terça-feira, 21 de junho de 2016

Uma das palavras que mais odeio: D I E T A !

Juntem mais 6 quilos...
Foto em 2015 de Lieve Tobback
Claro que há palavras bem piores que dieta, tais como ódio, falta de amor, guerra, violência, desespero, solidão, saudades... Enfim... Mas se querem que vos diga, quase todas me fazem lembrar DIETA, ou o estado antes, antes de se precisar de uma dieta. Quer seja devido ao ódio ao nosso corpo; à falta de amor nele e em nós próprios; à guerra que fazemos para nos controlarmos no consumo de calorias e afins; à violência quando comemos mais do que a conta de forma premeditada e violenta, há sempre palavras menos bonitas associadas a este estado de (des)graça.

Faz hoje 1 ano e 11 dias que comecei o meu segundo livro. O seu nome era: "1 ano, 11 dias e 1 biquini". O meu segundo livro que não vai ser editado, porque não foi concluído. Consegui escrever durante 3 meses e já ia nas 61 páginas. Estava a ficar um livro bom! Estava a conseguir emagrecer cerca de 4 quilos por mês. Era um livro sobre uma mudança de mentalidade, a minha mudança de mentalidade face às dietas. Trocar de corpo para trocar de vida! A minha nova mudança durante 1 ano e 11 dias, no caminho para usar um biquíni pela primeira vez da minha vida, ou seja hoje: no primeiro dia de Verão deste ano. Não consegui. E pior que tudo, ainda engordei mais 6 quilos do que quando iniciei.

Depois da dieta L, em 2010
Foto de Isabel Figueiredo
Começo a desistir. Já fiz a dieta D, H, L, N, S e T. Mas se conhecerem a X ou a Z digam-me, porque essas não experimentei. :/ Estou a brincar...  Decidi que nunca mais faço dieta na vida! E com isto não quer dizer que nunca mais queira emagrecer, o que quer dizer é que nunca mais me vou deixar de privar de nada, porque depois, Oh! depois, é sempre pior.

Tenho de admitir: tenho um problema com a comida! Eu até tenho personal trainer à troca, esteticista à troca, nutricionista à troca... e até já tive spa (e tudo) à troca! Mas o problema está em mim. E se eu não acredito em mim, ninguém pode fazê-lo por mim... Não é verdade?

Quando iniciei este segundo livro, o ano passado, julguei que tinha dado o "tal click", aquele quando não podemos voltar mais para trás. Aquele que dizemos "é agora ou nunca"! Mas a verdade verdadinha é que o meu maior prazer é mesmo comer!!! E não é propriamente vegetais e fruta! :/

Não sei se algum dia vou dar o tal "ah ah, é agora". Desejo que aconteça. Mas depois de uma vida de trocas e de algumas privações, como diz uma amiga minha psicóloga, especialista em acompanhamento de pessoas em pós-guerra: eu estive em guerra, na luta da sobrevivência dia-a-dia quando vivia de trocas, é natural que agora queira compensar e que ainda tenha alguma ansiedade ligada à privação, que tinha diariamente.

Se senti ansiedade e privação quando vivia de trocas?! Não, não senti! Se sentia falta de alguma coisa? Não, verdadeiramente não senti. Claro que me lembrava que gostaria de comer um gelado ou um bolo, mas como não tinha dinheiro, não os comprava, e como a minha vida era tão animada, não tinha tempo para ficar carente de alimentos.

É assim a vida. Se algum dia vou ser magra? Não sei. Se vou voltar a acreditar em mim?! Se vou voltar a gostar de mim?! Se vou voltar a sentir-me feliz?! Não sei. Mas indiscutivelmente isto terei de algum dia fazer...

(A intenção do meu blog sempre foi no sentido de falar de mim para mim... Acredito que talvez este novo "falar" me dê algum ânimo para voltar a erguer-me... É tudo por hoje!)

2 comentários:

  1. Viva Andresa! Não faças a ti o que não fazes aos outros!As respostas estão todas dentro de ti!
    beijos

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    Respostas
    1. ... tudo verdade... tudo fácil de falar e escrever, mas difícil de fazer...
      Mas caminha-se!
      Beijos ***

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