensar em tudo de forma muito profunda! Hoje ao acordar fui abrir os estores aqui da casa da minha afilhada e estes estores são daqueles que têm dois botõezinhos um para cima e outro para baixo, para subir ou baixar os estores, querendo dizer que só tenho de os carregar para baixar ou subir, sem o mínimo esforço, com a ajuda da nossa amiga electricidade. E foi aqui que o meu pensamento congelou!

Ora, preciso de electricidade para baixar e subir os estores para não ter o mínimo esforço... preciso também de electricidade para entrar no prédio e ouvir a bela da rádio tocar e a entoar uma bela música que me acompanha desde a porta da entrada até ao elevador... preciso também de electricidade para descongelar e aquecer a comida no microondas só porque não me apeteceu pôr a comida a descongelar no dia anterior e porque é mais fácil do que estar a sujar mais loiça levando a comida ao fogão... preciso de mais electricidade para pôr o duche de massagens a funcionar, mesmo que não seja muito prático, porque como não tem cabo para lavar a banheira, é maravilhoso porque faz bolhinhas de mil e um feitios... preciso de electricidade para clicar no botão da torneira que tem um temporizador e que me diz que tenho de lavar as mãos em "x" tempo, sendo que se precisar de mais tempo, preciso de "2x" e não o tempo que verdadeiramente preciso... preciso de electricidade para... para... para... para... Pára tudo! Parece que estou na casa do futuro? Será que já estou no futuro?!? (http://www.casadofuturo.org/

Nunca cheguei a visitar a dita Casa do Futuro e que achava espectacularmente espectacular por tirar uma data de trabalho ao nosso dia-a-dia doméstico. Sim, porque aquela casa, toda computorizada baixa os estores com a luz do sol, o frigorífico faz as compras quando falta alguma coisa porque está ligado à net, a toalha da mesa da cozinha tem mil cores e design's funcionando de forma informatizada, tem uma câmara que envia mms ao dono a dizer o que se passa dentro da casa, os vidros das janelas mudam de cor dependendo da quantidade da luz do sol, tem quadros virtuais com imagens computorizadas, etc etc... Bem... mas depois pus-me a pensar se tudo isto é de facto importante, tal como os estores que são eléctricos e não manuais!? Uns simples estores que ajudam a aumentar a conta da electricidade, que nos retiram algum exercício diário, para que depois nos façam pagar mais uma mensalidade no ginásio para exercitar aquilo que no dia-a-dia todo o conforto nos deu, nem que seja no raio de puxar para cima e para baixo os ditos estores, em mínimos segundos!

Começo a não entender para quê toda esta tecnologia, que à partida parece uma coisa super boa, vantajosa, interessante, mas no fundo, no fundo é um ciclo que nos faz ter outros gastos. Trabalhar mais, para depois pagar mais e para depois não termos na realidade tão boa condição de vida, ao nível da alimentação e da saúde e que por sua vez, nos faz novamente tomar precauções com a saúde ou com a alimentação, ou com o corpo ou com isto ou com aquilo. Por exemplo, há cada vez mais variedades de chocolates e de sobremesas e de doces maravilhosos........ para que depois tenhamos de fazer dietas caríssimas, ou exercício, ou massagens ou operações para colmatarem essas pequenas gulas diárias e ingénuas, para que futuramente possamos novamente voltar a cometê-las.... Contra mim falo! Mesmo... mas pelo menos já dou por mim a pensar... e pronto, isso já vale o que vale! Digo eu!... 

E por falar em tecnologias, electricidade e coisas muito à frente... Aqui vai... ehehehe... http://www.youtube.com/watch?v=a0csJ59gH3E

terça-feira, 15 de maio de 2012

Believe Global

Foto by Marlene
Hoje fui representar o Believe, na Primavera Global! Foi muito, muito bom ter lá passado o dia a trocar impressões com a malta, pintar cartazes com as mãos cheias de tinta azul, comer comida vegetariana feita ao ar livre, dar abraços, ouvir opiniões de pessoas que também querem mudar o mundo, partilhar criatividade de forma ecológica e sustentável, sentir o pessoal com sangue na guelra e gritar aos 4 cantos do mundo que é urgente que todos se unam, etc etc... 

Comecei o dia descalça na relva, a sentir as picadelas das bolinhas com picos que o chão tinha e acabei o dia a não me lembrar de picos ou de coisa alguma, simplesmente a sentir o chão, que tanto me apraz! 

Na Primavera Global houve partilha de projectos, união, debates de ideias, meditação, inter-ajuda e também houve uma assembleia popular que nada mais é, do que dar voz a todas as pessoas que quisessem falar independentemente do que quisessem dizer, sem limites ou regras associadas. Achei esta dinâmica muito interessante! Dar voz ao povo, fazê-lo de igual para igual, abrindo o coração e por vezes ir de encontro (e não "ao encontro") do que o outro diz. Sim, porque também houve muitos "encontros" e alguns "desencontros". 

Por exemplo, o meu contributo nesta assembleia, foi focar a minha opinião sobre como se muda o mundo. Para mim, a única forma de se mudar o mundo, é quando todos nós começarmos por nos mudarmos a nós próprios, quando fazemos diferente, quando não entramos no sistema do "é assim que se faz e não se pode fazer de outra maneira", de sermos o nosso próprio exemplo! Mudamos o mundo quando aceitamos todos e tudo! Não só as raças, mas também todas as religiões, todos os partidos políticos, todas as orientações sexuais e até mesmo, o governo! E acho que foi aqui que me senti "deslocada" desta Primavera que ascende a que seja florida, globalmente! 

Não concordo com manifestações, greve e outras coisas que tais, com a finalidade de mudança de mundo, numa forma de reivindicação! Não acho que seja por aí. Não concordo em andarmos a discutir quem tem culpa disto ou daquilo, quando sem dúvida já podíamos estar com as mãos na massa a fazer alguma coisa pelo mundo, em vez de nos lamentarmos e a apontar o dedo. O estado... somos nós! Não são só as pessoas que trabalham no estado que são o estado, não são só elas que são boas ou más pessoas, ou bons ou maus profissionais, não são só elas que "roubam" ou deixam de roubar... Nós, somos o estado! E este é o nosso estado, no estado a que chegamos! Muitas vezes somos más pessoas porque não compreendemos o outro, porque queremos levar a melhor, porque não ajudamos alguém apenas e só porque queremos ficar na mó de cima. Nós também roubamos, quando fazemos chamadas do emprego às escondidas durante horas e horas a falar sobre a nossa nova camisola de caxemira ou trazemos folhas brancas para casa, para imprimir umas coisitas de pouca importância. Nós também apontamos o dedo ao chefe porque não sabe liderar ou à colega que cumpre o seu trabalho religiosamente e isso para nós, é dar graxa. Muitos exemplos haveria a dar!

O estado está errado? Sim, está errado! Está errado, porque nós somos o estado e nós elegemos o estado, logo também nós estamos errados! E as pessoas que trabalham no estado são más pessoas? Não, não são más pessoas. São seres humanos como nós somos seres humanos em busca de sermos melhores, cometendo muitas asneiras como nós cometemos!... Se isso é ser más pessoas, então nós também somos más pessoas!

Não estou a defender o governo, ou o sistema ou estes ou aqueles... nada disso! Claro que a situação que o nosso país passa não é boa... e não está tudo bem e tudo feliz, e há coisas que se têm de fazer. Algumas da nossa parte, enquanto cidadão individuais, outras feitas pelo próprio estado! Claro que há muita coisa mal... Estou apenas e só a dizer, que todos, todos nós, independentemente do nosso cargo ou profissão, precisamos cada vez mais de pensar em azul, sermos azuis e belivar muito muito muito! Só descanso quando a Assembleia da República estiver toda a belivar e a discutir o novo acordo ortográfico com a nova palavra "Belivamento"! Tenho dito!

domingo, 13 de maio de 2012

Destreinada de usar dinheiro

Este fim-de-semana, foi o fim-de-semana de falar em seminários e palestras. Ontem fui à RIL - Rede Ibérica de Luz, com muitos portugueses mas também muitos espanhóis, que se tornaram belivadores e querem fazer o Believe in Espanha à séria e hoje fui ao encontro E-Meeting da Universidade de Évora, que também se tornaram belivadores a sério e que querem fazer desde já o Believe in Évora! Se há coisa que eu adoro é ir a sítios diferentes, com pessoas diferentes, tendo de mudar o meu chip interno! É fantástico!!!

Bem, por causa destes meus afazeres, no sábado, além de ir falar à palestra, fui também voluntária na livraria do evento, o que em conversas trocadas me valeu a alimentação do evento e a dormida em lençóis branquinhos e passados! Que maravilhaaaaaaaaa... No domingo, ao ir a Évora valeu-me o gasóleo para lá chegar e a portagem de Évora para Lisboa! (Sim, só fui de autoestrada para lá porque já estava atrasada, porque de Évora para Lisboa vim pela nacional para não gastar mais dinheiro e para não contribuir para o pagamento das portagens... ;) ) E é sobre isso que quero contar a minha história de hoje.

Ora, estava eu a dar dinheiro ao senhor da portagem, (que não fazia a mais pálida ideia de quanto era... até porque antigamente eu tinha Via Verde e agora não tenho, porque além de não usar autoestradas, não tenho cartão de débito) peguei na carteira, peguei das moedas, pus-me a contar o dinheiro e... tive por momentos um acto "falho", não sabendo contar o dinheiro! É engraçado, como por instantes olhei para as moedas e não lhes dei valor, não sabia identificar o valor que elas tinham... e quando o senhor me pediu os 10 cêntimos que faltavam, não associei de forma rápida e atenta, como faria no passado, o que era uma moeda de 10 cêntimos! Estranho, não?

Por causa desta história, lembro-me de outra, que se passou outro dia, em que a minha cadela se sentou no sofá em cima de uma nota de 10 euros. Eu olhei para ela e num ar a modos que "zangado" disse: "Azeitona, isso lá é sítio de te sentares, em cima do dinheiro?" A minha cadela olhou para mim como se eu estivesse a falar chinês... e uma amiga minha que estava na minha casa nesse instante disse-me: "Andresa, para ela esse pedaço de papel não tem valor. Se fosse comida a ver se não tinha já desaparecido..." ...

...

O fim-de-semana foi bem passado, preenchido, com muita gente, activo e sem dúvida com muita diversão. A viagem para Évora foi o máximo, porque para lá fomos 4 pessoas no carro com a minha cadela e para cá, demos boleia a um dos palestrantes, por isso, passámos a 5 pessoas com 1 cadela que não tinha lugar a não ser nos colos dos vários passageiros. LooooL... Ainda nesta viagem tivemos tempo para contar baboseiras, trocar contactos, rir às gargalhadas, apanhar uma procissão no meio da estrada da Nossa Senhora dos Sarilhos Grandes e gozar com as minhas "saídas" estaparfúrdias tais como: "Pessoal, quando ultrapassarmos a ponte Vasco da Gama, vamos..." Ahaahahaha... Ultrapassar a ponte!!! Quase tão cómico como a senhora a quem pedimos direcções e disse: "Controla a rotunda e..." Ahahahah... E a minha outra calinada: ao olhar para o céu, vi uns raios de sol a sair de umas lindas nuvens e saio-me com esta, na mais plena da pureza: "Olhem que lindo, uma auréa laboral".... ahahahah... Eu realmente não tenho juízo nenhum! Mas não é que gosto, de não o ter? ;)

Para acabar, deixo-vos uma frase que uma amiga minha disse, para reflectirem: "Andresa, eu não preciso que o Universo ou o Mundo me dê nada, o que eu precisar, eu compro!" 

Para ela, segue esta música: http://www.youtube.com/watch?v=DkFJE8ZdeG8 "Tu no puedes comprar o vento... tu no puedes comprar mi alegria... tu no puedes la chuvia... tu no puedes comprar los colores... tu no puedes comprar mi vida..."

domingo, 29 de abril de 2012

Amor livre

 Bem, hoje vou falar-vos de amor livre (e sexo livre) como tinha dito ontem... que é uma "tónica" aqui de Tamera. Não sei muito bem como explicar isto, porque o que é facto é que não acho nada de "anormal" por aqui. Ok... vejo pessoas a abraçarem-se e tal... mas nada mais! E isso acho normal... afinal na feira de trocas, abraçamo-nos tanto, né? Eheheh... Hoje fui a uma sessão de  esclarecimento de perguntas sobre Tamera e fizeram esta pergunta, o que é afinal o Amor e Sexo Livre. E pelo que percebi, é não ter medo de... Não ter medo de amar! Ou seja, o amor pode ser partilhado de forma livre, bem como a sexualidade. Há casais em Tamera com compromissos e tal, mas a sua sexualidade pode ser livre e ninguém fica chateado, porque é simples e fluído!

Esta questão é interessante, porque faz-nos pensar nos sentimentos de posse, pertença e muitas vezes obsessão que temos quando amamos e que sem dúvida não são favoráveis a um bom relacionamento. A infidelidade é muitas vezes o grande problema da nossa sociedade que acha que tem a posse sobre determinada pessoa e que quando temos essa pessoa, essa pessoa só tem de ser nossa e ponto final!

Acho esta ideia interessante... mas sinceramente, para mim, não me faz sentido num determinado ponto: quando se ama, não há interesse nem amoroso nem sexual por mais ninguém, sabemos que aquela pessoa é-nos única e não porque é nosso pertence, mas porque e só somos um só! Percebo a ideia do interesse sexual por outras pessoas ser abrangente, porque é um condicionamento físico, mas na minha perspectiva acho difícil amar-se verdadeiramente mais do que uma pessoa ao mesmo tempo. Mas isso sou eu... às tantas, este é o único ponto em que sofro de "normose", será?

Talvez seja uma romântica, condenada a ser uma romântica "solitária", mas como diz uma amiga minha, cada tacho tem a sua tampa e não há mais do que uma tampa para cada tacho.

...

Outro dia conheci uma pessoa que me disse que o poliamor (entenda-se ter-se vários envolvimentos com várias pessoas e todas saberem umas das outras) era muito bom para o nosso ego, para acabar com esses sentimentos egóicos, como a possessão ou ciúmes. E foi engraçado, quando essa pessoa me disse, com a maior descontracção do mundo: "Queres experimentar? Fazia muito bem ao teu ego." Eu olhei a modos que aparvalhada e respondi: "Bem, não me parece que eu vá por aí.... pelo menos por agora." (Acho que este meu agora é sempre... eheheh) E foi com esta pergunta que fiquei a reflectir em como o amor se tornou tão prático, no sentido de "usa e deita" fora, como uma experiência e não como o culminar de uma relação a dois, como se duas almas gémeas se tratassem...

Talvez esteja errada... talvez... mas sinto-me bem assim... (por enquanto... nunca se diz desta água não beberei, né?)

No final do dia de hoje, fui espairecer de carro pelos caminhos de Tamera e era esta a música que estava no meu rádio, por isso cá vai ela... http://www.youtube.com/watch?v=FgT85bW63-8

segunda-feira, 23 de abril de 2012

1.º Artigo - Liberdade

Fui convidada para escrever o meu primeiro artigo, sobre o meu projecto e a associação que ele tinha com a temática liberdade! Nunca tinha pensado no assunto e até à data nunca tinha reflectido na importância da liberdade neste meu projecto! Hoje, acho que este meu projecto é apenas e só liberdade!

Sempre pensei no conceito de liberdade como oposto de libertinagem, ou naquela máxima que adoro: "A minha liberdade termina quando começa a do outro", mas mais na versão: "A minha liberdade e a liberdade do outro começa e termina no mesmo sítio."

Ao ter de pensar neste conceito parece-me que a minha grande descoberta, não foi o como me sinto actualmente livre, mas o como é difícil a decisão de querermos ser livres! A liberdade é e sempre será a nossa meta... e essa sim é mais do que ser-se feliz!

Convido-vos a ler o meu artigo completo em: http://issuu.com/progredir/docs/revista_progredir_004?mode=window&backgroundColor#222222, na página 40 - Lifestyle!

 E agora a musiquinha da praxe: http://www.youtube.com/watch?v=diYAc7gB-0A

*

sábado, 21 de abril de 2012

21 num T1 e os 11111

Hoje cá em casa foi o jantar da minha "despedida" com os meus belivadores mais próximos! Vou para a primeira comunidade na próxima semana e além de querer dar um BIG abraço a todos, queria também pô-los a trabalhar na minha ausência! Eeeheheh...

Além de ser um jantar de despedida e de trabalho, foi também um jantar de debutante (ver em http://www.youtube.com/watch?v=AJEAFygfJI4)! Ehehehe.. Há pois é, apresentei "a futura" Andrezuska Salgueirix, mais conhecida por Brunusko Lavix, que vai tomar conta da bicharada na minha ausência e também do quartel general belivador, pondo os "camaradas" belivadores todos a bulirem que nem uns loucos saudáveis, para trocarmos as voltas a Portugal com a maior rapidez possível, da forma mais azul impossível!

Éramos 21... e eu apesar do meu esforço em convidar o 11111º membro que hoje entrou no grupo Troco 1 hora (conseguindo assim chegar ao critério que tinha definido para o final do projecto), o 11111º membro não compareceu, sendo que em vez de 22 elementos no jantar (11x2) éramos mesmo 21... e 21 num T1 no dia 21! LooooooooooooL :)

Eu não tinha a mínima ideia de quantos viriam por isso, comecei a deitar as mãos à cabeça quando lhes tinha dito que o jantar era pizzas, sendo que cada um tinha de trazer um ingrediente! Como não tenho um forno industrializado, a pizza mudou a tipologia de aspecto e passou a ser tagliatelli e macarron... eheheh... finíssimo! E pois bem, a confecção do jantar devia ter sido mesmo era filmado!!!! Se vocês vissem, os 21 dentro de casa, a trazer comida que nunca mais acabava, a fazer 1111 iguarias, a "berrar" por todos os lados (a começar por mim, claro) e a confusão pegada numa cozinha de 6 metros por 5 metros (epah, estou a inventar... era só para dar 11 m2, mas a minha cozinha é mais ou menos desse tamanho... eheheh)! Uiiii... foi a "lôcura" total e completa!

Além de comermos que nem uns "alarvos", excepto sobremesas (sobremesa só foi mesmo o chocolate branco com pedaços cor-de-rosa do Lidl que a Cacá trouxe e os chupa-chupas minis do Zézé... lololol), o pessoal conheceu-se (finalmente) uns aos outros, falámos das ideias loucas e dos grandes desafios que já temos conseguido com o Believe e por fim... o pessoal foi dispersando, ficando apenas 5 pessoas! 3 dormiram espalhadas pela casa e 2 trabalharam até quase às 7h da matina. Conseguem adivinhar quem foram essas 2? LoooooL... Claro a equipa Obelix: Andrezuska Salgueirix e Brunusko Lavix!

...

Comecei a pensar como seria giro fazer um really show tipo Casa dos Segredos+Big Brother+Thurman Show+Querido, mudei a casa+telenovela mexicana etc etc... com o pessoal belivador todo a viver na mesma casa, tipo como uma comunidade, entendem? E então já ando praqui a sonhar que seria tão giro e proveitoso para os nossos portugueses verem como se troca, como se aprende, como se sorri e no fundo... no fundo... o que é afinal Belivar!!! Já tenho nome para o programa e tudo: Big Sister e os 11 belivadores! LooooooooooooooooooooooooL! Senhoras produtoras de televisão: interessadas?

...Como não tenho vídeo do jantar, podem ver este, porque foi mais ou menos a mesma coisa!!! (Troquem a dança por trabalho e é tal e qual! Eheeheheh) http://www.youtube.com/watch?v=UExFYvyUMJo


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Vida pós-retiro-kit-dog

Vinha eu toda em versão "zen" do retiro do fim-de-semana e a primeira coisa que fiz em casa depois de tomar um merecido banho foi... conseguem adivinhar?!!?!? Ligar a net, claro! Estive dois dias sem facebook, skype e emails... quase que consegui fazer a minha cura de desentoxicação do "livro das fronhas". (intitulado assim por um amigo meu, o vulgo Facebook! Lolol)

Liguei a net e ao ir ver os emails pensei que a minha vida, depois destas 2 dias de pausa kit-dog, iriam voltar à normalidade de estar sentada à frente de um computador a escrever mil letrinhas e a tratar de assuntos "terrenos" e tão necessários... (ainda)

Mas qual não foi o meu espanto, quando o primeiro email que vi foi esta imagem que vos coloco aqui no post de hoje, com a história que se segue.

(Resumindo e baralhando, esta imagem e esta história é o resumo do meu fim-de-semana de pausa kit-dog... se eu soubesse... não tinha saído de casa e tinha, era aberto este email e ficado meramente a contemplá-lo! LooooooooooooooooL... Brincadeirinha!)

Aqui vai o email, referente à imagem:

"No ventre de uma mulher grávida, dois bebés falavam:
- Acreditas na vida pós-parto?
- Claro. Tem que haver alguma coisa. Se calhar estamos aqui a preparar-nos para o que vamos ser.
...
- Disparate! Não há vida depois do parto. Como é que seria verdadeiramente essa vida?
- Não sei, mas com certeza deve haver mais luz que aqui. Talvez até consigas andar com os próprios pés e comer com a própria boca.
- Isso é absurdo! Andar é impossível! E comer com a boca!? Completamente ridículo! O cordão umbilical é que nos alimenta. Só te digo isto: A vida após o parto não é possível. O cordão umbilical é muito curto!
- Eu cá tenho a certeza que há alguma coisa. Com certeza apenas diferente daquilo a que estamos habituados aqui.
- Mas nunca ninguém voltou de lá para contar... o parto é o final e mais nada! Angústia prolongada na escuridão.
- Bom, não sei como é que vai ser depois do parto, mas tenho a certeza que a Mãe vai tratar de nós.
- Mãe? Acreditas nisso!? E onde é que ela supostamente está?!
- Onde? Em tudo à nossa volta! Vivemos nela e através dela. Sem ela nada existiria.
- Eu não acredito nisso! Nunca vi Mãe nenhuma porque simplesmente não existe.
- Então, mas quando estamos em silêncio não a consegues ouvir cantar e falar? E não a sentes a afagar o nosso mundo? Sabes, eu acho mesmo que nos espera a vida real e que esta é só uma prepararação para ela...
- Esquece! Isso são aquelas tretas da fé..."
"É só fechar os olhos... respirar bem fundo... vou nascer outra vez..." http://www.youtube.com/watch?v=BJtFSOGdA1I 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Pausa Kit-Dog

Fez esta semana 4 meses que iniciei este meu desafio. Não tem sido díficil viver de trocas, ser mais poupada, menos consumista e mais ecólogica, apesar de até agora não ter dado pelo tempo passar e ter gostado de já ter modificado mais comportamentos e hábitos. Mas pronto, é o que temos! Nunca imaginei que ia ter tanto trabalho com o projecto e que o mesmo, ia fazer sentido a tanta gente. Afinal, eu queria apenas e só mudar o meu mundo e que assim, o mundo também mudasse.

Percebi que estes 4 meses, foram a preparação para "A" experiência. Como se fossem uma introdução "à coisa"... Penso que os próximos 4 meses, serão a aprendizagem e os outros finais, os da realização daquilo que me comprometi: ser mais ecológica, mais saudável, mais humana, mais poupada e mais sustentável.

Estes primeiros 4 meses, serviram para conhecer pessoas, divulgar a ideia, partilhar experiências, dizer aos quatro cantos do mundo que se quisermos mudar, conseguimos fazê-lo. Mas é hora de começar a pôr a mão na massa, ou melhor, a começar a perceber o que é a massa, como se faz, como funciona. Por isso, em breve, espero que ainda este mês, vou começar a visitar as tais 11 comunidades, que escolhi, que embora não sendo totalmente "comunidades", são uma amostra do que é viver em maior equílibrio, sustentabilidade e "em comunidade propriamente dita".

Antes disso... desta minha caminhada, é necessário um momento de pausa... como eu lhe chamo pausa Kit-Kat, que neste caso, será Kit-Dog porque vou levar a minha cadela! Um momento de reflexão na vidinha, de retiro pessoal, de fazer um ponto de situação de onde venho e para onde vou.

E assim... hoje parto nesse "retiro" a convite de um amigo, até domingo. Um grupo de pessoas estarão durante este fim-de-semana num momento de despertar de consciência, de retiro da azafama do dia-a-dia e com um sentido de união, para que juntos possamos ser mais, na caminhada de mudança do "nosso" mundo (interno).

Assim... bom fim-de-semana a todos! Domingo, voltarei a escrever as minhas "baboseiras" referente a sábado e domingo!

Muito grata*

Esta música é a antítese pegada do que vai ser o meu fim-de-semana... lolol... por isso, vejam o vídeo e imaginem que o meu fim-de-semana vai ser completamente o inverso do vídeo... ou não!? eheheheh... http://www.youtube.com/watch?v=GR8jOJZERhs

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O que o dinheiro não compra...

Como sabem, o meu maior "problema" nas trocas é a necessidade de gasóleo no meu carro para me poder deslocar. E por isso, algumas das trocas são condicionadas à própria necessidade do gasóleo, que sem dúvida implica o dinheiro de outros. E que a meu ver, nas minhas trocas é mesmo a única coisa que implica "indirectamente" dinheiro.

Tenho de resolver esta situação urgentemente, porque quero deslocar-me, mas por outro lado não quero que as pessoas tenham de gastar o seu dinheiro no meu gasóleo mesmo que seja para uma troca. Isto, porque se elas gastam dinheiro no gasóleo, se formos a ver, é dinheiro que se gasta na mesma, certo? Mesmo que seja a troca em si!

Sei que tenho de começar a andar mais de bicicleta, ou fazer umas trocas com a CP ou com a Carris, ou então alterar o meu carro para se deslocar de uma forma mais económica, sem estar dependente do dito gasóleo, até porque ao preço que ele está... ui ui... E também, andar de carro, de ecológico é que não tem nada!!! :( É algo que tenho mesmo de fazer até ao fim do meu projecto. Aí sim, será a sustentabilidade na deslocação! ;)

E por causa deste assunto, hoje pela primeira vez, fiquei com um sentimento amargo (no coração) por causa desta necessidade de ter gasóleo.

O que se passou é que um amigo meu necessita de mim para uma troca numa data específica. E tem de ser uma troca mesmo feita por mim, porque neste caso é necessário que seja mesmo feita pela minha pessoa. (Passo a redundância... lololol...). Acontece que a altura que ele precisa da troca é numa altura que vou estar fora de Lisboa. E ele com a maior descontracção disse-me: "Eu ponho-te gasóleo no carro para vires e voltares."

E foi aqui... que o meu mundo parou!

...

E foi aqui... que senti, que o dinheiro era uma solução prática para tudo na vida, como se a minha vida e a minha vinda e ida a Lisboa depende-se e só do dinheiro, do gasóleo no meu carro, de uma forma simples de resolver uma necessidade de outrém. Na verdade, não era essa a resposta que queria ouvir... não era mesmo! Preferia ouvir: "Fazes-me falta, porque gosto de ti. Seria importante que estivesses nesta troca. Quero-te bem... Vem por favor." Isto tudo dito de forma calorosa e com os olhos nos olhos, em vez de uma frase simples, assertiva, racional e rápida que diz: "Eu ponho-te gasóleo no carro".

É isto... é isto que muitas vezes o dinheiro faz: compra a vontade dos outros, mostra que se tem o poder porque se tem dinheiro... mas esquece-se que o que interessa, no fundo no fundo é a ligação entre as pessoas, o gosto que se tem em estar com as pessoas, a forma de termos aquela pessoa ao nosso lado... isso, o dinheiro não compra!

Não se compram sorrisos, abraços, beijos, lembranças, amigos, colo, afecto, amor, risos com o dinheiro! Pode-se comprar muita coisa, até gasóleo, mas tudo o resto, não se compra!

...

Sei que já coloquei aqui esta música, mas hoje tem mesmo de ser repetida! Faz muito sentido que aqui esteja! "E com um brilhozinho nos olhos, guardei um amigo, que é coisa que vale milhões" http://www.youtube.com/watch?v=aMKHMcS7X3g 


domingo, 8 de abril de 2012

A minha primeira canja

Podem não acreditar, mas hoje, aos meus 36 anos de idade fiz a minha primeira canja! A modos que inacreditável, né? E mais engraçado ainda não fui ver a receita em lado nenhum... nem sequer na internet. Pus-me simplesmente a pensar, como é que a minha mãe e a minha avó faziam a canja e voilá: ei-la!

Ficou bem saborosa: cebola, alho, a galinha a cozer, a massa e por fim coloquei um "cadito" de salsa. Esta parte foi invenção minha, porque é o que cá tinha em casa de ervas aromáticas, das verdadeiras!

E agora só um parêntese.... Já agora! Canja a valer e a melhor do mundo, a meu ver, é a dos Açores que a minha madrinha, que é açoreana, faz! Uiii... que delícia! Leva chouriço e tudo... Oh, "valha-me Alá"... como é que eu vou virar vegan alguma vez na vida?! Como?!

Enquanto ando nas trocas não me posso dar por esquisita e limitar-me a ser vegetariana, porque a bem verdade eu aceito tudo, como tudo e tudo e tudo... e se é atum e frango que me dão à troca, é atum e frango que como! :)

Mas o post de hoje é para vos dizer uma data de descobertas que tenho vindo a fazer... e não, não é a receita de canja... também é, mas não é só isso!

. Descobri que a canja de galinha verdadeira demora uma eternidade a cozer
. Descobri que a carne da galinha é rija e dura e tem um sabor completamente diferente das que eu comia. Sim, porque esta é uma galinha de campo, daquelas verdadeiras com penas e bico que se vêem no campo a "cocorar" de um lado para o outro e não na secção de congelados já depenadas, sem o bico e sem as patas
. Descobri que as gemas dos ovos afinal são laranjas e não amarelos e que não nascem com um carimbo na casca
. Descobri que não há tomates no Inverno (mas disso já falei num post anterior)
. Descobri que os óregãos que troquei são tipo unas florzinhas e não folhinhas semíticas e secas
. Descobri que afinal os bróculos não são só uns cachinhos verdes, mas que também têm grandes folhas e caules
. Descobri que as cenouras de verdade, também grelam e ficam com uns grelinhos à volta que parecem ráfia... tão giras!
. Descobri que o azeite de verdade, condensa em baixo e sabe verdadeiramente a azeite
. Descobri que o mel não fica cheio de açúcar granulado se o colocarmos no frio. Mel é mel e por isso é sempre "liquidamente" bom!
. Descobri que fazer canja não dá trabalho nenhum e eu é que andei feita preguiçosa durante estes 36 anos
. Descobri que quando se tem dinheiro, pode-se pagar tudo e por isso, podemos nunca fazermos comida saudável em casa
. Descobri que afinal ser mais saudável depende de nós
. Descobri que quero ser feliz cada vez mais
. Descobri... e vou descobrindo... descobertas...

Às vezes sinto-me uma galinha no Believe... mas uma, com penas azuis: http://www.youtube.com/watch?v=THRWuH7Y_7w ("É melhor tentar ser livre, do que morrer sem tentar!" Adoro esta galinha!)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

GPS – Gratuita, Poderosa e Sorridonha

Julgava eu, que ao obter um GPS, a minha vida seria mais gratuita, poderosa e sorridente, porque ao ir por caminhos de cabras (estradas nacionais, que são bem melhores do que estava à espera) pouparia gasóleo, saberia melhor os caminhos e as várias alternativas de acesso e por isso, sorriria mais pelo simples facto de ter um GPS. Nada disso! Nada, nada disso! Bem, isto até certo ponto! Eu explico...
Hoje fiz viagem até à Beira Baixa para visitar os meus pais e como é a primeira vez que venho para estas bandas não querendo pagar portagens, não tinha a mínima ideia de como cá chegar. Assim sendo, pensei: “Tenho de arranjar um GPS.” Bem, para vos dizer a verdade, já pensei isto há muito tempo e já o tinha trocado: um GPS pelo livro “Os homens são de Marte e as mulheres de Vénus.” O dito cujo, ficou algum tempo engavetado e hoje foi a sua estreia nas estradas portuguesas no carro da belivadora-mor, moi même.
E assim foi, saí às 11h de Lisboa e pelos cálculos magníficos do GPS demoraria 2h 15 minutos e faria a módica quantia de 188 kms. “Tudo sob controlo.” – pensei eu. E lá fui eu, feliz e airosa pelos caminhos de cabras, aproveitando a paisagem das vacas a pastar, as papoilas à beira da estrada entre a relva verdinha, as mais belas nuvens no céu, uns choviscos, a camioneta a andar a 20km/hora à minha frente, os aldeões de boné a apagar sol, as batatas à beira da estrada na venda ambulante, os nomes escanifobéticos das localidades, os vales e as serras (vejam por ex. a imagem deste post, parece um vale encantado com casinhas de pedra e riachos), a barragem de Castelo de Bode, o carvalhal, etc etc... à medida que ouvia a voz “monocórdica” da senhora do GPS: “Na próxima vire à direita. Por favor mantenha-se à esquerda, saía na 3ª saída”... blá blá blá... Bem... que lindo que é o nosso país ao som de uma “magnífica voz monocórdica”!
Adorei, andar a passear por estes caminhos... Adorei, até esta parte da história! Ora, andava eu às voltas nos montes e vales, no meio das mil e uma serras que já tinha passado, atendido os milhentos telefonemas da minha mãe a saber se já estava perto... e eu, na minha ignorância sempre a dizer: “Sim, estou perto.” E estava, estava perto do local onde o GPS achava que era a minha meta. Assim o percebi, quando a voz monocórdica declamou: “Chegada ao destino”. E estava eu no “destino”: no meio de uma estradinha da serra, sem casas, sem carros, sem gente... a não fazer a mínima ideia onde estava!
Solução: mapa de papel, orientação, descontração e estupidez natural e seguir até ao fim da estrada até encontrar viválma à beira de alguma casa qualquer. E assim foi, de mapa em punho, com inquérito feito aos primeiros habitantes que fui encontrando, lá segui as indicações.
Conclusão: vida mais gratuita, poderosa e sorridente ao nível de diminuição do gasóleo só mesmo no parlapiê com vozes calorosas, desregulares e sim, humanas... à viva voz!
O GPS poderia ser um "paradise"... poder, podia! Mas não é, de certo!
P.S. Ah é verdade, cheguei para almoçar, às 16h15... passadas só... 5 horas... L

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Troco Portugal com 11

Pois, ao que parece hoje saí, pela primeira vez na capa de uma revista... digo primeira, porque obviamente a partir de agora isto vai ser uma constante na minha vida! :) E não o digo, de forma vaidosa ou orgulhosa, digo-o porque pura e simplesmente acredito... acredito na mudança... acredito num Portugal melhor... acredito que juntos podemos TROCAR Portugal! Trocar os cidadãos cinzentos e descrentes, por cidadãos azuis e felizes!

Quando pensei em fazer este projecto nunca foi minha intenção, fazê-lo de forma individual ou solitária. Nada disso, eu quero trocar de vida, mas quero que Portugal troque comigo... e é tão fácil! Basta Believe e ser azul!

Sempre fui uma pessoa com o intuito de arrastar "multidões", não me contento de ser feliz sozinha... nem pensar!

E hoje ao ver o artigo da Visão, fiquei contente porque parece que há praí mais belivadores/trocadeiros por esse mundo "afora"... bem... mais de 70% dos que aparecem na revista são meus conhecidos e são belivadores assumidos, mas pronto... nunca é demais vermos os belivadores reunidos!

E ao continuar a olhar para o artigo (Que tem um lapso: eu não uso os 1111€ para pagar as prestações do carro e sim as minhas despesas mensais. O meu carro é pago pela minha empresa, como o artigo o refere), comecei a ver que este projecto de trocas é mesmo mesmo mesmo muito fabulasticamente promissor! E digo mais, se arranjasse mais 10 pessoas, que comigo faríam 11, a trabalhar 24h/dia nisto, garanto-vos que "trocava as voltas" a Portugal num instantinho!

Ora vejamos a equipa perfeita:
1 psicopedagogo  (Euzinha)
1 mentor social
1 informático
1 designer
1 relações públicas
1 sociólogo
1 organizador de eventos
1 criativo
1 economista
1 criança
1 sonhador/utópico

Equipa formada!... a única condição é que temos de viver todos juntos no "palacete" Believe!  E trabalhar mais que 8h/dia! :) E nada de pausas para tabaco, café ou andar a cuscar o facebook o dia todo em horário de expediente... ehehehehe lolololol...

Pode ser que em breve lance o anúncio para o emprego mais promissor do século: "Oferta de emprego: Trocar as voltas ao mundo".

E hoje, deixo-vos com uma musiquinha da escolha da Ana Caldeira (a responsável pela feira de trocas Believe in Coimbra): http://www.andiesisle.com/creation/magnificent.html

Muito grata por belivarem... cada dia mais um "cadito"!

P.S. Recomendo profundamente o filme que vos falei no post de ontem. Há muito tempo que não me ria com tanta vontade e seriedade... e ao mesmo tempo, com reflexão na vidinha! :)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Trabalhar em casa

Foto by Olhares
Admiro o pessoal que tem como o seu local de trabalho, a sua casa. Que acorda a horas certas, toma o pequeno-almoço a horas certas, almoça a horas certas e fecha o "expediente" a horas certas, sendo que no horário do expediente, consegue trabalhar!

Ora aí está uma coisa que tem sido deveras complicado para mim: trabalhar em casa. Isto porque nunca acordo a horas decentes, deito-me tarde e a más horas, a criatividade só me assiste depois das 22h, o facebook "rouba-me" imenso tempo, não consigo focar-me no trabalho porque tenho sempre focos de distracção, etc etc...

Esta semana então, vai ser uma desgraça completa: emprestei o meu carrro à troca de gasóleo por uma semana, logo, só na 5a feira à noite volto a ter forma de me deslocar! Por isso, tenho mesmo de ficar em casa a trabalhar! Pessoal, se me quiserem vir fazer uma visita, trabalhar comigo ou ver um filme, estou de braços abertos, porque decididamente eu não fui feita para estar "fechada" em casa! :)

Mas dizem vocês: "Podes ir dar um giro pela tua zona a pé, certo?" E dizem vocês muito bem... acontece é que eu sou o mais preguiçosa que há no que toca a andar a pé... mas isso tem de mudar... ai se tem... mas um dia! :)

Por isso... começo a pensar que tenho de criar rotinas na minha vida... apesar do fluir e andar ao sabor do vento, estar a saber-me mais que bem (eu, uma rapariguinha que sempre teve a sua agenda roxa onde colocava tudo e mais um par de botas para fazer e o cumpria religiosamente), decididamente tenho de começar a criar metodologia caseira. A ver:

9h - Acordar
9h10 - Meditar na vidinha
9h30 - Tomar banhoca
10h15 - Tomar pequeno-almoço
10h45 - Passear a Azeitona (numa grandeeeeeeeeeeeeeeee volta)
11h30 - Ver facebook e emails
13h - Fazer almoço e almoçar
14h30 - Ler um livro
15h - Trabalhar no Believe (sem o facebook ligado)
17h - Lanche
19h - (Fim de expediente) Fazer jantar e jantar
21h - Fazer algo que não tenha a ver com o Believe
23h - Escrever no blog e dar um olhinho no facebook
24h - "Xonar"

Epah.. escrito assim desta forma até parece simples... mas não sei... não sei se vai ser concretizável... ehehheh... Neste momento e muito rapidamente a minha vida é: acordar às 15h, tomar o pequeno-almoço+almoço, trabalhar no Believe+facebook+blog até às 4h com uma pausa para lanchar às 22h, ler um livro até às 4h30! Isto não é vidaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... Lololol...

Ideias? Ajudas? "Alguém que tenha a bondade ou a vontade de me auxiliar por favor"? (Quem adivinhar de onde vem esta frase ganha um esparguete de atum cá em casa esta semana)

Vamos lá começar de novo... http://www.youtube.com/watch?v=KBM7jeheEMs

segunda-feira, 26 de março de 2012

Olhos...

"Há dias em que caminhamos apenas em busca dos olhos.

Nada mais nada menos do que os olhos.

Olhos que se encontrem com os nossos.

Olhos que sejam ainda capazes de olhar.

Olhar sem ver,

Olhar com mera e simples cumplicidade.

Olhar sem desejar,

Olhar por olhar."


quinta-feira, 15 de março de 2012

Outros pormenores!

Foto by Andresa
Saí à rua... e não sei se é esta coisa das trocas e do altruísmo, da partilha e tal... ando mais sensível... mais atenta aos pormenores, ao meu redor, à natureza, à vida...

Do lado oposto da minha casa, há duas árvores que aparecem nesta foto. (muito mal tirada, porque "troquei" uma máquina de fotos que ainda não percebo nada) Não sei que árvores são... ainda não sei distinguir árvores de flores brancas, que tudo são, para mim, iguais às cerejeiras do meu avô em plena Serra da Gardunha... que tantas saudades tenho e que nunca pensei ter!

Também tenho saudades dos tempos sem tecnologia... Saudades de:
- pen friends com selos cheios de cola para serem reutilizáveis
- postais com selos, incluíndo a espera pelo correio
- ligar para telefone fixo e combinar cafés… esperar num ponto de encontro pelo amigo, sem saber se está atrasado ou não… com a ansiedade, a eterna ansiedade e segurança e confiança que aparecerá!
- fazer um mix de músicas em cassete, ter de controlar a rapidez de pôr para a frente e para trás… e esperar até encontrar o momento certo em que a música inicia... e ter de colocar outra vez para trás e esperar que inicie… ehehe
- chegar a casa e não haver computador, não haver tvcabo, não haver playstation e ser “obrigada” a ver os 4 canais da tv, ou ler, ou escrever, ou conversar, ou falar horas intermináveis ao telefone com amigas e amigos sem dizer rigorosamente nada de jeito
- ver os meus amigos a sorrir e não os ver apenas em smiles
- ficar contente porque alguém me fez uma visita inesperada sem telefonar e não porque me mandou uma mensagem de corrente igual para 500 mil amigos, que às vezes nem sabemos quem são
- agendas telefónicas com moradas e contactos, que quando são alterados, somos informados pelas próprias pessoas, com um postal ou um telefonema ou uma festa de inauguração e não com uma mensagem no facebook
- ter de ligar para a rádio a perguntar o nome de uma música que gostámos, em vez de colocar um trecho do refrão e descobrir em segundos na internet
- ter saudades de ver MESMO as pessoas… e não ter aquele sentimento de que ontem as vimos, porque estavam online e nos mandaram um smile J
- fotografias em película… esperando ansiosamente que “aquela” foto saía bem… e esperar uma semana para as ver reveladas
- comprar um mapa para saber onde fica uma localidade das nossas férias e ir na expectativa de como será o sítio, o local, a temperatura da água… sem ter andado a pesquisar num site que nos conta tudo e nos tira a piada toda!
- esperar pelo horário da metereologia na tv para saber se no dia seguinte se pode ir à praia
- pedir uma água… e não nos perguntarem de que sabor é… é apenas uma água… uma água-água… não haver alternativas.. Como uma coca-cola… que é apenas e só coca-cola e não light, zero, com limão, sem cafeína, etc
- ter um local habitual de café, apenas um local e nada mais… apenas aquele local para tomar aquele café com aqueles amigos do dia-a-dia, conhecidos entre si

"Saudades: s. f. pl. Boas lembranças ou recordações ou  Cumprimentos a alguém."


quinta-feira, 8 de março de 2012

Ser mulher...

Foto by Isabel Figueiredo
(Antes de ler o post de hoje, agradeço ao leitor que mantenha a sua mente aberta, livre de "preconceitos", com calma e sem agressividade na defesa das causas femininas e afins. Está preparado? Posso começar a escrever... sim... sim... ok... ok... eu espero. Já está? Boa... cá vai!)


Hoje tive um dia repleto de mensagens no telemóvel, fotografias no mural do facebook, emails e até uma flor de um amigo meu. (Fui almoçar a casa dele e da esposa e ele ofereceu uma flor a cada uma de nós, fiquei tão feliz! Há já muito tempo que não recebia uma flor... e é sempre confortante, apesar de pouco ecológico. Adiante!) Como já tive ocasião de dizer aqui, eu sou fanática pelo festejo dos dias, festejo tudo e mais um par de botas e adequo-me sempre com a situação. Contudo, hoje mal me lembrava que era dia da mulher! Acho que a criação deste dia deve ter sido um marco super importante... e deve ter sido realmente um grande festejo, sim! Um pequeno passo nas mulheres, um grande passo na humanidade!

Contudo (e agora é a parte que por favor, tenham mente aberta e não me fuzilem em praça pública... lolol...), andava eu a pensar o que escrever no blog e como esta coisa do Dia da Mulher e as mulheres e tal que só são lembradas neste dia... e porque HÁ UM dia! Quando vejo um post hoje no facebook da minha antiga professora de Clown (que a meu ver é das pessoas mais "especiais", "críticas", "humanas" e "caricatas" que conheço) que dizia: "Uma mulher. Um homem. Uma mulher e um homem. Um homem e um homem. Uma mulher e uma mulher. Monogâmicos, poligâmicos. Aahhhh! Amor é amor e já está! Que não haja mais necessidade de dias internacionais da mulher, do índio, disto e daquilo. E se o amor é rídiculo, então sejamos rídiculos."

:) É isto!

Gosto do dia da mulher, como gosto do dia da energia, ou da criança, ou do mar... contudo, não há oposto do dia da energia para se festejar... E dia do homem para se festejar, há?... E que tal festejar pura e simplesmente o dia do HUMANO? Acho que o mundo está cada vez mais preparado para tal passo.

Mais uma vez, repito: é muito importante existir o dia da mulher, mas ao haver esse dia não estamos por si só a discriminar a necessidade de fazer um dia da mulher especificamente? Há o dia do caucasiano ou do ateu? Há o dia do católico ou do partido da direita?... Bem, volto a dizer: acho o dia da mulher importante, mas não tão importante como foi o dia 8 de Março de 1975. Volto a dizer: acho importante o dia da mulher, mas acho que o dia do humano, do respeito pelo outro, pelos homens, pelas mulheres, pelos ateus, pelos partidos da direita e da esquerda, pelos ciganos, pelos monogâmicos ou poliamorosos (adoro este novo termo), pelos toureiros, pelos citadinos ou pelos aldeãos, ou por quem come carne ou come vegetais crús é mais importante... e isso sim, deveria ser relembrado diariamente, minuto a minuto! E festejado!

(Safei-me do fuzilamento?!?!!?! LooooL) ...

"Mulheres importantes na minha vida?" A minha avó, a minha mãe, a minha madrinha, a minha irmã-afilhada, as minhas melhores amigas, as minhas outras amigas, as minhas belivadoras, as minhas ex-colegas de trabalho... mas também: a minha madrasta, as minhas ex-sogras, as minhas ex-cunhadas, a esposa do meu primeiro ex-marido! Todas estas mulheres são mesmo muito importantes para mim... e foi hoje, que uma delas, uma das minhas ex-cunhadas (o bicho raro que geralmente as mulheres se dão mal) me enviou esta musiquinha que partilho convosco: http://www.youtube.com/watch?v=2smSo1XniCk&feature=share (Quem tem ex-cunhadas destas, tem tudo!)

...Believe que é possível trocar esta mentalidade de dividir as "coisas" por sexo, estatuto económico, raça, credo, religião, política ou orientação sexual. Eu "belivo" e vós Homens e Mulheres? (Com M e H maiúsculo) Belivam?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Passar ou não ficar passada...

Hoje foi dia de entrevista para continuar a publicitar o projecto Believe e neste momento, o único stress quando vou a estes sítios de comunicação social que pressupõe filmagens é: "O que levar vestido?!" Ora como sabem, tento ir sempre de azul ou azul e branco e tal... mas a minha roupita azul da epóca invernosa tem os dias contados... não sei se por ter "pouca" roupa ou por andar a ser convidada para muitos eventos públicos. Eheehehe...

Vai daí, levei a mesma roupita que vesti no lançamento pessoal, juntando com umas calcitas mais formais e as únicas botas de salto alto que sobrevivem no meu armário, dos tempos em que tinha reuniões com directores ou grandes chefias hoteleiras... (temos sempre de cumprir com o protocolo e boas maneiras).

Ora isto tudo para vos dizer que hoje, foi a primeira vez que passei a ferro desde que o projecto começou. E isto porquê? Porque pura e simplesmente EU NÃO PASSO A FERRO! :) E julgam que isto foi uma decisão fácil, tomada de ânimo leve? Nada disso! Esta minha decisão teve o seu tempo de mudança e de integração na minha mioleira, de que passar a ferro pura e simplesmente é uma aprendizagem e crença que fazemos desnecessariamente quando somos pequeninos.

Eu explico...
Venho de uma família que passava tudo a ferro... umas mulheres da minha família aceitavam esta tarefa como uma função feminina e por isso, pura e simplesmente era aceitável. Outras, que não gostando da tarefa em causa, juntavam "catrefadas" de roupa e aqui a "je" passava horas e horas nas suas férias de Verão a passar a ferro... aos 30 e 40 lençóis, etc etc... Tinha até mulheres na minha família que passavam peças de roupa na frente e no verso e outras que passavam lingerie. Toda a lingerie: cuecas, meias, soutien's. E até toalhas de banho e tudo e tudo...  Como calculam, passar a ferro não está dentro dos meus hobbies preferidos. Por este motivo e porque pura e simplesmente esta é uma daquelas tarefas que não interessa nem ao menino Jesus... quando a roupa volta a ser lavada, volta a ter de ser passada e por isso, é uma gradessissima seca!

Mas acham que cheguei a esta conclusão da não necessidade de passar a ferro, assim rapidinho?!!? Nada disso...

Foi no meu segundo casamento, depois de no primeiro ter uma senhora que me passava a bela da roupita toda, que o meu marido um dia "acordou" e disse-me: "Não precisas de passar a minha roupa. Não é ecológico, não melhora o mundo e sinceramente depois de eu vestir a roupa, ela fica ajustável ao corpo e totalmente passada." Quem ficou passada fui eu!!!... Onde é que já se viu não passar a roupa?! Ir para a rua com roupa por passar?! Uma mulher não ter a tarefa de engomar cuidadosamente a roupa ao seu marido!!!?!?

Por muito que eu odiasse passar a ferro, este foi um dos inúmeros motivos para discussão até fartar... COMO É QUE ALGUÉM NO SEU JUÍZO NORMAL, NÃO ANDA COM ROUPA PASSADA A FERRO POR CAUSA DO AMBIENTE? E como é que alguém no seu juízo normal, gasta luz até mais não, gasta tempo que podia estar a fazer alguma coisa de útil e fica preocupada com as posições marido-mulher por causa de uma treta chamada "passar a ferro"???

E foi aqui... no meio de todas estas interrogações, que comecei a verificar que a roupa depois de vestida e não passada, realmente se adaptava ao corpo... por magia parecia passada (excepto camisas e calças vincadas, óbvio)! E foi assim que fui experimentando... e foi assim que fui deixando de passar a ferro... e foi assim que quando comentava às minhas colegas do trabalho esta minha nova decisão, elas roíam-se de inveja e diziam: "Mas passar a ferro é um seca... mas... como consegue não passar?!... eu chego a casa depois do trabalho e estou sempre a passar a ferro, não tenho tempo para nada... " e eu respondia: "Deixe de passar... olhe lá para mim e diga lá se estou engelhada?" "Não está, está normal." Diziam elas. E eu dizia: "Então porque continua?"... Olhar delas de espanto para mim... e continuavam a passar a ferro!

É por estas e por outras crenças que nós não mudamos... até um dia experimentarmos mudar o sentido das nossas vidas... É por estas e por outras que continuamos sem tempo, a fazer coisas desnecessárias e fáceis de se resolver de outra forma... É por estas e por outras que casamentos acabam... É por estas e por outras que as pessoas ficam cada vez mais longe, porque não aceitam um dia, experimentar e mudar!

Hoje em dia, só passo camisas (só tenho uma, até calha bem) ou alguma roupa que fique mesmo muitoooooo enrugada... e lençóis... continuo com a panca dos lençóis. O bom que é deitar-me numa cama com lençóis passados. Mas esses, não os passo... peço para mos passarem à troca! :)

http://www.youtube.com/watch?v=Kee9Et2j7DA&feature=related

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

De quem é a culpa?

Há dias que a minha actividade física mais do que motivadora e de "vamos para a frente pessoal!" é de ser pensante. E pronto, pûs-me a pensar... a pensar... a pensar... de que forma é que se podia dar a volta por cima  a esta crise que nos dá a volta ao carolo...

Ao verificar os prós e os contras, não cheguei à conclusão de que o dinheiro é o mau da fita, ou esta ou aquela pessoa ou governante, ou uma determinada situação mundial. Não! Antes pelo contrário... acho que se estamos neste ponto onde estamos, por alguma coisa é... e creio que é algo de muito bom! Sempre ouvi dizer que a crise, o buraco, a depressão, a ruína é a melhor altura para se ser criativo e dar a volta por cima... por isso, se o mundo se está a desmembrar, se a crise está instalada e se o caos está montado, tenho a certeza que algo de muito bom está para vir!

Senão vejamos: nunca vi tantas ajudas de solidariedade como ultimamente tenho visto... ou pessoas que querem fazer voluntariado apenas e só porque querem ajudar os outros e se sentirem úteis... ou pessoas preocupadas com o meio ambiente... com a transição... com o equílibrio do corpo e do espírito... articulação entre as gerações mais novas e as mais velhas... vejo muita coisa boa... vejo sim!

E comecei a ver no que via mal... e pronto, descobri! O problema neste momento é sempre e só: o petróleo! Estamos tão, mas tão, mas tão tão tão tão dependentes do petróleo no nosso dia-a-dia que nos tornamos escravos dele e dos grandes poderes mundiais que têm a sorte de o ter nos seus territórios... E então pûs-me a pensar novamente: e se TODOS os carros do nosso país (pelo menos do nosso país) tivessem um sistema que nos deslocasse de forma gratuita? Tipo a luz solar ou assim?... Seríamos todos felizes, independentes e sorridentes... a necessidade ao dinheiro também diminuaria, diminuindo também a crise onde nos encontramos.

A nossa necessidade actual ao petróleo é preocupante, para não dizer mesmo alarmante... nós até podemos neste momento apertar o cinto e tal, mas o que nos acontecerá quando não tivermos mesmo petróleo para nos deslocarmos ou para que a comida e os bens mais essenciais possam chegar até às nossas casas?

Realmente, já começo a pensar em fazer o mesmo, que vi um dia um membro do Troco 1 hora pedir: "troco o meu Mercedes por um cavalo ou burro novo"... LoooooL... É para rir, mas que começa a não ter piada nenhuma é verdade verdadinha...

Ora vejam o seguinte vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Ji5nxvLmRKs&feature=related